sábado, 30 de maio de 2009

Boa musica para o fim de semana

Ultimas do mundo da educação


Durante assembleia realizada nessa sexta-feira (29), os professores da rede estadual de São Paulo aprovaram greve para o dia 3 de junho. A reunião foi organizada pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). No mesmo dia será realizada audiência pública e assembleia da categoria na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), às 14h30, para a discussão dos projetos de Lei 19 e 20, que instituem novas regras para a contratação de professores e apresenta a criação de duas novas jornadas de trabalho. A categoria é contra a aprovação desses projetos e pede, dentre outras reivindicações, reajuste de 27,5% para a reposição de perdas ocorridas desde 1998. Com bom humor, os docentes levaram fantasias e cartazes com referências aos recentes livros que foram destinados a alunos da 3ª série, que traziam conteúdo voltado a adolescentes. O secretário de educação do Estado, Paulo Renato Souza, afirmou que irá criar uma comissão de especialistas para avaliar cada obra. A manifestação teve também um boneco que ironizava o valor do vale alimentação dado aos docentes, chamado de "vale coxinha". Segundo o sindicato, o protesto reuniu cerca de 5.000 docentes em frente à sede da Secretaria de Estado da Educação, localizada na Praça da República.

APEOESP:

PREZADOS COLEGAS, QUERIDOS AMIGOS.
Tenho a satisfação de comunicar que no dia de ontem, 28/5, perante o Excelentíssimo Presidente da República e o Senhor Ministro da Educação tive a honra de assinar a Resolução CNE/CEB Nº 2 do Conselho Nacional de Educação, que estabelece as Diretrizes Nacionais para a Carreira e Remuneração do Magistério da Educação Básica Pública.
Trata-se de uma importante Norma Nacional destinada a orientar Estados e Municípios brasileiros a adequarem as suas respectivas Leis do Magistério, podendo beneficiar 1.800.000 professores em todo o Brasil.
As novas Diretrizes da Carreira se baseiam no Parecer CNE/CEB Nº 09/09 de autoria da Conselheira Maria Izabel Noronha, elaborado a partir de reuniões e audiências públicas nacionais, das quais, democraticamente, participaram todos os segmentos interessados. É uma contribuição para que a qualidade da educação brasileira avance a partir da melhoria da qualidade do trabalho dos educadores e das condições nas quais ele se realiza.
Um abraço
Cesar Callegari
Presidente do Conselho Nacional de Educação
www.cesarcallegari.com.br
ACESSE:
Resolução CNE/CEB 02/09
Parecer CNE/CEB 09/09
Diário Oficial da União
Plano Nacional de Formação do Professor
Artigo: Educação e Magistério Público: Hora de Avançar

Devemos lembrar que 80 mil ACTs conquistaram a estabilidade a partir da Lei 1010/2007, que criou a SPPrev, mas defendemos a estabilidade de todos os professores admitidos em caráter temporário com a realização de concursos públicos classificatórios. Além disso, requeremos a realização da formação continuada em local de trabalho, por isto reivindicamos a jornada prevista na Lei do Piso, ou seja a reserva de 33% da jornada para atividades extraclasse. Exigimos ainda 27,5% de reajuste salarial para repor as perdas desde salarial para repor as perdas desde atual Plano de Carreira, além da incorporação das gratificações – GAM e Gratificação Geral. Estudos do Dieese apontam existir R$ 7 bilhões no caixa do governo. Portanto, há dinheiro para conceder reajuste para a categoria. Buscando ampliar a mobilização em defesa dos direitos dos professores, a APEOESP veiculará matéria paga nesta segunda-feira, 1º de junho, no intervalo do Jornal da Globo.

Nova assembléia acontecerá às 14 horas da próxima quarta-feira, 3, no estacionamento da Assembléia Legislativa (Alesp); professores também participarão da Audiência Pública que discutirá os projetos de lei. Reunidos em assembléia na Praça da República, cerca de cinco mil professores aprovaram por unanimidade a discordância em relação aos Projetos de Lei Complementar 19 e 20 e o calendário de mobilização contra mais estas medidas autoritárias do governo José Serra. Como havia dois encaminhamentos parecidos, a mesa diretora propôs um acordo e os professores aprovaram greve a partir da próxima quarta-feira, 3, com a realização de nova assembléia no estacionamento da Assembléia Legislativa, a partir das 14 horas; na mesma data, a partir das 14h30, haverá audiência pública no auditório Juscelino Kubitschek da Alesp justamente para discutir os projetos de lei. Diante da importância do momento, a unificação das propostas visou garantir que saíssemos da assembléia com a aprovação de uma decisão majoritária. Todas nossas assembléias até agora têm sido disciplinadas e obedecendo à vontade da maioria, que tem fortalecido nossa luta contra o governo. O trabalho de mobilização dos professores neste momento é de extrema importância para derrotarmos o governo e garantirmos a retirada dos projetos da Alesp. Assim temos que assegurar um grande ato na próxima quarta-feira. Durante a reunião com o secretário da Educação, no dia 12 de maio, a diretoria apresentou todas as discordâncias em relação aos projetos, como a contratação de ACTs por tempo determinado com um prazo de 200 dias para nova contratação. A APEOESP deixou claro que a precariedade para novos temporários é inaceitável, pois vai à contramão de qualquer discurso de melhoria da qualidade da educação, institucionalizando, na prática, a rotatividade dos docentes. E avisou que a categoria poderia aprovar greve.
APEOESP:

Dia 1º (segunda-feira): Reunião com alunos
Dia 2 (terça-feira): Reunião com pais
Dia 3 (quarta-feira): 14 horas: Assembléia Estadual, no estacionamento da Assembléia Legislativa; 14h30: audiência pública no auditório Juscelino Kubitschek para discutir os Projetos de Lei Complementar 19 e 20

O governador de São Paulo, José Serra, foi vaiado nesta sexta-feira (29) por professores e servidores da saúde durante uma visita a Presidente Prudente, no interior paulista, para inaugurar obras. Durante o discurso, o governador chegou a ser chamado de "ditador" pelos manifestantes. Em resposta aos gritos - de "ditador, ditador" -, Serra ironizava: "Eles são contra a saúde, são contra até os deficientes (referindo-se a projetos que beneficiam deficientes). São de seitas e 'partidecos'. Nós governamos para toda a população de São Paulo. Não somos de 'trololó'", disse Serra. "Ele não negocia nem paga o dissídio dos professores desde 2006. Não repassa nem a inflação acumulada e não discute o reajuste salarial com os professores", acusou Agripino Miguel Costa, conselheiro regional do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). Os professores querem reajuste salarial de 27,5%, enquanto os servidores da Saúde pedem reposição salarial de 47%. No começo da noite de hoje os professores estaduais decidiram entrar em greve a partir de quarta-feira.

7 motivos para ser professor do Estado



Leia com atenção os 7 (sete) motivos para você se tornar um Professor do Estado

7 (sete) é um número de destaque, pois ele simboliza a perfeição: em sete dias Deus fez o mundo, sete são as cores do arco-íris, mas também sete é conta de mentiroso. O 7 aqui será utilizado em relação à educação e, mais especificamente, ao professor.

Ser professor é socializar o saber, é construir, juntamente com o discente, um
conhecimento que valorize o meio em que atua. Por isso, destacar-se-ão 7 motivos para incentivar, você, leitor a ingressar nessa brilhante carreira.
Leia-os com atenção e anote todos os detalhes:
1. Estude muito e leia bastante, principalmente a vida de São Francisco
de Assis; lembre-se de que você também terá que fazer um voto eterno de pobreza;
2. Prepare-se para manejar certos instrumentos, com o giz e o apagador.
Para tal, orientamos o personal stylest de Michael Jackson; você precisará de luva e máscara durante as aulas;
3. Manter-se em forma não será problema para você; com o corre-corre de uma escola para outra, você estará evitando o sedentarismo; com o salário que receberá, não precisará fazer regime; e caso precise complementar a cesta básica do mês, você ainda terá o privilégio de usar o TÍCKET DE 4 REAIS;
4. O educador é o único que pode acumular cargos: além de ministrar aulas em 3 ou 4 colégios diferentes, ainda sobra tempo para ser sacoleiro, levando para as escolas os últimos lançamentos do Paraguai ou sendo importante representante de empresas como a AVON, a HERMES e a SHOPPING MAIS;
5. A formação continuada do professor é algo bastante importante e valorizada pelo governo. Com sorte, você será selecionado para ficar em um grande e luxuoso hotel como o IAT, desfrutar de ótimas instalações e saborear um cardápio variado; tudo isso com uma localização privilegiada e com vista para o ma...to;
6. O local de trabalho deve ser evidenciado: o educador, quase sempre, trabalha em escolas-modelo, cujo slogan é a fartura: 'farta' limpeza, 'farta' funcionário, 'farta' material didático, enfim, 'farta' tudo;
7. Por fim, você desfrutará de um plano de saúde de ótima qualidade, cuja eficiência é demonstrada nos consultórios psiquiátricos repletos de professores que, ao completarem a idade e o tempo de serviço, já se encontram fatigados pelo trabalho, sugados pelo sistema e em pleno desmoronamento físico além do mental.
Assim, depois de ler essas sete dicas, não perca a oportunidade e não desista:
vá a um posto do estado e inscreva-se no concurso do ESTADO.
O estado quer lhe receber de braços abertos. O nosso lema é: 'PAGUE PARA ENTRAR, REZE PARA SAIR'. Aos que já se encontram desfrutando desse 'néctar' que é ser funcionário da SEE, nossos parabéns, você é persistente e capaz.
Possivelmente, não terá recompensa aqui na terra, mas é certo que já tenha adquirido lugar privilegiado no céu.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Pela terceira vez em 2009, o governo de SP distribui livros inadequados. O que você pensa sobre o fato?

Como você tem reagido diante dos erros do governo de SP quanto à distribuição de livros inadequados? Um livro destinado a adolescentes com frases do tipo "nunca ame ninguém. Estupre"; "Tome drogas, pois é sempre aconselhável ver o panorama do alto"; e "Odeie. Assim, por esporte"; foi entregue a alunos de faixa etária de nove anos da rede pública de ensino do Estado de São Paulo, conforme revela reportagem publicada na edição desta quinta-feira (28) da "Folha".

Segundo a matéria, foram distribuídos 1.333 exemplares da obra "Poesia do Dia -Poetas de Hoje para Leitores de Agora". Até o escritor Joca Reiners Terron, autor do texto mais criticado pelos docentes, "Manual de Auto-Ajuda para Supervilões", informa que a publicação não é indicada para crianças de nove anos.

Após questionamento da "Folha", a Secretaria da Educação da gestão José Serra (PSDB) decidiu ontem retirar os livros das salas de aula. Os exemplares, no entanto, permanecerão nas escolas, para consulta de alunos mais velhos.

Essa não é a primeira vez que uma obra polêmica é destinada a alunos da rede pública em São Paulo. Livros contendo expressões como "chupa rola", "cu" e "chupava ela todinha" foram distribuídos pela Secretaria Estadual da Educação de São Paulo como material de apoio a alunos da terceira série do ensino fundamental. O fato levou o governador José Serra (PSDB) a prometer punição para os responsáveis.

E ainda, em março deste ano, a pasta de Educação foi duramente criticada por professores da rede estadual por causa de erros em 500 mil livros didáticos distribuídos. Um livro didático de geografia, usado por alunos da 6ª série do ensino fundamental nas escolas públicas, mostrava o Paraguai duas vezes em um mapa da América do Sul e excluía o Equador.

O que você acha de, mais uma vez, o governo de SP ter distribuído livros inadequados? Você, educador da rede pública de SP, como tem reagido diante dos erros cometidos pela Secretaria da Educação do Estado? Comente!



Livro para adolescentes é entregue a crianças em SP
Bate-papo: educação
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Novo Enem terá 180 questões e 10h de duração; MEC lança edital

Da Redação
Em São Paulo
O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2009 terá 180 questões e tempo de duração total de 10h, sendo 4h30 no primeiro dia e 5h30 no segundo. As informações foram divulgadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira (28). As provas serão realizadas nos dias 3 e 4 de outubro.

# Veja aqui o edital do novo Enem
# Consulte as habilidades cobradas no novo Enem (arquivo em .pdf)

O MEC (Ministério da Educação) resolveu mudar o formato do Enem. Inicialmente, eram previstos 200 testes, mas a pasta avaliou que 180 eram suficientes para avaliar os candidatos.

No primeiro dia de exame (3/10), haverá provas de ciências da natureza e suas tecnologias e, depois, ciências humanas e suas tecnologias. Nesse dia, os candidatos terão 4h30 para resolver as questões.

No segundo dia (4/10), serão aplicadas a prova de linguagens, códigos e suas tecnologias, que inclui a redação, e a prova de matemática e suas tecnologias. Os estudantes terão 5h30 para a resolução dos exames desse dia.

Até agora, 42 faculdades federais já declararam que irão utilizar o exame em seus vestibulares.

# Veja aqui as instituições que adotaram o novo Enem para o vestibular 2010

O MEC definiu que o Enem poderá ser usado de quatro formas:

# como prova única para a seleção de ingresso;
# substituindo apenas a primeira fase do vestibular pelo Enem;
# combinando a nota do Enem com a nota do vestibular tradicional; nesta modalidade, a universidade fica livre para decidir um percentual do Enem que será utilizado na média definitiva;
# usando o Enem como fase única apenas para as vagas ociosas da universidade.

Inscrição
As inscrições do exame devem ser feitas somente pela internet, das 8h de 15 de junho às 23h59 de 17 de julho (horário de Brasília (DF). É preciso preencher o cadastro e imprimir o comprovante de inscrição e o boleto de pagamento; a taxa custa R$ 35. Os comprovantes de inscrição estarão disponíveis via web até o dia 24 de julho.

Estudantes que tenham estudado em escolas públicas ou em instituições participantes do Encceja 2006, 2007 e 2008 têm isenção de taxa. Também terão isenção de taxa candidatos de baixa renda, bem como os inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais; para isso, é necessário fazer requerimento entre os dias 15 e 19 de junho, pela web. A relação dos isentos será divulgada até 3 de julho.

O resultado do Enem deverá ser enviado aos candidatos via Correios, a partir da segunda quinzena de janeiro de 2010.

Mensagem veiculada na tv globo


Para descontrair

"Não existe mulher feia, e sim maridos pobres"
A foto abaixo mostra 9 participantes de um concurso de beleza para um programa de TV nos Estados Unidos que se chama 'The Swan' (o cisne), e o que fazem é mudar as concursantes e baixá-las de peso etc etc etc.
Mudam tuuuuudo para que elas fiquem lindas.

O processo dura 3 meses e em nesses 3 meses elas não podem ver a familia
nem podem ver a si mesmas no espelho (si não, são desqualificadas).
São treinadas por "experts" nas academias e por cada temporada do programa participam de sessoes onde expôem porque estão complexadas por seu aspecto, e os mudam. No final de cada programa escolhem uma ganhadora.

Depois de um incrível "makeover" (transformação), as ganhadoras dos 9 programas estão como na foto...


SENHORES MARIDOS: -----> INVISTAM EM SUAS MULHERES !!!!!!!


quarta-feira, 27 de maio de 2009

Paralisação dia 29


Gente, confesso que estou desgastada e principalmente, decepcionada com a classe.
Estes dias falando e falando das mudaças catastróficas que estamos na iminencia de viver e muitos professores felizes com migalhas que um dia acabarão.

Viver de esmola quando se pode comer do banquete, quando se tem o maior sindicato da América Latina e se poderia em um dia resolver todos os problemas caso TODOS fizessem a paralização.

O professor não pensa que ficar "encostado" em 12hrs é assinar o atestado de que não passou na prova e mais........ ouvi de uma eventual, que corre o risco de após cumprimento de seu contrato ficar 200 dias (duzentos)sem poder trabalhar......... ah! e ainda disse que professor que paraliza é vagabundo.

Também soube que uma diretora disse que quem tem que protestar é a Apeoesp........ Será que ela não sabe que a Apeoesp é o orgão jurídico e que o sindicato são todos os professores? Será que ela não enxerga que se forem 200 pessoas é bem diferente do que se fossem 200mil? Não sei onde encontram tanta ignorância pra falar...............

As mudanças que querem nos enfiar goela abaixo são imorais, idiotas, ridiculas, etc, etc....
Imagina passar em um concurso e ter que ficar 4 meses numa escolinha ganhando 75% do salario base?
Imagina trabalhar 5 meses e ficar 200 dias sem poder trabalhar novamente?
Imagina dividir a categoria em 5 sub categorias para poder desarticular qualquer organização?
É uma vergonha que passa o professorado paulista e infelizmente ainda corremos o risdo desse "........." (nem sei que adjetivo dar) Serra ser presidente
(Não vou relatar tudo aqui porque ja escrevi e postei sobre o assunto)
Dia 29, se você é professor, e tem o mínimo de respeito por si, PARE. Diga não aos absurdos e desmandos........
Sairá onibus de todas as subsedes, organize-se

"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer".

domingo, 24 de maio de 2009

Pra começar uma otima semana!








Musica do novo CD

Sem comentarios





http://www.biaseries.net/2009/04/tudors.html

http://oraculum.blog.br/blogoraculum/index.php/2009/04/23/download-seriados-the-tudors/


http://yesfilmes.org/series/download-the-tudors/

quarta-feira, 20 de maio de 2009

APEOESP garante, no Colégio de Líderes, audiência pública para discutir PLCs 19 e 20

Audiência acontecerá na Assembleia Legislativa no dia 3 de junho

Na reunião do Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa, ocorrida nesta terça-feira, 19, a APEOESP garantiu que os deputados realizem uma audiência pública para discutir os Projetos de Lei Complementar números 19 e 20. A presidenta da APEOESP, Maria Izabel Azevedo Noronha, e o presidente do Conselho de Política de Administração e Remuneração de Pessoal, Carlos Ramiro de Castro, expuseram aos líderes dos partidos as contrariedades e os problemas que podem ser gerados a partir da aprovação dos PLCs ao conjunto do funcionalismo e especialmente aos professores da escola pública paulista, a exemplo da contratação de ACTs por tempo determinado com um prazo de 200 dias para nova contratação. A precariedade para novos temporários é inaceitável, pois vai na contramão de qualquer discurso de melhoria da qualidade da educação, institucionalizando, na prática, a rotatividade dos docentes da rede estadual de ensino.
Diante dos argumentos da APEOESP e do representante do funcionalismo, os deputados decidiram convocar a audiência pública para o próximo dia 3 de junho – em horário ainda a ser definido – , no Plenário Juscelino Kubitschek, para discutir os dois projetos. Em função da realização da audiência pública, a tramitação dos projetos fica travada na Assembleia Legislativa. Deste modo, ficam suspensos também, neste período – até o dia 3 de junho – os plantões das subsedes na sede do Legislativo paulista. É imprescindível, contudo, a presença na audiência pública. Leia abaixo novo calendário de mobilizações:

  • Dia 26 de maio: reuniões regionais de Representantes de Escola. É a oportunidade para se aprofundar a discussão com a categoria sobre os PLCs 19 e 20;
  • Dia 28 de maio: Reunião da Diretoria na Assembleia Legislativa;
  • Dia 29 de maio: Assembleia Estadual, com paralisação, às 14 horas, na Praça da República;
  • Dia 3 de junho: Audiência Pública para discutir os Projetos de Lei Complementar 19 e 20.

Matéria paga

Buscando ampliar a mobilização em defesa dos direitos dos professores, a APEOESP veiculará matéria paga denunciando os ataques do governo e convocando a categoria para a assembleia e a audiência pública. As matérias vão ao ar na TV Globo em 27 de maio, intervalo do Bom Dia Brasil e no dia 1º de junho, intervalo do Jornal da Globo.

Chegando láaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Ofereço a todos os amigos e amigas que me visitam e apoiam este trabalho. Obrigada, que Deus abençoe!







terça-feira, 19 de maio de 2009


A Ética no currículo escolar

Queremos ser felizes e procuramos diversos caminhos para alcançar esta meta. A reflexão filosófica nos mostra que a vivência das virtudes nos traz esta possibilidade.
O ser humano foi criado para ser feliz e a busca da felicidade tem se constituído um dos motores que impulsionam a evolução do mundo. Desde tempos imemoriais se observa a preocupação com as formas de comportamento do indivíduo, particularmente e dentro da sociedade com este objetivo. Diferentes civilizações organizaram códigos e listaram preceitos de modo que o povo pudesse viver harmoniosamente. Considera-se que na antiguidade clássica grega foi atingida uma forma especial de compreensão da vida na sociedade com esta perspectiva. Estamos diante do ethos, ou seja, o conjunto de princípios e valores estabelecidos na tradição de uma cultura. Não se trata de uma legislação, mas da prática das virtudes, ou seja, da excelência da vida. Este é o ideal proposto aos cidadãos. A história nos mostra que a ética (ou a falta desta) é um dos mais importantes fatores na explicação da ascensão e queda das civilizações.

No século XXI estamos, como sempre, diante desse desafio. Queremos ser felizes e procuramos diversos caminhos para alcançar esta meta. A reflexão filosófica nos mostra que a vivência das virtudes nos traz esta possibilidade. Viver eticamente é se aproximar do ideal de felicidade. E isto vale para os dias de hoje. Como se consegue viver eticamente? Os acontecimentos mundiais evidenciam a falta de ética em grande número de situações. O que fazer para que as novas gerações cresçam na prática da prudência, respeito, justiça, honestidade, fortaleza, temperança e perseverança? Ninguém nasce ético, ou não ético. Estas virtudes são adquiridas por meio do processo de Educação. Muitas vezes se fala em Ética e Moral de maneira confusa. Pode-se pensar em Ética como o conjunto de valores que fundamentam a Moral. Em muitos países se usa a denominação Educação Moral para o exercício do ensino/aprendizagem de virtudes e valores éticos. No Brasil, esta também foi durante muito tempo a nomenclatura que aparecia nos currículos escolares.

A partir da atual legislação de ensino brasileiro, utiliza-se a palavra “Ética” embora esta seja uma opção quase inexistente em outros sistemas de ensino, os quais continuam a utilizar a expressão “Educação Moral”. Ética se aprende na infância, desde os primeiros passos ainda na família, por observação e imitação e se prolonga na vida escolar de modo mais sistematizado. Ética se ensina a crianças e jovens como atividade intencional, segundo metodologias devidamente estudadas e analisadas. Quanto à presença da ética no currículo escolar, a discussão é antiga e muitas são as contribuições de pesquisadores neste campo. A partir de encontros de especialistas membros da Association for Moral Education (AME), entende-se hoje que Ética pode ser uma disciplina específica, um tema transversal abrangendo todas as disciplinas ou uma experiência mista destas duas alternativas. Para cada uma destas hipóteses, diversos modelos têm sido aplicados no mundo inteiro. Principalmente nos módulos denominados Educação Infantil e Ensino Fundamental, o que indicamos como Ética, ou outros chamam Educação Moral, implica uma aprendizagem que precisa estar presente no currículo escolar. Pesquisas oferecem subsídios para educadores. O importante é que estejamos todos atentos à necessidade do ensino/aprendizagem da ética na escola e organizemos o currículo de modo que este objetivo seja alcançado com êxito.

A preocupação com o ensino/aprendizagem da ética no currículo escolar exige primeiramente a formação do professor com inclusão deste tópico em suas disciplinas. Educação Moral tem aparecido em algumas Faculdades de Educação ainda de forma tímida, como uma disciplina eletiva ou optativa. Para que a presença da ética seja uma realidade que funcione de modo adequado no currículo escolar, é indispensável que os professores recebam formação neste sentido. Como no sistema brasileiro de educação, o professor das primeiras quatro séries do Ensino Fundamental (agora chamadas do segundo ao quinto ano escolar) é formado no Ensino Médio, entende-se que a Educação Moral tem que ser uma disciplina presente também neste nível de ensino.

Educação Moral é a disciplina que permite ao futuro professor, tanto o que está cursando o nível médio como um curso superior, conhecer questões e problemas de ética para poder proporcionar aos alunos esta aprendizagem. A presença da Ética no currículo escolar é uma exigência tanto no plano dos alunos, crianças e jovens estudantes, como na perspectiva da formação de seus professores.

Maria Judith Sucupira da Costa Lins é pesquisadora e professora da Faculdade de Educação da UFRJ.

Prova de Professor Coordenador Ciclo I

Pessoal, ta dificil conseguir os materiais para postar. Colocarei aqui algumas resenhas não oficiais, mas que poderão ajudar. Vou colocá-los na minha pagina auxiliar e em links (é só clicar no nome), começo pelo texto da Alarcão, Moran, Hernandez, Hernandez1, Masetto, Machado,

SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta curricular
do Estado de São Paulo: documento de apoio para as atividades
do início do ano letivo de 2008.
São Paulo: SE, 2008.
Disponível em: clique aqui (PDF, 923KB)

SÃO PAULO (Estado) Secretaria da Educação. Proposta curricular do Estado de São Paulo: caderno do gestor 1. São Paulo: SE, 2008.
Disponível em: clique aqui (PDF, 895KB)


ACESSO AOS DEMAIS TEXTOS INDICADOS

AZANHA, José Mario Pires. Autonomia da escola, um reexame.
In: BORGES, Abel S. A autonomia e a qualidade do ensino na escola pública. São Paulo: FDE, 1995. p. 37-46. (Idéias, 16).
Disponível em: clique aqui (PDF, 50.2KB)


AZANHA, José Maria Pires. Uma reflexão sobre a didática.
In: ___________. Educação: alguns escritos. São Paulo: Nacional,
1987. p. 70-77.
Disponível em: clique aqui

BERGER FILHO, Ruy. Currículo e competências.Brasília 2001.
Disponível em: clique aqui (PDF, 152KB)

CASTRO, Maria Helena G. O Desafio da qualidade. In:
ITAUSSU, Arthur; ALMEIDA, Rodrigo de (Org.). O Brasil tem jeito?
Rio de Janeiro: Zahar, 2007. cap. 2 - A educação tem jeito? p. 35-72.
Disponível em: clique aqui (PDF, 295KB)

MACEDO, Lino de. Competências na educação. São Paulo, 2007.
Disponível em: clique aqui (PDF, 370KB)

MACEDO, Lino de. O desafio da escola para todos. Pátio: revista pedagógica. Porto Alegre: Artmed, v. 8, n. 32, p. 16-19,
nov. 2004/ jan. 2005.
Disponível em: clique aqui (PDF, 228KB)

MACEDO, Lino de. Desafios à prática reflexiva na escola. Pátio: revista pedagógica. Porto Alegre: Artmed, v. 6, n. 23, p. 12-15,
set./out. 2002.
Disponível em: clique aqui (PDF, 635KB)

MACEDO, Lino de. O fracasso escolar hoje. Pátio: revista pedagógica.
Porto Alegre: Artmed, v. 3, n. 11, p. 20-23, nov. 1999/ jan. 2000.
Disponível em: clique aqui (PDF, 1.70MB)

MACEDO, Lino de. Piaget e a nossa inteligência. Pátio: revista
pedagógica. Porto Alegre: Artmed, v. 1, n. 1, p. 10-13,
maio/jul. 1997.
Disponível em: clique aqui (PDF, 3.31MB)

MACEDO, Lino de. Reflexões sobre o cotidiano na sala de aula. Pátio: revista pedagógica. Porto Alegre: Artmed, v. 6, n. 22, p. 10-13,
jul/ago. 2002.
Disponível em: clique aqui (PDF, 1.44MB)

MACEDO, Lino de. Uma questão de escolha. Pátio: revista
pedagógica. Porto Alegre: Artmed, v. 10, n. 38, p. 12-15,
maio/jul. 2006.
Disponível em: clique aqui (PDF, 1.63MB)

MELLO, Guiomar Namo de; ATHIE, Lourdes. Gestão escolar eficaz.
São Paulo. Elaborado a pedido da Fundação Lemann,
Fevereiro 2005.
Disponível em: clique aqui (PDF, 220KB)

MELLO, Guiomar Namo de; DALLAN, Maura Chezzi; GRELLET, Vera.
Por uma didática dos sentidos (transposição didática, interdisciplinaridade
e contextualização). In: MELLO, Guiomar Namo de. Educação escolar brasileira: o que trouxemos do século XX?
São Paulo: Artmed, 2004. p. 59-64 .
Disponível em: clique aqui (PDF, 67KB)

MELLO, Guiomar Namo de; DALLAN, Maura Chezzi; GRELLET, Vera.
Projetos como alternativa de ensino e aprendizagem. In:
MELLO, Guiomar Namo de. Educação escolar brasileira: o que
trouxemos do século XX?
São Paulo: Artmed, 2004. p. 51- 53.
Disponível em: clique aqui (PDF, 41KB)

MELLO, Guiomar Namo de; DALLAN, Maura Chezzi; GRELLET, Vera.
Proposta pedagógica e autonomia da escola. In: MELLO, Guiomar Namo de. Educação escolar brasileira: o que trouxemos do século XX?
São Paulo: Artmed, 2004. p. 43-50 .
Disponível em: clique aqui (PDF, 108KB)

MENEZES, Luiz Carlos de. Projeto pedagógico: rever o quê, mudar por quê. Acesso: revista de educação e informática.
São Paulo: FDE, v. 10, n. 14, p. 29-34, dez. 2000.
Disponível em: clique aqui (PDF, 168KB)





é só conferir, BJKS

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Tragam esse cara para o Brasil!!!

O Brasil é uma mãe!!!!!!!!!

ESSE É O CARA

Joe Arpaio é o xerife do Condado de Maricopa no Arizona já há bastante tempo e continua sendo re-eleito a cada nova eleição. Ele criou a 'cadeia-acampamento', que são várias tendas de lona, cercadas por arame farpado e vigiado por guardas como numa prisão normal.


Baixou os custos da refeição para 40 centavos de dólar que os detentos, inclusive, têm de pagar. Proibiu fumar, não permite a circulação de revistas pornográficas dentro da prisão e nem permite que os detentos pratiquem halterofilismo.
Começou a montar equipes de detentos que, acorrentados uns aos outros, (chain gangs), são levados à cidade para prestarem serviços para a comunidade e trabalhar nos projetos do condado. Para não ser processado por discriminação, começou a montar equipes de detentas também, nos mesmos moldes das equipes de detentos.


Cortou a TV a cabo dos detentos, mas quando soube que TV a cabo nas prisões era uma determinação judicial, religou, mas só entra o canal do Tempo e da Disney. Quando perguntado por que o canal do tempo, respondeu que era para os detentos saberem que temperatura vão enfrentar durante o dia quando estiverem prestando serviço na comunidade, trabalhando nas estradas, construções, etc.
Em 1994, cortou o café, alegando que além do baixo valor nutritivo, estava protegendo os próprios detentos e os guardas que já haviam sido atacados com café quente por outros detentos, sem falar na economia aos cofres públicos de quase US$ 100,000.00/ano.
Quando os detentos reclamaram, ele respondeu:
- Isto aqui não é hotel 5 estrelas e se vocês não gostam, comportem-se como homens e não voltem mais. Distribuiu uma série de vídeos religiosos aos prisioneiros e não permite quaisquer outros tipos de vídeo na prisão. Perguntado se não teria alguns vídeos com o programa do partido democrata para distribuir aos detentos, respondeu que nem se tivesse, pois provavelmente essa era a causa da maioria dos presos ali estarem.
Com a temperatura batendo recordes a cada semana, uma agência de notícias publicou:Com a temperatura atingindo 116º F (47º C), em Phoenix no Arizona, mais de 2000 detentos na prisão acampamento de Maricopa tiveram permissão de tirar o uniforme da prisão e ficar só de shorts, (cor-de-rosa), que os detentos recebem do governo. Na última quarta feira, centenas de detentos estavam recolhidos às barracas, aonde a temperatura chegou a atingir a marca de 138º F (60º C). Muitos com toalhas cor de rosa enroladas no pescoço estavam completamente encharcados de suor. Parece que a gente está dentro de um forno, disse James Zanzot que cumpriu pena nessas tendas por um ano. Joe Arpaio, o xerife durão que inventou a prisão-acampamento, faz com que os detentos usem uniformes cor-de-rosa e não faz questão alguma de parecer simpático.

Diz ele aos detentos:
- Nossos soldados estão no Iraque onde a temperatura atinge 120° F (50° C), vivem em tendas iguais a vocês, e ainda tem de usar fardamento, botinas, carregar todo o equipamento de soldado e, além de tudo, não cometeram crime algum como vocês, portanto calem a boca e parem de reclamar. Se houvessem mais prisões como essa, talvez o número de criminosos e reincidentes diminuísse consideravelmente. Criminosos têm de ser punidos pelos crimes que cometeram e não serem tratados a pão-de-ló, tendo do bom e melhor, até serem soltos pra voltar a cometer os mesmos crimes e voltar para a vida na prisão, cheia de regalias e reivindicações.
Muitos cidadãos honestos, cumpridores da lei, e pagadores de impostos não tem, por vezes, as mesmas regalias que esses bandidos têm na prisão.
(*) Artigo extraído e traduzido de um documentário da televisão Americana... Os fatos acima são verídicos e a prisão-acampamento está em Maricopa - Arizona.

Ajude a divulgar, se achar que a idéia é boa!!!

domingo, 17 de maio de 2009

Volteiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii


Genteeeeeeeeeeeeeee, andei sumidinha da net, mas andando por aí lutando por nossos direitos.
Agora espero poder dar informes diários como andava fazendo. Quero agradecer de coração a todos que visitaram o cantinho e também aos que deixaram mensagens e recadinhos.
quero deixar como mensagem, uma frase do Pe. Fabio de Melo, que me marca muito e tenho certeza que que também o marcará. "Desistir não exige nenhum sacrifício de sua alma. Continuar sim."






Beijos a todos.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Enem será obrigatório a partir de 2010

Sex, 15 Mai, 08h30
O novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passará a ser obrigatório para todos os alunos que concluírem a escola pública a partir do ano que vem, quando a prova será ampliada. O estudante terá de prestar o exame para receber o certificado de conclusão escolar. A decisão foi tomada ontem pelo Ministério da Educação a pedido dos secretários estaduais. Caberá aos Estados estabelecer as regras de uso do novo Enem como certificação dos estudantes do ensino médio.
O Estado define, por exemplo, se bastará fazer a prova para receber o certificado ou se será exigido uma média mínima para ser aprovado. Ou ainda se para a aprovação valerá apenas a nota no Enem ou a avaliação escolar no decorrer do ano. A necessidade de tornar a prova obrigatória vem da intenção dos Estados e do governo federal de ter uma avaliação universal das escolas de ensino médio. Hoje, a Prova Brasil, realizada a cada dois anos, é feita apenas para alunos da 4ª e 8ª série do ensino fundamental.
A queixa dos governos estaduais era de que o Enem, por não ser obrigatório, não servia para avaliar justamente o nível de ensino mais problemático e de pior qualidade hoje no País, deixando-os sem parâmetros para saber que tipo de política pública adotar. No entanto, por não poder ser aplicada nas escolas, como a Prova Brasil - em que os alunos fazem como mais uma avaliação do ano - o Enem precisará de uma "motivação" a mais para atrair todos os estudantes, daí a obrigatoriedade.
"Não podemos fazer o Enem nas escolas por uma questão de segurança. Ao contrário da Prova Brasil, que é usado apenas para a avaliação das escolas, o Enem valerá uma vaga na universidade", explicou o ministro da Educação, Fernando Haddad. Atualmente, pouco mais de 70% dos estudantes que concluem o ensino médio já fazem o Enem. Em 2008, foram mais de 4 milhões de inscritos. Para chegar a 100% na rede pública, o MEC terá que tornar os locais de prova mais acessíveis em todo o País. Hoje, a prova é aplicada em 1.600 municípios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estabilidade para o ACT vinculado à SPPrev está garantida

Projeto prevê, contudo, maior precarização para os futuros temporários
O governo encaminhou à Assembléia Legislativa no dia 6 de maio os Projetos de Lei Complementar nºs 19/2009 e 20/2009, que prevêem, entre outras medidas:
concurso público para 10 mil professores (e a criação de mais 50 mil cargos);
novas jornadas, de 12 horas-aula semanais e de 40 horas-aula semanais;
obrigatoriedade para os novos concursados de frequência e aprovação em cursinho de quatro meses para tomar posse;
processo seletivo para contratação de temporários por tempo determinado
avaliação anual os ACTs estáveis pela SPPrev como condição para participação no processo de atribuição de aulas.
Mais precariedade funcional para os temporários
O Projeto de Lei nº 19/2009 é de âmbito geral, ou seja, vale para todo o funcionalismo, e dispõe sobre a contratação temporária de servidores estaduais. O PLC estabelece que a contratação será efetuada por tempo estritamente necessário e no prazo máximo de 12 meses, improrrogáveis, com um intervalo obrigatório de 200 dias para se estabelecer um novo contrato. O projeto traz enormes prejuízos aos docentes temporários, pois precariza ainda mais sua situação funcional.
Esta forma de contratação de temporários é inaceitável, pois traz enormes prejuízos pedagógicos, uma vez que aumentará a rotatividade dos professores, sem permitir aos professores a criação de vínculos com as escolas em que ministrarem aulas. Ou seja, não melhorará a qualidade do ensino público. A APEOESP defende a contratação por concurso público classificatório, que leve em conta o tempo de serviço.
Os servidores temporários somente serão contratados após aprovação em um processo seletivo simplificado (mais uma provinha), não serão incluídos na SPPrev (contribuirão para o INSS); terão direito a períodos menores de licenças para casamento ou em caso de morte em família; e somente receberão remuneração por férias a partir de 12 meses de exercício da função para a qual forem contratados.
Estabilidade dos ACTs, conquistada na lei do SPPrev, é reconhecida no PLC 19/2009
A estabilidade, conquistada pela luta dos professores durante a votação do projeto do SPPrev, agora estará garantida por este novo Projeto de Lei.
Entretanto, os docentes ACTs – abrangidos pela Lei do SPPrev – terão obrigatoriamente que prestar uma avaliação anual. Os temporários considerados estáveis, que estavam na rede antes do dia 2 de junho de 2007, quando entrou em vigor a Lei do SPPrev, e que atingirem a nota estabelecida como meta pela S.E.E., não mais terão que se submeter à avaliação. Os demais terão de fazer o exame todos os anos, até que atinjam a meta.
Pela proposta do governo, a cada ano, aos professores que não forem aprovados na avaliação e que tiverem a garantia da estabilidade prevista na Lei do SPPrev, será assegurada uma jornada mínima de 12 horas semanais, que será exercida em funções auxiliares do processo de ensino. Eles obrigatoriamente terão de prestar o exame nos anos seguintes.
A APEOESP entende que haverá, neste caso, desperdício de dinheiro público, pois o Estado deslocará professores da sala de aula (devendo contratar outros para a sua função), sem disponibilizar os meios para que estes possam se qualificar melhor para serem aprovados na avaliação seguinte.
PLC 20 prevê curso de difícil operacionalização para aprovados em concurso
O Projeto de Lei Complementar 20/2009, por sua vez, institui novas jornadas de trabalho, prevê a realização de concurso para 10 mil professores e a criação de 50 mil novas vagas. O projeto de lei prevê que o ingresso de professores, diretores e supervisores na rede pública exigirá, além do concurso público, a aprovação no curso de formação, que terá duração de quatro meses – com 360 horas de aulas. Neste período, o professor receberá uma bolsa equivalente a 75% do salário inicial da categoria.
A APEOESP entende que há problemas enormes nesta questão. Primeiro que o curso será ministrado em parceria com universidades públicas e ONGs e pela Rede do Saber, de ensino a distância. Ou seja, nem todos os professores terão acesso à mesma qualidade do curso presencial. Além de envolver investimentos vultuosos, é previsível que o curso de formação será impraticável. Por outro lado, entendemos que se o professor foi aprovado em concurso, ele não precisa passar por um novo curso e uma nova prova.
O problema, portanto, não é a existência do curso de formação, mas o momento em que ele se dará. Por que não realizá-lo, então, antes do concurso público, ou mesmo como formação continuada em seu local de trabalho, ampliando a parcela da jornada destinada a atividades extraclasses, como prevê a lei do piso? O governo, durante quatro meses, irá tirar os professores que já pertencem à rede estadual de ensino da sala de aula. Faltará professor para lecionar, com certeza!
Dedicação exclusiva, somente com salários adequados
O projeto prevê ainda a criação de duas novas jornadas: de 12 horas e de 40 horas semanais. A nova jornada de 12 horas facilita o acesso de atribuição de aulas nas disciplinas com menor carga horária. O governo anunciou que a jornada de 40 horas funcionará como “dedicação exclusiva”. Ora, não há dedicação exclusiva com baixos salários!
Irresponsabilidade
Medidas desta magnitude, apresentadas às vésperas de um ano eleitoral, além de não dar resposta à necessária melhoria da qualidade do ensino se constitui em verdadeira irresponsabilidade.
É público e notório que o governador se afastará em 2010 para concorrer na eleição presidencial; parte de sua equipe, inclusive o secretário de Educação, que é deputado federal, também se afastará. Quem se responsabilizará pelos problemas gerados pelas mudanças propostas?A diretoria da APEOESP estará reunida nesta segunda-feira, 11, para prosseguir nas análises dos dois projetos. Lembramos que no dia 12 realizaremos a reunião do Representante de Escola centralizada, na Praça da República, a partir das 14 horas.
A seguir apresentamos uma comparação entre a Lei 500/74 e o Projeto de Lei Complementar 20 realizada pela Secretaria de Legislação e Defesa dos Associados:
PARA QUEM SE APLICA
Lei 500/74- Para contratação de servidores públicos não efetivos que serão vinculados a todas as Secretarias de Estado e aos demais órgãos dos Três Poderes;PLC 19/2009- Para contratação de servidores públicos não efetivos que serão vinculados a todas as Secretarias de Estado e aos demais órgãos dos Três Poderes
REGIME PREVIDENCIÁRIO
Lei 500/74- Para os Categoria “F” e Estáveis pela Constituição Federal de 1988, SPPREV;PLC 19/2009- INSS
PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO COMO CONDIÇÃO DE CONTRATAÇÃO
Lei 500/74- Não é utilizado;PLC 19/2009- Previsto e obrigatório;
POSSIBILIDADE DE AFASTAMENTO
Lei 500/74- Prevista, assemelhada ao licenciamento previsto no artigo 202 da Lei 10.261/68; além da maioria dos demais afastamentos permitidos aos servidores efetivos, excetuando-se aqueles que, pela natureza do afastamento, destinam-se exclusivamente aos efetivos.PLC 19/2009- Não permitido.
AUSÊNCIAS QUE SÃO CONSIDERADAS COMO DE EFETIVO EXERCÍCIO
Lei 500/74- As mesmas que são consideradas com tal para os servidores efetivos,PLC 19/2009- Apenas as ausências: Gala (2 dias), Nojo (2 dias), serviços obrigatórios por lei;
FALTAS ABONADAS
Lei 500/74- Em igual número às permitidas para os efetivos;PLC 19/2009- Será regulamentado por decreto, o mesmo com relação ao número de faltas justificadas e injustificadas possíveis;
SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO
Lei 500/74- Expressamente previsto em lei;PLC 19/2009- Não previsto em lei.
LICENCIAMENTOS
Lei 500/74- Os mesmos previstos para os efetivos;PLC 19/2009- Não há possibilidade de licenciamentos. Os possíveis afastamentos relacionados com problemas de saúde, e afins, serão objeto de benefício previdenciário, arcado pelo INSS, que será o regime previdenciário deste servidor,
REGRAS PARA A APOSENTADORIA
Lei 500/74- As mesmas utilizadas para os efetivos;PLC 19/2009- As regras do INSS, inclusive as que dizem respeito ao cálculo dos proventos de aposentadoria.
PROVENTOS DA APOSENTADORIA
Lei 500/74- Como regra geral, integrais e com paridade;PLC 19/2009- Calculados de acordo com as regras do INSS.
DISPENSA
Lei 500/74- A pedido, no caso de criação do cargo correspondente, com o provimento daquele, por motivos disciplinares e, para os categoria “L”, ainda há, a critério da administração e desnecessidade do serviço.
PLC 19/2009- A contratação é efetuada por prazo determinado, de no máximo 12 meses, podendo haver nova contração daquele que finda o contrato apenas após terem se passados 200 dias do término de seu contrato.
Pode se encerrar antes do que os 12 meses citados, mas, nesse caso, será por iniciativa do contratado, com o retorno do titular substituído (podendo, para os professores, haver mera suspensão do contrato), com o provimento do cargo correspondente, por motivos disciplinares, quando o contratado for chamado para assumir o cargo para o qual foi aprovado em concurso, para assumir mandato eletivo, por interesse da Administração ou quando for prestar serviço militar obrigatório.
Quando o contrato for extinto antes de seu término, por interesse da Administração, o servidor será indenizado com 1 mês de salário.
OCORRÊNCIA DO ABANDONO DE FUNÇÃO
Lei 500/74- Com mais do que 15 faltas consecutivas injustificadas ou com mais do que 30 faltas injustificadas interpoladas;PLC 19/2009- Depende de regulamento.
AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO
Lei 500/74- Utilizam-se os instrumentos e prazos previstos para os efetivos;PLC 19/2009-Processo rápido, com 3 dias para defesa.
IAMSPE
Lei 500/74- São contribuintes obrigatórios, portanto, podem ser atendidos no Hospital do Servidor, juntamente com seus agregados inscritos;PLC 19/2009- Atendimento junto ao SUS
SER VICE, PCP, SER DESIGNADO DIRETOR, SUPERVISOR
Lei 500/74- Não se aplica a proibição;PLC 19/2009- Não há possibilidade.
Vitória: professores em estágio probatório podem usar artigo 22
O juiz de direito Afonso de Barros Faro Júnior, da 7ª Vara da Fazenda Pública, concedeu liminar no mandado de segurança impetrado pela APEOESP para garantir que os professores que encontram-se em estágio probatório possam concorrer a vagas em substituição em unidade escolar diversa a que trabalham utilizando-se do artigo 22 da Lei Complementar 444.
Em sua decisão, escreveu o juiz: “Ao que se percebe de forma clara, não existia na lei, como ainda não existe, a possibilidade de o decreto [decreto 53.161, de 24 de junho de 2008] disciplinar quem poderia e quem não poderia participar dos processos de atribuição de aula. A lei complementar apenas possibilita a regulamentação para disciplinar os critérios para a participação, mas não impediu aos professores em estágio probatório a participação.”

Reunião centralizada de RE aprova indicativo de greve para 29 de maio

A reunião centralizada de Representantes de Escolas (RE) e de Aposentados (RA) que aconteceu na terça-feira, 12, na Praça da República, em frente à Secretaria da Educação, aprovou o indicativo de greve a partir do próximo dia 29 de maio, data da realização da próxima assembleia (leia calendário de mobilização), se o governo não retirar os PLCs 19/2009 e 20/2009, não atender nossas reivindicações ou se deputados votarem contra os professores.
Aprovou-se também a realização de vigílias na Assembleia Legislativa a partir de hoje, quarta-feira, 13. (Leia quadro de plantões na Alesp). Neste momento, a mobilização e pressão permanente junto aos deputados estaduais é fundamental para assegurar direitos, a exemplo do que aconteceu em 2005, durante a votação do PLC 26, e durante a votação, em 2007, do projeto de lei que criou a SPPrev. Em anexo, segue modelo de carta aos deputados que deve ser reproduzida. Durante as vigílias, os professores devem visitar os gabinetes de deputados de suas regiões e entregar-lhe a carta.
Concomitantemente à reunião de RE/RA, uma comissão da APEOESP, liderada pela presidenta da entidade, Maria Izabel Azevedo Noronha, foi recebida pelo secretário de Educação, Paulo Renato de Souza.Logo após o encontro com o Secretário, a presidenta da APEOESP fez um relato da reunião:Sobre os PLs 19 e 20No início da reunião o secretário reconheceu a estabilidade para os ACTs que estavam na rede antes do dia 2 de junho de 2007, quando entrou em vigor a lei que criou a SPPrev. A direção do sindicato apresentou todas as discordâncias em relação aos projetos, como a contratação de ACTs por tempo determinado com um prazo de 200 dias para nova contratação. A APEOESP deixou claro que a precariedade para novos temporários é inaceitável, pois vai na contramão de qualquer discurso de melhoria da qualidade da educação, institucionalizando, na prática, a rotatividade dos docentes. A diretoria informou ao secretário não concordar com os projetos enviados à Assembleia Legislativa e que realizará no próximo dia 29 de maio uma assembleia com indicativo de greve.Diante das reclamações da APEOESP sobre a criação de apenas 10 mil cargos para o concurso público, o secretário informou ainda que pretende, ao longo do tempo, criar novos cargos e realizar concursos para efetivar os 80 mil ACTs.
A APEOESP, inclusive, protocolou um pedido de alteração do abono de ponto da sexta-feira, 29, para o dia 26 de maio, quando realizará reuniões de Representantes de Escola, que deverão debater e encaminhar propostas para a assembleia estadual.
Sobre a criação das duas novas jornadas (de 12 e 40 horas semanais), previstas no PLC 20/2009, a APEOESP sugeriu que se regulamente a duração da hora-aula estabelecida pela Lei 836/89.
Valorização dos professores
A APEOESP apresentou estudos do Dieese que apontam existir R$ 7 bilhões no caixa do governo e a reivindicação de 27,5% para repor as perdas desde 1998, quando entrou em vigor o atual Plano de Carreira. A APEOESP, por meio de sua subseção do Dieese, ficou de enviar estudos à Secretaria, inclusive sobre o impacto de incorporação das gratificações – GAM e da Gratificação Geral. Uma reunião específica deve ser agendada entre a SEE e a APEOESP.
Os diretores denunciaram os baixos salários da categoria e a urgente necessidade de reajuste salarial e de um novo Plano de Carreira que realmente valorize os professores.
Superlotação nas salas de aula
A APEOESP denunciou a superlotação nas salas de aula. O secretário limitou-se a dizer que a redução do número de alunos por sala está na perspectiva da Secretaria de Educação, até chegar a um módulo razoável. O sindicato entende ser razoável 25 alunos para as quatro primeiras séries do ensino fundamental; 30 alunos para as quatro últimas séries do ensino fundamental; e 35 alunos para o ensino médio.
Violência nas escolas
A APEOESP denunciou a situação insustentável de casos de violência nas escolas. O secretário informou que a SEE lançará uma série de iniciativas ainda no primeiro semestre, a criação de um portal na Internet para manifestação e diagnóstico e a apresentação de um código de conduta para as escolas. A APEOESP sugeriu o fortalecimento do Conselho de Escola, que envolve professores, pais e alunos, para resolver a questão.
Atendimento no DPME
A APEOESP denunciou o péssimo atendimento no Departamento de Perícias Médicas (DPME) a que tem sido submetidos os professores. O secretário pediu para que encaminhasse os casos que a SEE irá resolver no próprio DPME.
Abono de ponto
O abono de ponto relativo à reunião de RE do dia 4 de abril será publicado em “Diário Oficial” nos próximos dias. A APEOESP recorreu à decisão da SEE de não conceder abono de ponto para a reunião desta terça-feira. O secretário disse que reestudará o caso.
CALENDÁRIO DE MOBILIZAÇÃO
A partir de 13 de maio: caravanas das subsedes e vigília permanente na Assembleia Legislativa (veja quadro);
Sexta-feira, 15: realização de reuniões regionais de organização de comandos para visita às escolas e preparativas para a assembleia do dia 29 de maio;
Entre 13 de maio e 29 de maio: realização de ato conjunto do funcionalismo e assembleia dos professores na Assembleia Legislativa;
29 de maio: assembleia dos professores e ato conjunto do funcionalismo na Praça da República – indicativo de greve contra PLCs 19 e 20/2009;
1º de junho: Audiência Pública sobre proposta de reforma do ensino médio do MEC – Conselho Nacional de Educação – Brasília/DF.



sexta-feira, 8 de maio de 2009

Saudadesssssssss

Povos e povas.............. agradeço as visitas................ minha maq queimou to esperando a nova, e assim q voltar a funcionar, atualizo tudo, inclusive sobre as novidades em relação a atribuição de aulas 2010..............beijos

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Como Fazíamos Sem... Emprego

por Rodrigo Gallo

Em 1752, um operário inglês foi chamado para uma conversa com o capataz da metalurgia onde trabalhava, na periferia de Londres. O funcionário foi informado de que, caso quisesse continuar empregado, deveria trabalhar duas horas a mais por dia, sem receber nada a mais por isso. Como já era de praxe desde o feudalismo, ele não tinha a opção de discutir com o chefe, sob risco até de apanhar, e aceitou a imposição.

Esse tipo de humilhação, descrita num relatório da TUC (Trades Union Congress, uma das maiores centrais sindicais da Inglaterra), era comum nas fábricas do século 18. As pessoas eram obrigadas a se sujeitar a condições de trabalho insalubres, muitas vezes sem receber salário fixo. Esse cenário começou a mudar durante a Revolução Industrial, período que serviu para aprimorar as máquinas e os processos de produção, atingindo com mais força a Europa e os Estados Unidos. Por causa do aumento da exploração, os trabalhadores se organizaram e partiram para a briga com os patrões, exigindo coisas que hoje soam banais, como salários fixos, férias e aposentadoria. Veja aqui como vivíamos sem...

...Profissões

A Revolução Industrial foi uma das principais responsáveis pela divisão dos trabalhadores por categorias profissionais. Com a automação das indústrias e o aprimoramento da tecnologia, nos séculos 18 e 19, os funcionários passaram a ser divididos pela capacidade de lidar com as máquinas. Antes da revolução, os trabalhadores não tinham profissões definidas, o que complicava ainda mais a situação dos assalariados da indústria. Eles eram contratados para ser simplesmente empregados da fábrica. Por isso, deveriam ser capazes de fazer tudo, desde atuar nas linhas de produção até limpar banheiros, se fosse necessário. Em cidades como Londres e Paris, empregavam-se muitas mulheres e crianças, que eram consideradas mão-de-obra barata. O recrutamento dos empregados levava em conta apenas critérios físicos – como força para trabalhos braçais e agilidade para as tecelagens. Por falta de treinamento, era comum que os operários sofressem amputações. Nesses casos, os patrões ainda culpavam os acidentados por descuido – e os demitiam em seguida.

...Direitos trabalhistas

Entre os séculos 17 e 19, sem leis trabalhistas, os operários eram obrigados a se sujeitar a empregos desumanos e a muita humilhação, principalmente em países industrializados como Inglaterra e França. “Não havia aposentadoria nem assistência médica. Com relação ao horário, trabalhava-se muitas vezes 14, 16 e até 18 horas por dia”, escreveu o historiador Augusto Lanzoni em seu livro Iniciação às Ideologias Políticas. Além disso, nada de folga nem horário de almoço. “Os trabalhadores eram remunerados por hora trabalhada, sem possuir vencimentos fixos. Eles até podiam folgar, mas teriam o dia descontado do pagamento no fim do mês”, afirma o sociólogo Gláucio Gonzalez, da Fundação Santo André.

A situação começou a melhorar aos poucos, principalmente após o crescimento dos movimentos operários, que tomaram força de vez a partir da segunda metade do século 19 na Europa. Para que as leis específicas fossem criadas, houve muito derramamento de sangue. Um exemplo ocorreu em 8 de março de 1857, em Nova York, quando operárias de uma tecelagem fizeram uma greve exigindo a redução da jornada de trabalho, de 12 horas. Reprimidas pela polícia, se esconderam dentro da fábrica. Os patrões trancaram as portas e atearam fogo ao prédio, carbonizando 129 pessoas.

Com o tempo, essas lutas culminaram na criação de leis específicas na Europa e nos Estados Unidos, já no século 20, que foram responsáveis pelo aumento da qualidade de vida da população assalariada. Segundo Augusto Lanzoni, as conquistas se expandiram para o restante do mundo à medida que os países se industrializavam e os trabalhadores se viam obrigados a formar organizações para defender seus direitos.

...Sindicatos

A organização dos trabalhadores em sindicatos ou associações era veementemente proibida pelos governos burgueses que comandavam os países europeus nos séculos 18 e 19. Assim, não era permitido qualquer tipo de protesto na porta das fábricas. “Quem participava de greves era perseguido como criminoso e podia acabar preso. Não havia regras que permitissem a organização dos trabalhadores, e sindicatos ou associações eram considerados ilegais”, afirma Gonzalez.

Em países como Inglaterra e França, os empregados se reuniam clandestinamente e, dessas reuniões, surgiram os primeiros movimentos operários, que brigariam por melhores condições de trabalho. Em 1º de maio de 1886, em Chicago, Estados Unidos, mais de 1 milhão de trabalhadores saíram às ruas para protestar. Centenas foram presos pela polícia. Três dias depois, numa assembléia na praça Haymarket, uma bomba explodiu, matando dezenas de trabalhadores e ferindo outros 200. Mesmo ilegais e com tamanha repressão, os protestos resultaram em mudanças. Em 1890, o Congresso americano votou e aprovou a lei que fixava a carga horária de trabalho em oito horas.

Os trabalhadores brasileiros começaram a se mobilizar principalmente na década de 1940, quando a industrialização ganhou mais força no país. A grande conquista foi a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garantindo alguns direitos básicos. A legislação sofreu adendos a partir de 1960, com o surgimento do sistema único de previdência (hoje chamado de INSS) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).