sábado, 1 de maio de 2010

Novidades lá da Interdidatica

DIA 30/04/2009 (SEXTA-FEIRA)
MANHÃ
FÓRUM - CONFERÊNCIAS
Horário Grande Auditório
09h30
às
10h30
Lições Aprendidas da Reforma do Ensino em Nova Iorque
Palestrante: Profa. Dra. Veronica Conforme
10h45
às
11h45
Participação dos Pais e Projetos nas Favelas do Rio de Janeiro
Palestrante:Profa. Dra. Claudia Costin
12h00
às
13h45
Pausa para Almoço e Visitação da Feira
TARDE
FÓRUM - CONFERÊNCIAS
Horário Grande Auditório
14h00
às
15h00
Envolvimento dos Pais na Melhoria da Gestão Escolar e de
Aprendizagem. Países que Acertaram na América Latina
Palestrante: Profa. Dra. Marcela Gajardo
15h15
às
16h15
Formas de Participação dos Pais e sua Relativa Efetividade
Palestrante: Prof. Dr. Ricardo Paes de Barros
16h30
às
17h30
Quinze Anos de Avaliação da Educação Básica no Brasil:
Lições Aprendidas e Novos Desafios
Palestrante: Prof. Dr. Ruben Klein e
Profa. Dra. Nilma Fontanive

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/solucoes+tecnologicas+miram+escolas+publicas/n1237602343424.html#0

Soluções tecnológicas miram escolas públicas

Lousa multimídia de aço e teclado antivandalismo são alguns dos produtos desenvolvidos para preservar investimento em tecnologia

Marina Morena Costa, iG São Paulo | 01/05/2010 08:03
Com um estilete, Keila de Barros Barbosa, pedagoga e especialista em desenvolvimento de tecnologias educacionais, risca a superfície de uma lousa digital. “Como o material é de aço, não há nada que estrague a lousa. O aluno pode sujar, riscar, furar, molhar, que não conseguirá estragar o material”, demonstra a expositora durante a feira Interdidática, de sistemas e soluções em tecnologia educacional, que acontece em São Paulo entre os dias 28 e 30 de abril.
Por meio de um sensor de laser, posicionado no canto superior, e uma caneta especial, é possível interagir com a lousa. O professor escreve (digitalmente e ou com caneta para quadro branco), exibe vídeos, destaca trechos de textos e imagens e “salva” a aula se quiser. “Esta lousa não tem a tecnologia touch screen. Você não consegue mexer nela com as mãos, apenas usando a caneta. Em compensação, se acaba a luz, é possível usá-la como um quadro branco comum”, explica Keila.
Keila Barbosa demonstra como objetos imantados podem ser usados em
 aula de geometria com a lousa digital de aço
Foto: Marina Morena Costa/iG
Keila Barbosa demonstra como objetos imantados podem ser usados em aula de geometria com a lousa digital de aço
No começo deste ano, a empresa Sapienti, comercializadora da lousa de aço, deu início a um projeto com a Secretaria Municipal de Educação do Guarujá que prevê a instalação de 332 lousas multimídias nas instituições da rede. “Todas as escolas de 5º ao 9º ano têm pelo menos uma sala multimídia equipada com o quadro interativo. Atingiremos a meta em 24 meses e, se entendermos que é necessário expandir mais, expandiremos”, diz Priscila Bonini, secretária de Educação do Guarujá.
Avaliada em R$ 5.200, a instalação da lousa pode chegar ao custo de R$ 27 mil, contando todos os equipamentos necessários para o seu funcionamento – projetor, caixas de som, computador – a instalação e a capacitação dos professores. Tamanho investimento carece de proteção contra danos e furtos. O Guarujá investiu R$ 2,6 milhões na instalação dos equipamentos.
Priscila esclarece que a preocupação com a segurança do patrimônio adquirido partiu da Prefeitura, que especificou na licitação os dispositivos antifurtos necessários. “Colocamos dispositivos de segurança no sistema, como uma gaiolinha no projetor, avaliado em R$ 6 mil, um cofre para o computador e embutimos a fiação”, completa Keyla.
Além do Guarujá, a Sapienti tem como clientes mais dez secretarias de educação municipais de São Paulo e do Recife.
Teclado antivandalismo
Dando socos no teclado de uma carteira-computador, um expositor do Grupo Cequipel comprova a tecnologia antivandalismo do produto. Conectadas a um computador comandado pelo professor, as carteiras-computador possibilitam que os alunos vejam em seus monitores as imagens exibidas na lousa digital.
A empresa mira o programa de inclusão digital do governo federal Um Computador por Aluno (UCA), que pretende distribuir laptops aos estudantes da rede pública. “O computador portátil tem uma série de deficiências. Ele pode ser usado para fins não-educacionais, há a questão da segurança do equipamento, as chances de quebrar são maiores e ele consume muita energia elétrica”, elenca Mauro Silva, gerente de informática do Cequipel.
De acordo com Silva, as carteiras-computadores estão em homologação no Ministério da Educação (MEC). Caso sejam aprovadas, poderão participar dos processos licitatórios do ministério. A carteira-computador tem um custo aproximado de R$ 1.600 por unidade. Uma sala totalmente equipada para 30 alunos não sai por menos de R$ 50 mil.
Silva admite que a demora no processo de aquisição de equipamentos na rede pública afasta os empresários. No caso da prefeitura do Guarujá, entre elaboração do projeto, processo de licitação e instalação das salas multimídias, passaram-se 12 meses. “As escolas particulares continuam sendo nosso maior mercado, mas sem dúvida a participação das públicas vem crescendo”, afirma Silva.
Além de equipamentos, softwares também estão entre os produtos oferecidos à rede pública. Lançado nesta semana na feira Interdidática, o Konviva, da Sensus/Ilog, é uma rede social elaborada para “ensinar os alunos a conviverem no meio social digital”. Similar ao Orkut, e com ferramentas de outras redes sociais, o programa é controlado pelos educadores, que escolhem quem pode acessá-lo.
João Adriano Minetto, executivo de contas da Ilog, vê espaço para o produto nas escolas públicas: “Estamos conversando com prefeituras. O programa se enquadra dentro da campanha de inclusão digital do governo federal porque prepara as crianças para o mundo virtual”.

Incentivo da participação dos pais na educação com Cláudia Costim

A segunda conferencista do Fórum Educacional, nesta sexta-feira (30), foi a Profa. Dra. Claudia Costin, que abordou o tema “Participação dos Pais e Projetos nas Favelas do Rio de Janeiro”.
Secretária Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Cláudia Costin apresentou os projetos desenvolvidos pela prefeitura do Rio de Janeiro em favelas e áreas conflagradas, que incentivam a participação dos pais e participação ativa dos alunos com foco na melhoria das aprendizagens.
Segundo a pesquisadora, as experiências são bem sucedidas e estão ainda em fase de desenvolvimento. “Para ensinar de forma interessante, as ‘Escolas do Amanhã’ têm método dinâmico. Implantamos Laboratórios de Ciências, com o envolvimento da comunidade, cujos jovens foram designados tutores para cuidar dos equipamentos ali utilizados”, explica.
Claudia Costin, bastante aplaudida em sua exposição, concluiu: “Não acredito em educação que não tenha o envolvimento da cidade. Assim, envolvemos todo o Rio de Janeiro, com mães da comunidade que fazem visitas domiciliares e cuidam para que o salto de qualidade da educação carioca seja para todos e para cada um também como, por exemplo, o jovem mais excluído e problemático”.
Professora-visitante do curso Estado e Globalização da Escola Nacional de Educação Pública, da Universidade de Quebec, no Canadá, foi vice-presidente da Fundação Victor Civita e Secretária de Cultura do Estado de São Paulo.

Moura Castro destaca importância da Vovó na Janela para a educação

A manhã do segundo dia do Fórum Educacional Interdidática abordou o envolvimento dos pais na vida escolar. Numa postura contundente, o Prof. Dr. Cláudio de Moura Castro destacou o papel da família como fundamental e mais determinante que a escola para o resultado do processo de aprendizado.
Mestre pela Universidade de Yale, doutor em Economia pela Universidade de Vanderbilt e autor de mais de 35 livros (além de 300 artigos científicos), Moura Castro conta que a Vovó na Janela surge de um episódio interessante.
Quando saiu o resultado do TIMSS (Programa de Tendências em Matemática e Ciência Study), a Coréia teve uma posição alta e bem longe do segundo lugar. “Então, um conhecido meu foi fazer uma perícia técnica para ver se havia um erro nos números e não havia, mas o que viu foi surpreendente: inúmeras velhinhas estavam ao lado de fora da escola, olhando pela janela para verificar se os netos estavam prestando atenção na aula”.
Segundo ele, o exagero ilustra a devoção obsessiva dos países que têm o sangue chinês e todos eles estão no topo, quando se fala em educação. No Brasil, a cultura ainda é muito diferente, mas podemos nos mirar na China, que é o lactu-sensu, são padrões muito entranhados na cultura do confucionismo, onde o cuidado com a educação é prioritário, ilustra.

Quero agradecer de coração ao pessoal que almoçamos juntos, nestes dias (Jales, Assis, Guarujá, Presidente Prudente) e ao pessoal que troquei algumas palavras (Jarinu, São José), foi otimos te-lo conhecido. bjks e muito sucesso!

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