terça-feira, 25 de setembro de 2012

Professores efetivos já podem se inscrever para atribuição de aulas e classes


Clipping Educacional - Da Educação
Inscrição deve ser efetuada até 26 de outubro. Processo de atribuição está previsto para janeiro de 2
Educadores efetivos da rede estadual de ensino paulista já podem se inscrever para atribuição de aulas ou classes do próximo ano letivo. A adesão deve ser feita até 26 de outubro pelo Portal da Educação.
O cadastramento para a atribuição, prevista para acontecer em janeiro de 2013, é destinado aos docentes concursados que lecionam em escolas de Ensinos Fundamental e Médio.
Todas as informações sobre o processo podem ser consultadas na portaria de Atribuição de Aulas e Classes. Confira e não perca o prazo!

domingo, 16 de setembro de 2012

Inteligências Múltiplas

Rita Foelker
A idéia de definir e mensurar a inteligência tem pouco mais que um século. Começou com Alfred Binet (1), médico francês, que identificou dois tipos de inteligência: a lógico-matemática e a linguística ou verbal.
Desde então, seu modelo foi aceito e considerado para a formação de currículos de todas as escolas do mundo.
Um novo e grande passo na compreensão do que é e como funciona a inteligência somente seria dado por Howard Gardner e sua equipe da Universidade de Harvard quando, nos anos 80, descobriu e propôs que o ser humano teria não uma ou duas, mas várias inteligências, relacionadas a habilidades específicas que iam da montagem de blocos à música, à pintura e ao autoconhecimento.
Acompanhando o desempenho profissional de pessoas que haviam sido alunos fracos ou medíocres, Gardner se surpreende ao verificar que muitos obtiveram sucesso e viviam muito bem, o que não acontecia necessariamente com aqueles que haviam sido estudantes aplicados e tirado boas notas. Questionando o tipo de avaliação feita nas escolas, ele verificou que elas não incluíam capacidades que eram essenciais para a realização e a felicidade das pessoas.
Gardner demonstrou que as demais faculdades, desprezadas pela escola, também são produto de processos mentais. Para ele, inteligência é uma capacidade de resolver problemas e elaborar produtos de valor num ambiente cultural ou comunitário. Ele próprio, na ocasião, identificou sete inteligências, mas como os estudos prosseguem, atualmente utilizamos a seguinte classificação:
Inteligências Múltiplas
Abstrata
  • Lógico-Matemática - Habilidade para raciocínio dedutivo e para solucionar problemas matemáticos. É a mais associada com a idéia tradicional de inteligência. Importante para pesquisadores, cientistas, físicos e engenheiros, etc.
  • Lingüística - Habilidade para lidar com palavras de maneira criativa e de se expressar de maneira clara e objetiva. É a inteligência da fala e ca comunicação verbal e escrita e não tem relação com a cultura da pessoa. Importante para poetas, escritores, oradores, jornalistas, publicitários, vendedores, etc.
  • Musical - Capacidade de entender a linguagem sonora e de se expressar por meio dela. Permite organizar elementos sonoros (timbres, ritmos, sons) de forma criativa e independe de aprendizado formal. É a mais associada com a idéia de talento. Importante para músicos e compositores.
Concreta
  • Pictórica-espacial - Capacidade de reproduzir, pelo desenho, situações reais ou mentais, de organizar elementos visuais de forma harmônica; de situar-se e localizar-se no espaço. Permite formar um modelo mental preciso de uma situação espacial, utilizando-o p/ fins práticos (orientação/disposição). Capacidade de transportar-se mentalmente a um espaço. Importante para artistas plásticos, ilustradores, arquitetos, navegadores, pilotos, cirurgiões, engenheiros, escultores, etc.
  • Cinético-Corporal - Capacidade de utilizar o próprio corpo para expressar idéias e sentimentos. Facilidade de usar as mãos. Inclui habilidades como coordenação, equilíbrio, flexibilidade, força, velocidade e destreza. Importante para atletas, mágicos, bailarinos, malabaristas, mímicos, etc.
Social
  • Interpessoal - Capacidade de compreender as pessoas e de interagir bem com os outros, o que significa ter sensibilidade para o sentido de expressões faciais, voz, gestos e posturas de habilidade para responder de forma adequada às situações interpessoais. Importante para líderes de grupos, políticos, terapeutas, professores e animadores de espetáculos.
  • Intrapessoal - Capacidade de conhecer-se e de estar bem consigo mesmo, de administrar os próprios sentimentos a favor de seus projetos. Inclui disciplina, auto estima e auto-aceitação. Importante para todas as profissões.
  • Interpessoal + Intrapessoal = Emocional - Assim denominada por Daniel Goleman em seu best-seller, envolve a capacidade de interagir com o mundo levando em conta os próprios sentimentos e a habilidade de compreender as emoções próprias e alheias, utilizando para as nossas decisões pessoais e profissionais.
Espiritual
  • Espiritual - É a capacidade de aplicar, nas ações do cotidiano, princípios e valores espirituais, com o objetivo de encontrar paz e tranqüilidade. Envolve a capacidade de encontrar um propósito para a própria vida e de lidar com problemas existenciais (perdas, fracassos, rompimentos).
A idéia central de sua proposta é a de que a inteligência compõe-se um amplo espectro de competências inter-relacionadas, algumas das quais antigamente eram consideradas dons, talentos (como a músical ou a pictórica-espacial) ou virtudes (como a intrapessoal). A diferença no enfoque e o aspecto revolucionário da teoria das Inteligências Múltiplas está em que todos os seres humanos possuem todas as inteligências acima, só que em diferentes graus de desenvolvimento. Ninguém recebeu dádivas especiais e exclusivas. O que nos falta é treino.
Esta visão concorda perfeitamente com a concepção espírita da Lei de Igualdade, da Justiça Divina e da Evolução. Segundo a Doutrina, todos possuímos os germes de todas as faculdades, que apenas aguardam para desabrochar em nós.
Uma das inteligências não consideradas por Gardner, mas defendida pela psicóloga e filósofa americana Dana Zohar, é a espiritual. Suas características coincidem com a idéia que fazemos de um ser espiritualmente evoluído.
Embora estejam separadas, para fins de entendimento, na realidade as inteligências funcionam em conjunto, integradas umas às outras. Ao montar um quebra-cabeça, por exemplo, várias delas entram em ação: a lógico-matemática (na classificação das peças e descoberta de semelhanças), a pictórica-espacial (para perceber a localização das peças e as diferenças de cor), cinético-corporal (no uso das mãos) e até a intrapessoal (para persistir até o fim). Quer dizer que, embora uma possa predominar, todas trabalham juntas.
Quantas crianças não são marginalizadas em suas famílias, comunidades e escolas porque suas habilidades em resolver cálculos ou problemas abstratos e distanciados de sua realidade não são as esperadas?
Provavelmente, a contribuição mais importante da teoria das inteligências múltiplas seja a de alterar alguns conceitos sobre ensino, proporcionando ao aluno desenvolver diversas atividades de forma mais personalizada e de acordo com as suas reais aptidões. Neste processo mais individualizado, as crianças perceberão que suas forças pessoais estão sendo reconhecidas e valorizadas. O importante não está em medirmos a grandeza da inteligência em números ou como um conjunto de habilidades isoladas, e sim como um processo dinâmico, múltiplo e integrado, permitindo ser observada de diferentes ângulos. Esta nova concepção de inteligência nos conduzirá à formação de cidadãos mais felizes, mais competentes, com mais capacidade de trabalhar em grupo e mais equilibrados emocionalmente.(2)
(1) Em 1900, Alfred Binet foi solicitado para que desenvolvesse uma medida de predição do sucesso escolar de crianças das primeiras séries. Desta forma surgiu o primeiro teste de inteligência, que visava estabelecer um critério para diferenciar crianças retardadas e crianças normais nos mais diferentes graus. Daí surgiu, também, a noção de que a inteligência poderia ser medida quantitativamente através da avaliação das capacidades lógica e linguística. Volta
(2) O trecho em itálico é de Jorge Montardo, médico pediatra, no site http://planeta.terra.com.br/saude/montardo/index.htm. Volta

Estadual de SP só melhora no ensino médio

Matéria publicada na Folha de São Paulo, 15 de agosto de 2012.
O ensino fundamental mantido pela rede estadual de São Paulo não apresentou melhora, aponta o Ideb. A nota dos anos iniciais e finais dessa etapa de ensino ficou estagnada entre 2009 e 2011. Por outro lado, o ensino médio estadual paulista melhorou.
A rede estadual de São Paulo apresentou evolução apenas no ensino médio: o Ideb subiu de 3,6 para 3,9, nota prevista para a rede do Estado em 2013. Houve melhora no desempenho em português e na aprovação.
Com as notas melhores, o Estado subiu da quarta para a segunda posição do país.
FUNDAMENTAL
Nos primeiros anos do fundamental, a nota foi a mesma de 2009: 5,4, acima da meta para 2011, que era 5,3.
A taxa de aprovação dos alunos também continuou a mesma e houve leve aumento das notas em português e matemática -disciplinas avaliadas no teste.
Nessa etapa, o sistema paulista perdeu uma posição no ranking nacional e agora é o terceiro melhor do país.
Não houve evolução também dos indicadores dos anos finais da rede estadual, em que o Ideb permaneceu em 4,3 -também acima da meta, de 4,2. Nesse nível caiu da primeira para a terceira posição no país.
META POR AVALIAÇÃO
Para Francisco Soares, professor do grupo de avaliação e medidas educacionais da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), uma das hipóteses para que o Estado tenha melhorado no ensino médio e estagnado no fundamental é que, ao perceber o resultado de avaliações anteriores, o Estado investiu mais nos anos finais.
"A avaliação cria uma zona de desconforto para quem está no sistema. Foi uma reação aos resultados".
A Secretaria de Estado da Educação diz que a rede, como um todo, ultrapassou todas as metas do Ideb.
"Os dados referentes à avaliação realizada no ano passado apontam que o ensino médio atingiu o indicador projetado para ser alcançado em dois anos. O índice obtido foi de 3,9, ante a meta de 3,6.", afirma em nota.
Segundo a secretaria, os indicadores do ensino fundamental não foram ruins.
"Para os anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb foi de 5,4, enquanto a meta era de 5,3. No ciclo 2 do ensino fundamental, o indicador atingido foi 4,3, sendo que a projeção era de 4,2."

Veja Também:

ENSINO MÉDIO BRASILEIRO PRECISA ENTRAR NO SÉCULO XXI

Clipping Educacional - SECOM / CPP - Revista Veja
Especialistas pregam expansão e reforma do ensino técnico e flexibilização da grade curricular para contornar fracasso do ciclo
Aluno teria mais interesse na escola se pudesse escolher disciplinas com as quais se identifica (Thinkstock)
"O ensino médio brasileiro é muito chato, uma colcha de retalhos que não leva conhecimento a quem deveria. O professor se sente impotente para ensinar e o aluno, para aprender." O julgamento da professora Maria Inês Fini, doutora em educação e idealizadora do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), é corroborado pelas mais variadas aferições. De cada cem estudantes que ingressaram no ciclo em 2008, 35 não chegaram a seu fim três anos: repetiram ou deixaram a escola. Entre os bravos que ficam, poucos aprendem o esperado, como comprovaram recentemente os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Pelo indicador, o ensino médio obteve em 2011 média de 3,7 em uma escala de 0 a 10. Pior: além ser ruim, ele praticamente não melhorou em relação à medição anterior. Se faltavam indícios de doença, pode-se atestar agora enfermidade gravíssima. O MEC esboçou uma resposta aos maus resultados. Entre outras medidas, sugeriu o agrupamento das 13 disciplinas do ciclo em quatro áreas de conhecimento. Educadores ouvidos por VEJA.com dizem que isso não é suficiente para manter os jovens na escola e formá-los apropriadamente. Eles propõem a massificação do ensino técnico, a possibilidade de os estudantes escolherem a ênfase de seus cursos e a eleição das disciplinas de português e matemática como pilares do ciclo – confira as principais propostas no quadro abaixo.
Na visão dos especialistas, o ensino médio brasileiro é, em suma, uma invenção do século XX que ainda teima em sobreviver nos nossos dias. Falta "identidade" ao ciclo, dizem os estudiosos. Por lei, o estudante deveria sair dessa etapa do ensino preparado para o ingresso tanto no mercado de trabalho como na universidade. Mas, a exemplo do ciclo fundamental (em especial, o de escolas públicas), que não ensina a ler nem a fazer contas elementares, o médio não fornece ferramentas profissionais e intelectuais a contento a jovens expostos a um mundo cada vez mais competitivo e exigente. 
O cientista político Simon Schwartzman, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e autoridade em educação, afirma que o conteúdo apresentado hoje aos estudantes do ensino médio é calcado essencialmente naquilo que é cobrado pelo Enem e pelos vestibulares. "Isso, é claro, é prejudicial para aqueles que não pretendem seguir para o ensino superior", diz Schwartzman.
Uma grade curricular "engessada, rígida e antiquada" é outra receita infalível de fracasso. O formato desmotiva os estudantes, que, por volta dos 15 anos, já sentem florescer competências, preferências e sonhos – além, é claro, de incompatibilidades, aversões e pesadelos. Assim, apesar de cultivarem interesse por áreas específicas do conhecimento, ainda são obrigados a enfrentar um curso sem variações, cujo currículo é igualmente aplicado a todos. "São muitas áreas, e todas abordadas superficialmente. O aluno, então, aprende à base de memorização, repetindo o que o professor fala", diz Schwartzman. "Não surpreende que tantos desistam. É preciso oferecer algo que pareça e de fato seja útil a esse jovem." 
A amplitude da grade curricular citada por Schwartzman parece intimamente ligada à má qualidade de sua aplicação. Nas palavras de Ricardo Henriques, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), a "quantidade de matérias obrigatórias culminou, ironicamente, na limitação do aprendizado". "Ao impedir que o aluno se aprofunde em uma área de seu interesse, restringe-se o horizonte dele", diz. "Vê-se que o ensino ainda está no século XIX."
O ensino técnico é uma estrada a ser alargada e estendida por todo o Brasil. É o consenso entre os especialistas. Mas a modalidade também precisa de mudanças, ou melhor, de atualização. Hoje, caso opte por essa modalidade, o estudante tem de cumprir toda a carga horária do ensino médio regular, além da mínima obrigatória da carreira escolhida. Na prática, significa que ele ficará ao menos um ano a mais na escola. É um desestímulo para os jovens, em particular, e para a economia, em geral. "As duas modalidades, regular e técnica, deveriam ter a mesma duração. Se o jovem que opta pelo técnico tem um curso mais longo, essa deixa de ser uma alternativa", diz o colunista de VEJA Cláudio de Moura Castro, Ph.D em economia e referência no estudo do cenário educacional brasileiro. O resultado disso muitas vezes é que o jovem se lança ao mercado de trabalho sem a desejada qualificação técnica, com perdas evidentes para ele próprio e para o país.
O Brasil não vai reinventar a roda se promover as mudanças sugeridas no ensino médio. Na Grã-Bretanha, os estudantes do ciclo equivalente ao ensino médio brasileiro devem escolher no máximo cinco disciplinas, que já podem ser voltadas à área para a qual os alunos pretendem se dedicar na universidade. 
Na Alemanha já a partir do sexto ano do ensino fundamental, os alunos devem optar por um de três modelos de escola. A decisão é tomada em conjunto por pais e professores, levando-se em conta também a trajetória escolar e as notas do aluno. Há instituições que oferecem formação profissionalizante e outras voltadas à progressão acadêmica.
A proposta do governo de agrupar as disciplinas em quatro grandes áreas (linguagens, ciências da natureza, ciências humanas e matemática) não é considerado de toda ruim pelos especialisas. Tampouco é nova. Uma resolução de 26 de junho de 1998 já previa tal organização, mas a reforma nunca saiu do papel. E isso não ocorre à toa. "Teoricamente, é uma boa ideia, mas cuja aplicação é difícil", diz Maria Helena de Castro, ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e membro da Academia Brasileira de Educação. "O professor polivalente pode ser uma solução, mas antes é preciso discutir como prepará-lo adequadamente." Lapidar mestres, portanto, é fundamental. Mas ainda não apareceu nos planos do governo para colocar o ensino médio no século XXI.
fonte: http://www.cpp.org.br/

Pesquisa aponta que depressão é maior causa de afastamento de professores


Tatiane Calixto

Clipping Educacional - A Tribuna 
Nossos professores estão doentes. Essa é a realidade de quem leciona na rede estadual de Educação, na opinião da coordenadora regional da Apeoesp, na subsede da Baixada Santista, Célia Amado.
Nossos professores estão doentes”. Essa é a realidade de quem leciona na rede estadual de Educação, na opinião da coordenadora regional da Apeoesp, na subsede da Baixada Santista, Célia Amado. Para ela, os números apresentados nesta terça-feira pela entidade corroboram sua afirmação.De acordo com o estudo "A Saúde do Professor da Rede Estadual de Ensino", do total de entrevistados, 27% afirmaram que tiveram de se afastar das salas de aula. O principal motivo, relatado por 57%, foi a depressão.
Ainda segundo a Apeoesp, que ouviu 936 professores de todo o Estado, em 2010, transtornos de ansiedade são a segunda maior causa de afastamentos, apontada por 49%. Outros 41% citaram a rouquidão e 37%, a hipertensão.
“Tudo isso acontece por esgotamento físico e mental”, define Célia. Classes lotadas e a violência dentro da escola são fatores que, segundo ela, derrubam a autoestima e a motivação do educador. “E o resultado são esses números”, diz.
Segundo ela, não há dados específicos da Baixada Santista, mas os casos são muitos. “Conheço vários que tiveram de se afastar. Alguns se recuperam, mas vão para serviços burocráticos, ficam fora das salas de aula. E isso representa uma perda muito grande porque são bons profissionais”.
O principal objetivo do levantamento é conhecer melhor a saúde e as condições de trabalho dos professores e, desta forma, elaborar intervenções para melhorar a qualidade de vida destes servidores.
Estado
A Secretaria de Estado da Educação informa que o órgão responsável por conceder licenças médicas é o Departamento de Perícias Médicas do Estado (DPME), vinculado à Secretaria de Gestão Pública. Dessa forma, a pasta não dispõe de um levantamento sobre as principais causas de licença-saúde de professores, seja no Estado ou na região da Baixada Santista.
No entanto, a secretaria ressalta que desenvolve um conjunto de medidas voltadas não só para a maior eficiência na gestão de recursos humanos, mas também para a melhoria das condições de saúde de seus profissionais.
A primeira dessas iniciativas foi implantada em fevereiro do ano passado, com a criação do programa São Paulo Educação com Saúde, em parceria com o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público (Iamspe) e com o Instituto Santa Marcelina. A intenção é oferecer assistência médica preventiva aos servidores da Educação, no próprio local de trabalho.
“O foco do programa está na prevenção, mas também será oferecido suporte para funcionários que apresentem algum problema de saúde. Nesse caso, eles serão encaminhados para tratamento, de acordo com a especialidade médica. Com o programa, espera-se reduzir a incidência de problemas como estresse ocupacional, doenças osteomusculares, sobrepeso/obesidade, sedentarismo, hábitos alimentares inadequados, hipertensão, diabetes, transtornos mentais e tabagismo”, explica a nota da secretaria.
Mas a iniciativa ainda não atinge todos os professores da rede. Atualmente, o projeto funciona em 13 diretorias de ensino e em 1.072 escolas estaduais da Capital, beneficiando 69 mil servidores.
“O programa deverá ser expandido, gradativamente, para unidades da Grande São Paulo, do interior e do litoral do Estado. Aproximadamente 47 mil servidores foram contemplados pelo programa no primeiro semestre deste ano”.
fonte: http://www.apeoesp.org.br/

Estresse, depressão e ansiedade: os inimigos do professor da rede pública de SP


Felipe Rousselet

Clipping Educacional  - Spresso SP - 11/09

Segundo pesquisa, doenças relacionadas à saúde mental são as maiores responsáveis pelo afastamento da atividade profissional
A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), em parceria com o grupo Géia, apresentou em evento realizado hoje (11) os resultados de uma pesquisa que traçou o panorama da saúde dos professores da rede estadual de São Paulo. O médico do grupo Géia, Leandro Ramani, apresentou os resultados da pesquisa realizada durante o congresso da Apeoesp, em dezembro de 2010, que comprovam o adoecimento dos professores da rede estadual. O levantamento apontou que, dentre os professores pesquisados, 27% tiveram afastamento da atividade profissional no ano anterior a pesquisa (2009), motivado por problemas de saúde.
    Um dado que chama bastante atenção no levantamento é que 41% dos entrevistados afirmaram terem sofrido, no ano anterior à pesquisa, com problemas relacionados a sua saúde mental, deste, 29% foram diagnosticados com depressão e 23% com transtornos de ansiedade. As doenças relacionadas à saúde mental dos professores são as que mais os afastam da atividade profissional. Dentre os que tiveram depressão, 57% tiveram que ser afastados de suas atividades profissionais e, daqueles que tiveram transtornos de ansiedade, 49% foram afastados da sala de aula.
    “O ambiente de trabalho do professor é um ambiente onde existe violência. Isso acaba gerando o que chamamos de estresse crônico. O nosso sistema simpático reage a situações estressantes e nos coloca em estado de alerta. Quando a situação de estresse passou, o sistema parassimpático é ativado para que o nosso corpo relaxe. O que estou inferindo aqui é que o professor sofre situações estressantes diuturnamente, e não possui o tempo para que o sistema parassimpático funcione e ele possa relaxar”, explica Ramani.
  Dos profissionais que declararam sofrer de ansiedade ou pânico, 62% não fazem acompanhamento médico regularmente. Entre os que afirmaram sofrer de depressão, 59% não tem acompanhamento médico regular. Para Fábio Santos de Moraes, secretário geral da Apeoesp, a política do governo estadual colabora para este quadro.
   “A falta de estrutura é gritante. Nós vivemos uma barbárie. O estado age na consequência e não na causa. Para o professor não faltar mais o estado limitou o número de vezes que ele vai ao médico”, aponta Moraes.

Obesidade
   Outro dado significativo da pesquisa refere-se à taxa de obesidade entre os professores. Dentre os pesquisados, 31,8% dos professores estão em situação de obesidade e 41,2% estão enquadrados como pré-obesos. Segundo o Ramani, uma das principais causas para este alto índice de obesidade e pré-obesidade é a não realização de atividades físicas regulares, 43% dos professores afirmaram que não realizam nenhuma atividade física.
   A pesquisa revelou ainda que a realização de atividades físicas está relacionada com a idade do professor. Professores com mais de 50 anos são aqueles que mais fazem atividades físicas. “É importante ressaltar que nesta faixa etária estão os professores aposentados, que possuem mais tempo para realizar atividade física”, frisou o Dr.Ramani.
   Para Maria Izabel Noronha, presidenta da Apeoesp, a razão para que muitos professores não façam atividades físicas está na jornada de trabalho estafante. “Acho que em relação à atividade física, o fato de a pesquisa apontar que os professores aposentados fazem mais atividades físicas se relaciona com a falta de tempo de quem dá aulas. O professor não tem tempo para cuidar de si”, disse.

Encaminhamentos 
   Após a apresentação dos resultado, Maria Izabel Noronha afirmou que a Apeoesp vai fazer um grande esforço para dar força para a publicação da pesquisa, e assim levar seus números ao conhecimento de toda a categoria. Desta forma, segundo ela, será possível cobrar do governo do estado ações para melhorar a saúde do professor da rede estadual de ensino.
   “Devemos tirar metas de como queremos lidar com essa questão do adoecimento dos professores, essa publicação vai sensibilizar muito para que consigamos expor a situação. Um candidato, por uma bolinha de papel na cabeça, fez mil raios x, e nós não conseguimos. E quando conseguimos já passou o tempo”, destaca. “Precisamos fazer com que os números sejam revertidos. Que sejam pensadas políticas de prevenção e tratamento do professor adoecido.”

APEOESP discute reivindicações da categoria com o Secretário da Educação

Clipping Educacional - Blog da Presidenta
Em audiência com o Secretário Estadual da Educação, realizada nesta quarta-feira, 12 de setembro, a diretoria da APEOESP reafirmou as reivindicações da nossa categoria, obtendo os encaminhamentos a seguir.

I – Reajuste salarial: queremos 36,74% e a recomposição do reajuste prometido para 2012
O Secretário informou que se en­contra em discussão na comissão salarial do governo proposta de reajuste salarial para os professores, mas não informou o índice que está em discussão.
Não abrimos mão da integralização do prometido reajuste de 10,2% em 2012, sendo que, efetivamente, os professores só receberam 5%, pois o índice restante se refere à incorporação da última parcela da GAM, definida em lei específica. Esta diferença, em valo­res atualizados, chega a 7,71 %. Além disso, vamos continuar lutando pela reposição das nossas perdas salariais acumuladas, que necessitam de um re­ajuste de 36,74% para serem repostas.

II – Secretário reafirma que negociará jornada do piso na comissão paritária
Questionado sobre a possibilidade de implantação progressiva da jornada do piso na rede estadual de ensino, o Secretário da Educação reafirmou que realizará esta discussão na comissão paritária da carreira na próxima etapa de seus trabalhos, após a regulamentação da lei complementar 1143/2011.
Lembramos que, ao mesmo tem­po em que estamos constantemente cobrando esta negociação, temos sentença favorável à nossa ação judicial no TJSP, ingressamos com ação no STJ (em Brasília), temos um processo no Conselho Nacional de Justiça contra a postura da 10ª Câmara de Direito Público do TJSP, sempre favorável ao governo estadual e, no Conselho Nacional de Educação, por meio de Parecer por mim elaborado, estamos dis­cutindo com a CNTE, MEC, CONSED e UNDIME a implantação da jornada do piso em todo o Brasil.
Trata-se de uma luta prioritária da nossa categoria, tendo em vista a valo­rização dos professores, sua formação continuada no local de trabalho e a qua­lidade da educação e vamos conduzi-la até a vitória.

III – Escola de formação não será mais etapa dos Concursos
O Secretário da Educação informou que haverá concursos para PEB I e PEB II. Entretanto, as vagas ainda estão sen­do levantadas e que, para a realização dos concursos, é necessário que seja aprovada alteração na lei complementar nº 1094/2009, para que o curso de for­mação deixe de ser etapa do concurso e passe a compor o estágio probatório. Ou seja, uma vez aprovado nas provas do concurso, e cumpridas as demais exigências legais, o professor concur­sado assume de imediato o seu cargo. Realizará o curso de formação durante o estágio probatório e será confirmado no cargo mediante avaliação.
A nova determinação atende proposta da APEOESP, formulada à SEE desde que foi aprovada a LC 1094/2009.

IV – Atribuição de aulas e férias repartidas: secretário garante que não haverá convocações em janeiro e julho
O Secretário informou que ainda não reuniu condições para realizar o processo de atribuição de classes e aulas em dezembro, como chegou a ser aventado. Entretanto, informou que a atribuição será realizada apenas na última semana de janeiro e que emitirá resolução definindo que não haverá convocação de professores no decorrer dos meses de janeiro e julho, garantindo assim as férias de janeiro até o início da atribuição e a integralidade do mês de julho como recesso escolar.

V – Aposentadorias (descontos de licenças e faltas médicas): PGE será convocada para reunião com as entidades
Mediante solicitação da APEOESP, mais tarde reafirmada pelas demais entidades do magistério, o Secretário informou que já solicitou reunião es­pecífica ao Procurador Geral do Estado para esclarecimentos sobre a posição da PGE às entidades. A data da reunião está sendo definida.
Como já foi noticiado, a APEOESP conquistou liminar em ação judicial pela direito dos professores readaptados à aposentadoria especial.

VI – Sexta-parte e quinquênios para os professores da categoria O: APEOESP ingressará com ação judicial
A diretoria da APEOESP apresentou ao Secretário a contradição existente sobre o direito dos professores da categoria O ao pagamento da sexta­-parte e quinquênios. O artigo 129 da Constituição do Estado determina o pagamento a todos, mas o artigo 11 da LC 1093/2009 diz que esses professores recebem sempre pelo padrão inicial, o que faz com que não sejam pagos quinquênios e sexta-parte a esses profissionais.
Diante da posição da Se­cretaria, no sentido de que nada poderia fazer para resol­ver esta questão, a APEOESP irá ingressar imediatamente com ação judicial para garantir estes direitos.

VII – Faltas da greve: Secretário mantêm-se intransigente
A APEOESP cobrou do Secretário da Educação uma posição sobre a retirada das faltas da greve de março, mediante a reposição das aulas. Em resposta, o Secre­tário disse que não pretende retirar as faltas. Entretanto, esta questão continuará figurando na nossa pauta e vamos insistir e continuar pressionando o governo para que nos assegure esse direito legítimo.

VIII – Ação judicial contra o projeto de escola de período integral do governo
Mais uma vez insistimos com o Se­cretário da Educação para que cumpra seu compromisso de retirar do projeto de escola de ensino médio integral a remoção ex-officio dos professores efetivos das unidades escolares onde o projeto é implantado, pois é direito do professor, concursado e que escolheu aquela unidade, ali permanecer.
Deixamos claro que não somos contrários à escola de tempo integral, que é bandeira histórica dos educa­dores, mas não aceitamos um projeto que retira direitos dos professores e dos próprios estudantes, que também podem ser transferidos para outras escolas se não quiserem aderir ao projeto.
Reafirmamos, ainda, que não acei­tamos avaliações periódicas para que os professores possam permanecer na escola, bem como queremos melhor definição dos critérios para a escolha das escolas, pois em muitos casos a SEE tem imposto o projeto, mesmo sem o apoio da maioria absoluta da comunidade.
Neste ponto o Secretário limitou-se a informar que o projeto será amplia­do também para outras escolas, além daquelas de ensino médio, passando a palavra para a assessora Valéria Souza, coordenadora do projeto. Ignorando todas as conversas anteriores e, inclu­sive, o compromisso assumido pelo Secretário de retirar a remoção ex­-offício e também a avaliação periódica, a assessora simplesmente reafirmou o projeto tal como se encontra.
Desta forma, não restou outra alternativa à APEOESP que não a ação judicial, pois a forma de contratação que está sendo imposta é inconstitucional, além de outros direitos que estão sen­do feridos. Nas próximas horas nossa entidade ingressará com esta ação no Tribunal de Justiça.
Queremos a escola de tempo in­tegral, inclusiva e de qualidade como um avanço educacional e não como forma de retirar direitos de professores e estudantes.
fonte: http://apeoesp.wordpress.com/

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Novo endereço do blog

Olá pessoal! Eu comprei o dominio com meu nick e agora vocês podem acessar o meu cantinho usando:
www.deacortelazzi.com
(o antigo ainda vale), bjks