sexta-feira, 9 de julho de 2010

Revolução Constitucionalista de 1932 - MMDC



Este, de todos os outros feriados "revolucionários" é o que mais gosto. Mostra a superioridade paulista, de um povo que não tem medo de arregaçar as mangas e lutar. Apesar de na pratica ter sido emagado, seu resultado foi positivo, pois dois anos depois a nova Constituição é promulgada. Aqui segue um textinho explicando os fatos, mas a verdade mais pura, foi o sentimento que uniu estes paulista em busca de um objetivo comum. Hoje, este episódio deveria servir de exemplo as classes sindicais engolidas por governos despóticos (PSDB em Sampa desde 1996). O professorado deveria em sua totalidade dizer NÃO, assim como outros trabalhadores. O povo inteiro deveria se unir e dizer NÃO a corrupção, mas principalmente, aos corruptos, pois ela somente acontece porque estes individuos continuam aí, eleitos democraticamente por pessoas que "detestam politica". O ensino deveria voltar a ter 180 dias letivos, mas ser integral para que alunos e professores tivessem tempo para realizar outros cursos, verdadeiramente descansar e realizar outras atividades. As aulas de Artes e Ed. Fisica deveriam acontecer no contra turno e os alunos deveriam ser preparados verdadeiramente esportes e arte, e não somente responderem apostilas. A História deveria ser ensinada em sua plenitude, para que as pessoas pudessem conhecer quem é quem, quem manda, quem obedece, quem esta no poder a mais de uma centena de anos através de suas poderosas famílias, como a liberdade é cerceada com desculpas esfarrapadas, como a vida é tirada sob pseudo alegações.......
Pois é, este feriado, muito mais do que ficar em casa (o que não ocorreu na maioria das escola pois houve a necessidade de ser letivo para dar os 200 dias), é um excelente momento para refletir sobre a memória e historia de tantos que se sacrificaram pelo bem comum. Pense!

Revolução Constitucionalista de 1932

Até 1930, o Brasil passou por um período conhecido como República Velha. A principal característica dessa fase política era a alternância de poder entre as elites paulistas e mineiras, o que criou a chamada “política café com leite”, em alusão aos dois principais produtos destes estados. Assim, a cada quatro anos, ou um paulista ou um mineiro tornava-se presidente da República.

No final da década de 1920, essas forças políticas se tornaram débeis por causa de fatos como as greves operárias da década e o movimento tenentista (dissidência de oficiais do exército). Com a crise na Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, essa elite que dependia economicamente das exportações se enfraqueceu ainda mais.

Na época, havia eleições “diretas” para presidência. Esses votos, no entanto, não eram universais. Além das mulheres não poderem votar, as eleições eram amplamente fraudadas, com a utilização do chamado “voto de cabresto” (quando os líderes políticos vigiavam os votos dos seus eleitores, que não eram secretos). Disputaram o pleito o paulista Júlio Prestes e o gaúcho Getúlio Vargas.

Prestes “ganhou”, mas não levou. Antes da saída do então presidente Washington Luiz do poder, houve o assassinato do candidato a vice-presidência na chapa de Getúlio, João Pessoa, provavelmente fruto de um crime passional. A morte foi o estopim para a Revolução de 1930, quando Getúlio Vargas tomou o poder.

O governo provisório de Getúlio prometeu uma nova constituição, mas nada ocorreu no primeiro ano. Enquanto isso, principalmente em São Paulo, a resistência ao governo continuou. O movimento se ampliou depois que quatro manifestantes foram mortos por policiais durante um protesto pró-constituição no dia 23 de maio. Mário Martins de Almeida, de 31 anos; Euclydes Bueno Miragaia, de 21; Dráusio Marcondes de Souza, 14 anos, e Antônio Américo de Camargo Andrade, de 30, acabaram tornando-se símbolos do movimento. As iniciais dos seus nomes mais usados formaram a sigla M.M.D.C. (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo) e batizou a campanha.

No dia 9 de julho, o ex-candidato Júlio Prestes, com apoio do interventor de São Paulo Pedro de Toledo, deu o estopim para a revolução. O Estado se mobilizou, milhares de pessoas tornaram-se voluntárias, moradores chegaram a doar jóias e ouro pela causa e a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) determinou que várias indústrias produzissem material bélico. No final, São Paulo tinha 40 mil soldados, divididos em três frentes principais de combate: as fronteiras com o sul de Minas Gerais e o norte do Paraná e o Vale do Paraíba.
A desigualdade entre as tropas constitucionalistas e as getulistas era grande. Além de um arsenal menor, o número de soldados paulistas era pequeno em relação aos adversários. O governo federal fez uma campanha contra o movimento difundindo a idéia de que São Paulo queria se separar do Brasil, o que ajudou a angariar voluntários.

A intenção dos paulistas era receber apoio de setores insatisfeitos de outros Estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Esses movimentos, no entanto, foram rapidamente inibidos. Em 3 de outubro, as tropas se renderam, após serem negociadas a anistia para os soldados e o exílio para as lideranças.

Com mais de 600 mortos, principalmente paulistas, a revolução acabou, mas teve como fruto uma nova constituição, promulgada em 1934.

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