quinta-feira, 18 de março de 2010

Greve de professor afeta quatro em dez escolas

18/03/2010

Thiago Braga, Agência Folha e Folha de S.Paulo do Agora

A Apeoesp (sindicato dos professores da rede estadual) realizará amanhã uma assembleia na avenida Paulista (região central de São Paulo) para decidir se os professores continuarão ou não a greve iniciada na semana passada.
A paralisação no Estado começou no dia 8. A reportagem fez ontem um levantamento da greve. Foram consultadas 108 escolas estaduais da capital e das regiões de Ribeirão Preto (313 km de SP), Campinas (93 km de SP), Jundiaí (58 km de SP) e São José dos Campos (97 km de SP) escolhidas aleatoriamente. Desse total, em 66 escolas todos os docentes trabalharam normalmente (61,5%).
Outras 42 unidades foram afetadas de alguma maneira pela greve (38,5%) --em nove nenhum professor trabalhou (8%) e em 33 uma parte não deu aula (30,5%).
Ontem, o governador José Serra (PSDB) foi hostilizado por grevistas (leia mais ao lado).
Funcionários de escolas dizem que foram orientados pelas diretoras a substituírem os grevistas por professores temporários para evitar que as crianças fiquem sem aulas.
O principal pedido dos grevistas é um reajuste salarial de 34,3%. De acordo com o sindicato, a tendência é que a greve continue. "Até hoje não fomos recebidos para discutir a questão salarial", diz a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha. O governo diz que o movimento é político e que apenas 1% dos professores aderiram à greve.

Minha palavra.......Bom, se nesta amostragem 4 em casa dez estão em greve, as contas do governo estão erradas, pois isso não retrata 1%. A SEE sabe exatamente quantos professores estão em greve, pois o administrativo da escola tem que repassar os dados 3 vezes ao dia no sistema.
Infelizmente, muitos professores estão com medo de ficar sem bônus e acesso a prova de mérito, mas se esquecem quemuitos deles ja ficarão sem esses valores, por seus alunos não terem alcançado os índices ou por não conseguir entrar na cota de 20% (respectivamente).
Temos inimigos como o SR. Dimenstain que convoca a população a se revoltar com a categoria.
Estamos a anos sem aumento real (na verdade desde a entrada do governo do PSDB), O ultimo aumento que tivemos foi dado pelo então governador Fleury e o que foi acrescido nos ultimos anos, somente foram reajustes (o que não pode ser chamado de aumento).
Ontem em conversa, segundo dados do DIEESE, se o valor que será aplicado no bônus fosse dado em salarios, todos nós teriamos um aumento de mais de 10%, ou seja, todos teriam acesso e não somente alguns.
A divisão da categoria arquitetada pelo Serra, nos serrou em N pedaços pois existem além das categorias por ele nomeadas, subcategorias, que dilaceram ainda mais o professorado.
Professores desesperados, sem aulas ou com um contrato que o fará ficar 200 dias sem trabalhar, fazem com que a qualidade das aulas não seja a apropriada.
Na escola em que trabalho, os materiais enviados aos alunos não foram suficientes e os professores estão com dificuldades em ensinar, pois alguns alunos tem e muitos outros não.
Também encontramos materiais reciclados, onde somente foi colocada uma capa nova, uma espécie de reencarnação do caderno do aluno, mas o detalhe que mais chama a atenção é que muitas tem a capa de uma disciplina e o conteúdo de outra.
O governo esta usando a midia para tentar mudar o foco da greve para política para tentar impedir o naufragio da candidatura Serra. Mentiras e mentiras são ditas constantemente (e todos sabem que uma mentira repetida muitas vezes se torna verdade). A população que não tem acesso a realidadee somente se baseia pelos meios de comunicação, esta sendo enganada por este governo que mascara tudo.
Vocês acham que se a greve fosse somente de 1%, como eles alegam, o governo iria mandar os diretores chamarem a qualquer custo os professores de volta? Ou que iriam anuncia na TV descontos e chantagens em relação a bônus e mérito? Iriam falar em reposição?
Vocês leram a entrevista do Paulo Renato? O que mais ele falou foi sobre o Serra candidato (claro, ate porque ele quer serministro novamente). Então observemos bem a real situaçãoenão nos deixemos enganar por essegoverno fascista.
Ah! Quanto as quantidades de professores na Paulista (fui questionada por alguns queridos leitores), os que estavam lá e as fotos (que foram tiradas por eles e não as da midia que somente tira o começo da manifestação), mostram que a quantidade é muito superior aos valores oficiais. Palavras de uma professora: "Quando estavamos descendo a Consolação você olhava pra frente e não via o começo da manifestação e quando olhava pra traz, não via o fim."
Tem gente que esta precisando aprender a contar. Se fosse festa de time de futebol, armação política como no Rio ou parada gay, copm certeza os valores ficariam bem acima.
Veja um dos videos.


bjks

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