domingo, 17 de agosto de 2008

Apeoesp considera bônus por desempenho uma afronta; professores votam greve na próxima sexta

O bônus proporcional ao desempenho dos alunos destinado aos professores da rede estadual, divulgado na manhã desta sexta-feira (15) pela Secretaria de Estado da Educação, desagradou a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo).

A entidade marcou uma assembléia de professores para o próximo dia 22, na Praça da República. No encontro, eles devem decidir se decretam paralisação ou entram em greve.

"Depois de 22 dias de paralisação em protesto, inclusive, contra a política de gratificações adotada pelo Estado, receber a notícia do bônus é uma afronta", disse a presidente da Apeoesp Maria Izabel Azevedo Noronha.

Para ela, a remuneração é injusta e utiliza o Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo) de forma equivocada. "O índice não tem a capacidade de medir o esforço do professor em sala de aula", explica.

A presidente da Apeoesp acredita que o bônus contribuirá para a rotatividade dos professores nas escolas. "As instituições não têm as mesmas condições. A verba recebida, o número de alunos por sala, a infra-estrutura são diferentes. E dessa forma, o governo privilegia aquelas que têm melhores condições, além de transferir mais uma vez a responsabilidade sob a qualidade de ensino para os professores".

"Os R$ 500 milhões destinados ao programa deveriam ser convertido em reajuste salarial", complementa. O maior incentivo aos professores, para ela, seria um plano de carreira, oferecendo perspectivas e possibilidade de evolução na profissão".

O bônus
A gratificação por desempenho anunciada pela Secretaria de Estado da Educação na manhã desta sexta-feira (15) leva em consideração a nota do Idesp de cada escola, além da frequência do professor.

A cada ano, as escolas receberão a nota obtida no índice e a meta a ser alcançada. Se as metas foram 100% atingidas, os funcionários da escola receberão o total do bônus: 20% dos 12 salários mensais (incluindo as gratificações), ou seja, 2,4 salários a mais. A bonificação será equivalente ao avanço alcançado.

O governo do Estado já reservou R$ 500 milhões para a nova política de remuneração por desempenho.


Agora imaginem o que fazer?

Nenhum comentário: