sábado, 21 de junho de 2008

Aos companheiros

Seguem alguns informes:

Direito de greve: art. 9º Constituição Federal e Lei nº 7.783/89, assegurando o direito do trabalhador o direito a greve.
Outro ponto é a questão dos eventuais que tratei em um post aqui.
O mais importante é que ao ser constrangido, ao ver que em sua escola a diretora está cerceando seu direito a greve e esta colocando ou contratando eventuais, comunique imediatamente a subsede da apeoesp mais próxima de você, para que possamos tomar as providências necessárias.
Continuemos em luta companheiro(a).

Um comentário:

marcio disse...

Resposta ao Senhor Gilberto Dimenstein da FOLHA DE SÃO PAULO.

O senhor Gilberto Dimenstein está no mínimo equivocado ou desinformado. A culpa por uma suposta "farra", “rotatividade”, "motel", “bordel” ou “putaria” - como sugere Dimenstein - não é da parte dos professores; e sim, da própria Secretaria Estadual da Educação - que apesar de estar nas mãos de um mesmo governo do PSDB há 12 anos (na prática desde 1982, com o PMDB e o governo de Franco Montoro), vem a cada “governo” implantando diferentes “políticas públicas educacionais” na rede estadual de ensino.
A “rotatividade” (que Dimenstein menciona e por analogia atribui aos professores, sugerindo que os docentes são “prostitutas de motel”) vem de fato das “diferentes políticas” desnorteadas que o governo adota para o setor; demonstrando que na prática, nem mesmo o governo estadual do PSDB sabe como enfrentar a questão da educação em São Paulo. A "zona de meretrício" que Gilberto Dimenstein sugere como da parte dos professores, vem, portanto, da própria Secretaria de Estado da Educação e do Palácio dos Bandeirantes. Se há alguém que quer transformar as escolas públicas em “motel” ou, fazer uma “putaria” na educação, este é o próprio governador de São Paulo e sua leal secretária da educação - irresponsáveis o bastante, por exemplo, para deixarem as escolas estaduais sem coordenadores pedagógicos ao longo de todo o primeiro bimestre de 2008.
O Sr. Dimenstein revela não ter a mínima dimensão da asneira que disse, assim como das reais necessidades das escolas públicas e dos alunos pobres que menciona em sua coluna. È fácil escrever de forma irresponsável e ofensiva, qualquer besteira para quem é considerado por seus iguais um “proeminente jornalista” e que na verdade, não atua de forma minimamente digna e ética para com o jornalismo. O Sr. Dimenstein - ao contrário dos professores que ofendeu - tem acesso aos meios de comunicação. Suas afirmações além de injustas e caluniosas, são covardes; além de ofensivas aos professores, são desprovidas de ética jornalística. Ao permitir que tamanha asneira fosse editada, a FOLHA DE SÃO PAULO tornou-se sua cúmplice.
Esta greve, Sr. Dimenstein, é pelo pobre – pobre do professor pobre e pobre do aluno pobre. Em meio a tantas outras “putarias” e “zonas”, os professores da rede estadual de educação são tão vítimas de um ensino transformado em “motel" pelo governo e “prostituído” pela grande imprensa, quanto os alunos mencionados por Gilberto Dimenstein.
Se há um "motel" ou "prostíbulo" na educação, o senhor Gilberto Dimenstein deve procurá-lo primeiramente nas “escolas” onde freqüentou e foi destacado aluno; depois, no Palácio dos Bandeirantes e na Secretaria Estadual de Educação.