sábado, 21 de agosto de 2010

21° Bienal do Livri de São Paulo

Você foi? Eu fui....... e acho que pra nunca mais..... o que é aquilo? De onde saiu tanta gente? Quantas árvores derrubadas? E as filas? ......
Ontem eu tentei ir, inclusive cheguei lá, mas a baixíssima qualidade do ar de SAMPA e minha rinite alérgica, me fizeram voltar péssima e não aproveitar o que de bom a Bienal estava oferecendo, inclusive o lançamento do livro de Aloísio Mercadante, uma Palestra do Prof. Mario Sergio Cortella, dentre outras. Tava cheio, mas dava pra circular. Bom, mas como pra esta que vos escreve o fácil é difícil, coube continuar sua visita neste sabadão de sol.
Desde a Rodoviária do Tietê, havia fila para pegar o ônibus gratuito para o local. A fila dava voltas e voltas. Ônibus encostavam e saiam sem parar e a fila continuava enorme. Então aproveitei o fluxo e a fala de mineiro “de pertin” e acompanhei um pessoal a pé até lá. Como é longe..... Mas com certeza cheguei bem antes do que se estivesse esperando o ônibus. Na entrada, uma das poucas vantagens de ser professora(num evento desse), não precisar entrar pela fila enorme que  existe (não diminuía e dimiuiu nunca) na porta. Lá, como havia feito a pré inscrição pela net, bastou jogar o código que meu lindo crachá saiu prontinho. Toda feliz, com o crachazinho no pescoço, adentrei o pavilhão e de cara já tropecei em gente. Gente, gente, gente, gente..... quanta gente! Da onde saiu tanto leitor nesse dia? Antes, pelo caminho cheguei a pensar que estavam distribuindo livros de graça visto ao grande numero de transeuntes em sentido contrário ao meu cheios de sacolas e livros.
Que desespero aquilo lá. Tanto estande e tanta gente gritando: Professora! Professora! era comigo, como ele sabia? (o crachá.....)
Corriam atrás de nós como os fãs da Lady Gaga e também queriam nosso autografo (e cartão de crédito). Ofereciam revistas e coleções, tudo pela bagatela de varias parcelas mensais (pra não pesar no bolso, afinal você é professor). Depois de um tempo (cabelo loiro, já viu!) percebi que o melhor a fazer era tirar o crachá, mas isso só me ocorreu após a palestra da Barsa, de como ela vai me ajudar a elaborar minhas aulas, que na verdade, nem precisaria elaborar bastando apenas escolher o tema e o DVDRom já mostra o texto, mostra vídeo, as falas, dissecações, o Hitler (depois eu falo dele), e ainda tem a parte burocrática que o software faz tudo. Uauuuuuuuuuu.... até a parte do valor.......... aiiiiiii, uns 3 bônus gordos pra poder comprar.............
No stand da Globo, estava Mauricio de Souza a autografar. Gente aqui da região do Alto Tietê e que faz coisas lindas pra criança, sou fã de carteirinha e coelhada.
Voltando ao Hitler, que homem importante..... Toda vez que eu respondia a celebre frase: Professora de que? (História) íMostravam-me uma revista, livro, DVD, quadrinhos com a história deste indivíduo, como se a pessoa mais importante e de grandes feitos fosse ele. Mais de dez mil anos de história e somente esse.......... é valorizado.
Bom, resumindo, não tive muita paciência. Visitei todos os stands e os que consegui olhar e entrar, acabei por não comprar nada, pois as filas eram quilométricas, mas os descontos nem tanto. Pra quem não tem o hábito de ir a livrarias, os preços podiam ser bons, mas pra quem sempre vai, viu que o desconto não valia a fila. Não comprei nada, mas aceitei participar de um projeto chamado bookcrossing, onde você pega um livro gratuitamente e este livro tem um numero que no site do projeto você insere, e quando acabar de ler, o deixa em algum lugar para que outro também o possa fazê-lo e no site fica a história e trajeto desse livro. Adorei e estou apoiando.
O importante disso tudo é que as pessoas estão lendo. Comprando livros pra ler, investindo no conhecimento.
Infelizmente, preciso comentar sobre a entrega de livros que o governo de SP enviou estes dias para as Escolas. Ano passado, estes livros chegaram ao inicio do ano, mas este ano, chegaram perto da eleição e junto com a fala do destruidor Serra que disse que vai estender este projeto para o país inteiro. Prática eleitoreira com nosso imposto. Bom, o problema maior é que em muitas escolas, alunos jogaram as caixinhas no lixo ou pelas janelas, ou seja, nosso suado dinheirinho sendo queimado ou jogado fora. Bastava enviar os livros pra biblioteca da escola e a escola ter funcionário para organizar e distribuir livros de forma rotativa para os alunos que realmente queiram ler?
Tenho dito. Espero que a leitura seja algo verdadeiramente  trabalhado e oferecido e não imposto e o dinheiro do contribuinte usado pra propaganda política.
Ah! Quando saí ainda tinha muita, mas muuuuuita gente querendo entrar.
Bjks.

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