terça-feira, 6 de janeiro de 2009

SP: secretaria quer implantar modelo de NY em escolas estaduais

Uma parceria fechada entre a Secretaria de Estado da Educação e a Fundação Itaú Social colocará em prática um projeto que pretende implantar em dez escolas periféricas de São Paulo o modelo educacional de Nova York, nos Estados Unidos. O acordo prevê a implantação do projeto piloto com foco em gestão educacional ainda este ano.

A iniciativa, inédita no Brasil, acontecerá em dez escolas da Diretoria de Ensino Leste 3, da capital paulista. Todas tiveram baixo desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp).

As instituições atingidas pelo projeto serão Aquilino Ribeiro, Dr. Décio Ferraz Alvim, Haydeé Hidalgo, Jardim Dom Angélico, Jardim Wilma Flor, Paulo Sarasate, Recanto Verde Sol, Sebastião Faria Zimbres, Sumie Iwata e Vila Bela.

Inspirado na experiência inovadora da reforma escolar de Nova York, cidade que, como São Paulo, administra o maior sistema escolar do país, o modelo pretende dar um salto de qualidade na aprendizagem dos estudantes, em um prazo de três anos.

A reforma de Nova York vem sendo implantada desde 2001 e já obteve resultados positivos. Investe em gestão, formação dos professores, monitoramento do rendimento escolar dos alunos e envolvimento dos pais. Também conta com o apoio do setor privado, não apenas com aporte financeiro, mas com envolvimento no planejamento e liderança.

A execução técnica do projeto paulista será realizada pelo Instituto Fernand Braudel, com acompanhamento técnico da Fundação Itaú Social.

Será contratada uma equipe com dois especialistas em Língua Portuguesa e dois em Matemática que acompanharão o cotidiano das escolas envolvidas para reforçar o trabalho do professor coordenador.

Essas disciplinas foram escolhidas porque são consideradas pontos críticos no processo de aprendizagem dos alunos. Os especialistas estimularão os coordenadores a entrar nas salas de aula e irão acompanhá-los com o propósito de contribuir para uma orientação mais efetiva e adequada à realidade de cada escola e de cada professor. Essa é uma prática comum em Nova York que surtiu bons resultados na aprendizagem.

Será ainda contratado um coordenador de pais para cada escola, cuja tarefa será realizar ações para aproximar as famílias da escola e envolvê-las no processo de aprendizagem dos alunos.

O projeto piloto passará por avaliação contínua, acompanhando a frequência de professores e alunos, a rotatividade e absenteísmo dos professores, o número de incidentes de indisciplina e violência dentro da escola e a percepção de alunos, pais, professores e diretores sobre o ambiente escolar.

Serão realizadas entrevistas com pais das escolas participantes, questionários para alunos das escolas do projeto, grupo focal com professores, questionário para professores das escolas do projeto e registro escolar de freqüência, faltas e licenças de professores.

Além disso, será feita a avaliação de impacto econômico deste projeto piloto, para verificar seu retorno social.

Com informações da Secretaria de Estado da Educação de são Paulo.

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