segunda-feira, 22 de abril de 2013

Sisu: com cotas, quase metade dos inscritos são de escolas públicas


O ministro falou sobre o desempenho das universidades durante coletiva sobre as inscrições no Sisu Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
O ministro falou sobre o desempenho das universidades durante coletiva sobre as inscrições no Sisu
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
Direto de Brasília
Em sua primeira edição com o sistema de cotas para alunos de escola pública (e recorte de renda e racial), o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) registrou uma participação de quase metade de candidatos inscritos provenientes da rede pública de ensino. Na avaliação do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o percentual ainda discrepa do cenário em que apenas 12% dos alunos que terminam o ensino médio serem originários de escolas particulares.

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O total de candidatos ao sistema de cotas é de 864.830 ante aos quase 2 milhões inscritos no sistema. "Nós avaliamos que foi um saldo extraordinário, que foi um sistema que acabamos de implantar" , afirmou o ministro. “(O percentual de alunos provenientes de escolas públicas) Está abaixo do que é o peso relativo na rede de ensino que é muito maior do que essa participação no Sisu”, ponderou Mercadante.

Neste ano, 12,5% das vagas em universidades federais foram obrigatoriamente reservadas a estudantes egressos de escola pública com recorte de renda e racial (seguindo o percentual de negros e índios por Estado, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em quatro anos, metade das vagas deverão ser para candidatos cotistas.

No balanço para o Sisu deste ano, 349.904 inscritos eram candidatos negros com renda inferior a 1,5 salário mínimo. A variação na nota de corte entre candidatos ao sistema de ampla concorrência e ao sistema de cotas foi baixa. Para o curso de medicina, a nota mínima exigida foi de 787,56 para o sistema de ampla concorrência contra 761,67 para o sistema de cotas. “Os melhores do setor público são bem melhores do que a média do setor privado. Esse resultado não pode levar a nenhuma comemoração (...), mas é um bom começo”, disse Mercadante.

Parte dos alunos cotistas receberão a já anunciada bolsa permanência para esses alunos. O valor de R$ 400 é uma das formas encontradas pelo governo para garantir a permanência dos alunos cotistas de baixa renda nas universidades federais com curso de carga horária diária superior a cinco horas. A medida está prevista para entrar em vigor em maio deste ano.

Em tempo:
Eu paguei por minha faculdade, inclusive com empréstimos altissimos, para ganhar agora um salário de miséria e ser maltratada pela Secretaria de Educação, alunos e pais. Agora, vão continuar estudando e vão ganhar um dinheirinho que com certeza vai sair do nosso bolso......
Não seria mais fácil dar o "diproma", assim como já é feito no Fundamental e Médio?

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