quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Herman Voorwald planeja gestão com ampla participação da rede e reorganização do ensino

Quarta - feira, 05 de Janeiro de 2010 18h00

Novo Secretário de Estado da Educação adianta que as principais
decisões da Pasta serão tomadas com o envolvimento de toda a rede;
Proposta de reorganização do Ensino Fundamental e Médio, que será
formatada e apresentada ao governador terá prioridade, assim como o comprometimento e a valorização dos servidores

O novo Secretário de Estado da Educação, Herman Voorwald, recebeu o cargo destacando que a nova gestão será marcada pela priorização de questões como a valorização dos servidores, o comprometimento de todos os envolvidos - e em todas as esferas - com a Educação no Estado e, principalmente, com a implementação de um processo que garanta o aprendizado dos alunos no Ensino Fundamental e Médio. Para isso, o reconhecimento dos professores e servidores administrativos, a implementação de uma nova proposta de avaliação dos alunos e as parcerias serão pontos fundamentais. A experiência adquirida em 30 anos no setor de ensino superior da rede pública e o apoio do Governo Geraldo Alckmin serão pontos de apoio primordiais para que estes planos sejam colocados em prática, segundo avaliou o novo secretário.
“Agradeço pelo voto de confiança do governador Geraldo Alckmin, que apostou em um ex-reitor de universidade para atuar nas esferas do Ensino Fundamental e Médio. Fico orgulhoso por fazer parte de uma gestão que pretende priorizar a Educação na prática, muito além do discurso”, disse Voorwald durante a cerimônia de transmissão de cargo.
Parcerias
Para o novo secretário, o envolvimento das universidades estaduais na melhora da qualidade do ensino é possível e importante, dada a capacidade e potencial de formulação de parcerias entre Unesp, Usp e Unicamp com a Secretaria de Estado da Educação. “A excelência do setor de ensino superior foi conquistada graças à preocupação de formar bem. E esse conceito deve também ser aplicado aos alunos dos Ensinos Fundamental e Médio”, destacou o Secretário.
Ainda sobre a possibilidade de estabelecer parcerias, um projeto de aproximação com a Prefeitura de São Paulo para a criação de 200 mil vagas em creches por todo o Estado também está na pauta. Em geral, a construção de creches é de responsabilidade dos municípios, mas o Governo do Estado acenou com a intenção de investir cerca de R$ 1 bilhão no setor durante a atual gestão. O Estado será responsável pela estrutura física das creches e as prefeituras pelo fornecimento de mão de obra - funcionários, educadores e professores.
De progressão continuada à reorganização do ensino
A formação dos alunos será prioridade absoluta na nova gestão e, por isso, um sistema de reorganização do ensino já está sendo planejado. Além de permitir uma avaliação individual do aprendizado dos alunos a cada semestre e, a partir dos indicadores obtidos oferecer um modelo de recuperação eficiente quando necessário, o processo permitirá que a aprovação seja baseada no conhecimento adquirido e não em um processo padrão.
“A repetência ou reprovação não solucionam as deficiências do processo de aprendizado, além de serem insuficientes para determinar a capacidade ou não de o aluno aprender. Muitas vezes a falha está no método e não no indivíduo e, por isso, uma avaliação a cada seis meses, por exemplo, pode apontar o que de fato o aluno aprendeu, além de indicar o que precisa ser suprido por meio de uma recuperação imediata”, avaliou Voorwald. Este modelo sinaliza o que pode vir a fazer parte do projeto final, que ainda será formatado, depois apresentado ao governador e discutido com toda a rede para, então, ser implementado em 2012.
Outro ponto alto da nova gestão da SEE é a valorização dos servidores. Para o Secretário, o comprometimento de todos os envolvidos na Educação, em todas as esferas, será primordial para a melhora do ensino como um todo.  “Educação não se faz por portaria ou decreto; educação é gente. É ter todas as pessoas envolvidas no processo, realmente comprometidas em formar bem. Por isso, a prioridade da gestão é a valorização dos professores e todos os servidores ligados à Educação. Devemos contemplar todas as áreas da Secretaria para valorizar, sobretudo, o magistério paulista”, finalizou o novo Secretário da Educação. 


Em tempo: criticar a reprovação não resolve o problema, assim como empurrar aluno que não sabe, também não. Vejo que com essa prova semestral, possamos exigir mais de nossos alunos. O grande problema da aprovação automática, foi que gerou um alunado completamente displicente com sua aprendizagem (e claro, alguns professores também). O importante é valorizar o conhecimento e que o aluno saiba que ele também é responsável por sua aprendizagem. Como ensinar a alguém que não quer aprender? Como organizar uma aula diferenciada, se o destinatário "não está nem aí" com o assunto? Como cobrar do professor maior empenho, maior capacitação, maior conhecimento se o ouvinte não esta predisposto a ouvir, muito menos participar? Como cobrar eficiência de um profissional que ganha mal, vive mal, dorme mal e come mal? Alguém consegue se alimentar direito com R$4,00? Será diferente com R$7,00? Vamos continuar vivendo de coxinha? Pior, os que mais ficam na escola, se quer tem direito ao tiquete. Se não der a todos e simplesmente beneficiar alguns, que diferença irá fazer? E os convenios do IAMSP que já não estão atendendo mais sob a alegação de atraso (ou falta) nos pagamentos. Não sabe se quando precisar de uma cirurgia ou atendimento, apesar de estar a anos pagando a contribuição, se não vai encontrar médicos que queiram que ele bata ponto no hospital, quando o mesmo só pode ir ao médico 6 vezes por ano e uma a cada mês.
E a importância das reuniões pedagógicas? Nada de replanejamentos de 2 dias que nada mudam, precisamos de reuniões, encontros para troca de experiências periódicos. São tantos Ses que me dói a cabeça só de pensar..........
Quando o Estado irá respeitar a lei federal que destina 1/3 da carga do professor à prática pedagógica
Até quando teremos que sonhar com uma educação verdadeiramente educada, que respeite seus deveres?

Um comentário:

Anônimo disse...

Os professores OFA que estavam em exercício antes de junho de 2007 pertencem a categoria F, enquanto os professores OFA que entraram em exercício pela primeira vez entre junho de 2007 e junho de 2009, pertencem a categoria L. Categoria O – Docentes abrangidos pela LC 1093/2009, com vínculo a partir do dia 16 de julho de 2009.Isso significa que os que entraram em exercício a partir desta data pertencem a categoria O. Por lei temos o direito de continuar com a mesma categoria, não é justo a categoria F e L passarem a ser categoria O, temos que ganhar estabilidade, pois está bem claro na lei a que categoria pertencemos. Há professores que pela diferença de um dia, entraram em exercício como categoria L. Muito bem, por que agora estão cometendo está injustiça conosco? Categoria O, são os que entraram a partir da data citada acima. Pedimos encarecidamente que revejam está situação. Obrigada pela atenção.