terça-feira, 20 de outubro de 2009

Salário médio do professor é 66% maior que o dos demais brasileiros

Simone Harnik Em São Paulo
Um estudo divulgado pelo MEC (Ministério da Educação) mostra que o salário médio do professor da educação básica no país é 66% maior que o dos demais brasileiros. Se um docente ganha, em média, R$ 1.527, o restante da população tem remuneração de R$ 921. Os dados se referem a 40 horas de jornada semanais.


Salário médio dos professores da Educação Básica brasileira
Distrito Federal
R$ 3.360
Rio de Janeiro
R$ 2.004
São Paulo
R$ 1.845
Mato Grosso do Sul
R$ 1.759
Roraima
R$ 1.751
Rio Grande do Sul
R$ 1.658
Paraná
R$ 1.633
Acre
R$ 1.623
Amapá
R$ 1.615
Sergipe
R$ 1.611
Amazonas
R$ 1.598
Tocantins
R$ 1.483
Minas Gerais
R$ 1.443
Mato Grosso
R$ 1.422
Pará
R$ 1.417
Espírito Santo
R$ 1.401
Rondônia
R$ 1.371
Santa Catarina
R$ 1.366
Goiás
R$ 1.364
Maranhão
R$ 1.313
Alagoas
R$ 1.298
Rio Grande do Norte
R$ 1.232
Ceará
R$ 1.146
Bahia
R$ 1.136
Piauí
R$ 1.105
Paraíba
R$ 1.057
Pernambuco
R$ 982
Brasil
R$ 1.527
Estado
2008
O quadro é outro, se forem contados apenas os profissionais com nível superior completo ou com pelo menos um ano de faculdade. Aí, os docentes da educação básica ganham bem menos do que outros profissionais.

Entre os graduados ou em fase de graduação, tirando os professores, o salário é de R$ 2.503. Já para os docentes que chegaram ao mesmo grau de escolaridade, a remuneração média é de R$ 1.638 - 35% menor que a dos demais.

Os dados fazem parte de estudo da assessoria do ministério com informações da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Professores contestam média salarial

A média salarial dos docentes, no entanto, foi questionada por Roberto Leão, presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação).

"Essas contas do ministério me assustam muito. Queria saber onde conseguiram esta fábula", afirmou na última semana.

Segundo Leão, o salário médio nacional observado pela categoria está em torno de R$ 920. "O próprio ministério fala que o piso de R$ 950 iria melhorar a condição de 40% dos professores. Como é possível que o piso seja superior a R$ 1.500?", questionou.

Piso nacional ainda é polêmica

Apesar da lei que estabeleceu o piso nacional do magistério, seu pagamento ainda é controverso. A lei exige que cada Estado pague, no mínimo, R$ 950. No entanto, este valor deve ser corrigido anualmente.

Para a CNTE o piso, hoje, é R$ 1.132. "Está uma bagunça generalizada. Queremos que esse valor seja pago para uma jornada de, no máximo, 40 horas. Há Estados que pagam menos e outros que estão até reduzindo a remuneração dos professores", afirmou Leão.

Nenhum comentário: