segunda-feira, 27 de maio de 2013

Clássicos da literatura brasileira viram jogos virtuais; confira

Bruna Souza Cruz
Do UOL, em São Paulo

Que tal construir casas no mesmo terreno do cortiço descrito por Aluísio Azevedo em seu livro de mesmo nome? Ou então aventurar-se com o filho de Leonardo Pataca e Maria das Hortaliças, da obra Memórias de um Sargento de Milícias?
Com a proposta de mostrar aos jovens internautas que a literatura clássica pode ser divertida e interessante, o gestor cultural Celso Santiago desenvolveu o projeto Livro e Game, que adaptou para o universo dos jogos virtuais os clássicos brasileiros "O Cortiço" (Aluísio Azevedo), "Memórias de um Sargento de Milícias" (Manuel Antônio de Almeida) e "Dom Casmurro" (Machado de Assis).
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Confira três clássicos nacionais que viraram jogos virtuais18 fotos

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A história do livro O Cortiço, de Aluísio Azevedo, pode ser "jogada" na página do Livro e Game, projeto que adapta clássicos da literatura nacional para jogos virtuais. Nela o internauta tem acesso às histórias em quadrinhos, curiosidades sobre a época que o livro retrata e ainda pode administrar e construir casas no mesmo terreno descrito na obra do autor Reprodução
"Depois da experiência de utilizar um material multimídia em um curso para educadores sobre o livro Macunaíma, vi que a possibilidade de unir esses universos poderia ser bem interessante. E comecei aí a pensar em trabalhar com games", explica Santiago. "Além disso, muitos jovens veem a literatura como obrigação. Pelo contrário, a literatura é prazer, é se envolver, é descobrir."

Veja clássicos que
viraram quadrinhos

No site, os internautas aprendem sobre as obras, seus contextos históricos e sobre os autores participando das aventuras, dramas e vida dos personagens dos livros.
De acordo com Gilson Schwartz, professor da USP (Universidade de São Paulo) e diretor da Games for Change na América Latina, os jogos virtuais, de modo geral,  ajudam a desenvolver o cérebro como se estivéssemos numa academia ajudando nos processos de ensino e aprendizagem.
A primeira adaptação de clássico para jogo eletrônico da série foi apresentada durante a 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em 2012, e em outubro do mesmo ano foi lançada no site do projeto.  Meses depois, em janeiro de 2013, mais dois jogos passaram a fazer parte do Livro e Game. Todo o projeto contou com o apoio financeiro da Fundação Telefônica, após atender os critérios de seleção exigidos pelo edital de incentivo a projetos que unissem a arte e a tecnologia.

"Ler o livro, pesquisar, criar o roteiro, descobrir quais jogos podem sair e observar que natureza de emoções pode ser oferecida foram algumas das etapas dentro da criação dos três jogos", resume o gestor cultura.
Segundo Santiago, mais dois projetos estão em desenvolvimento. "Estou captando recursos e até o final desse ano queremos lançar os jogos dos livros Triste Fim de Policarpo Quaresma [de Lima Barreto] e Noite na Taberna [de Álvares de Azevedo]", conclui.
Curso de formação
Paralelo ao lançamento do primeiro game, Santiago também lançou o curso de formação de professores focado na introdução à cultura digital.
"Muitos professores tiveram uma formação que não é uma formação desse momento que estamos. Não nasceram na cultura digital. Eles precisam se ambientar a esse novo meio, precisam saber que existem algumas alternativas na internet que eles podem usar como referências nas atividades pedagógicas", afirma.
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Conheça jogos que podem ser usados no processo de aprendizagem 7 fotos

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Angry Birds (http://www.angrybirds.com/): "O megassucesso "Angry Birds" virou moda entre professores de física", de acordo com Gilson Schwartz, professor da USP (Universidade de São Paulo) e diretor da Games for Change na América Latina. No jogo, pássaros são lançados contra porcos com o uso de um estilingue - a intenção é eliminar todos os porcos. O último lançamento do jogo foi o Angry Birds Space, em que a gravidade e a atmosfera dos planetas alteram a jogabilidade Leia mais

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