sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Soldador formado pela Fatec-SP ganha dez salários mínimos; 92% dos alunos têm emprego


Da Redação Em São Paulo
Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Centro Paula Souza, responsável pelo ensino técnico e tecnológico do Estado, mostra que o curso com as maiores remunerações nas de Tecnologia (Fatecs) de São Paulo é o de soldagem. O recém-formado na graduação chega a ganha dez salários mínimos, em média - o que equivale a R$ 4.650.

O segundo curso com maior remuneração é o de obras hidráulicas, com média de oito salários mínimos (R$3.720). O estudo também revela que 92,8% dos formados pelas Fatecs estão empregados um ano depois de terem concluído a graduação.

Soldagem10
Obras hidráulicas8
Movimento de terra e pavimentação7
Projetos6,8
Processamento de dados6,7
Processos de produção6
Mecânica de precisão5,7
Edifícios5,6
Automação de escritórios e secretariado5,4
Automação de escritórios e secretariado5,4
Produção com ênfase em plásticos

Professor 1,7
5,4
CursoSalários mínimos
O percentual é semelhante ao da pesquisa do ano anterior, quando 93,2% tinham ocupação profissional - o que mostra que a crise econômica afetou pouco os graduados na instituição.

Dentre os tecnólogos empregados, 94,5% têm vínculo formal de trabalho. O estudo foi feito em 2008 com alunos que concluíram seus cursos em 2007. Foram pesquisados 18.588 alunos (65,2% dos 26.912 matriculados).

A empregabilidade, segundo o estudo, aumentou 9,6 pontos percentuais do momento da conclusão do curso até um ano depois da formatura, passando de 83,2% para 92,8%.

O nível salarial também cresceu, um ano após o término dos estudos: 17% saíram da faixa de até três salários-mínimos para receberem remunerações maiores. Na média, os concluintes ganham quatro salários-mínimos e, após um ano passam, a receber cinco salários-mínimos e meio.

Os setores que mais empregam os formados nas Fatecs são a indústria (24,1%), seguida por informática (21%) e serviços (20,7%). Comércio (4,6%) teve uma ligeira queda em relação a 2008, quando o setor empregava 6,7% dos egressos. Por outro lado, o emprego na construção civil cresceu de 1,5% no estudo do ano passado para 4% agora.

As grandes empresas são as que mais contratam (40%), seguidas pelas médias (19,5%) e pelo serviço público (18,9%).

Segundo a pesquisa, 79,5% dos alunos disseram que o curso atendeu a suas expectativas; 79,6% disseram que foi fácil arrumar e manter o emprego; e 79% não sentem dificuldades no desempenho profissional.

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