quinta-feira, 12 de junho de 2008

A quem iremos nós?????


Bom, já é sabido que a situação do professorado paulista é calamitosa. Pior que incêndio em favela. O governo criou um monte de vielas... minúsculas para separar a categoria. São os efetivos mais velhos, os mais novos, os estáveis, os ACTs mais velhos, os mais novos, os eventuais formados, os estudantes..... Cada um lutando por si....................
Grupos que se perdem nos labirintos da favela-educação criada, ou melhor, sucateada pelo governo do PSDB (até dói escrever a sigla em maiúsculo).
Somos um dos (ou o) maior sindicato da América Latina.... mas não sabemos lutar.

Trabalhamos nos barracos que nos mandam.... cozinhamos o galo no fogareiro ou fogão de tijolos, fazemos "gato" pra iluminar as mentes da garotada que preferem o colégio fictício Múltipla Escolha/Ernesto Ribeiro que de escolha não lhe dá nada.
Reclamamos nas precárias salas de aula de nossa condição. Também o fazemos na cantina, na secretaria (da escola), na sala dos professores (que por sinal - algumas - até tem os computadores da TV, mas não se pode usar), reclamamos com os maridos/esposas, com os vizinhos, no transito...... mas normalmente é uma reclamação muda, porque não chega aos ouvidos de quem verdadeiramente deveria ouvir.............
Percorrendo a "favela" ainda encontramos a quadra de esportes onde só "os manos" brincam com os esporte oficial do país............. FUTEBOL................... mas a gente não liga, ainda não são as nossas cabeças rolando.

Neste paradisíaco viver (e não é a Portelinha) ainda sobra disposição pra criticar o sindicato - que por sinal não faz nada (gritam muitos professores prostrados aos desmandos do governo), mas quem é o sindicato? São eles ou somos nós?

Será que a voz de alguns diretores e mais alguns conselheiros será ouvida tão longe e tão alto quanto o necessário? Será que devo me sentar de braços cruzados e esperar que o outro lute pelo que também diz direito a mim? Será que eu também não devo elevar a minha voz?

Sim, eu e meu colega. Eu, meu colega e os amigos dele?

Será que toda uma categoria, de formadores de opinião e principalmente, de futuras gerações deveriam unir-se e lutar pelo que de fato é verdadeiramente e necessário?

- Dignidade, respeito, reconhecimento, saúde, salário dentre tantas e tantas dores que nos afligem?

O postinho de saúde da favela não funciona à noite e nem aos finais de semana(muitas vezes nem existe).......... onde correrei quando já não me agüentar de dor e desespero?

A quem iremos nós?

Aonde iremos nós?



Eu sei aonde vou, e você?


Vou me juntar a muitos que como eu não engolem qualquer coisa e lutam por seus direitos......... e você, vai continuar reclamando às paredes?

Se você é professor(a) de verdade, não deixe de participar






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