terça-feira, 25 de junho de 2013

'Avaliação medieval era muito mais avançada', diz professor

Autor de diversos livros sobre educação, Celso Vasconcellos diz que durante a Idade Média existiam práticas mais avançadas de avaliação

De acordo com especialista, a escola precisa melhorar a forma de avaliação dos seus alunos Foto: Getty Images
De acordo com especialista, a escola precisa melhorar a forma de avaliação dos seus alunos
Foto: Getty Images
Equívoco, absurdo e lamentável são alguns dos adjetivos usados pelo educador, coordenador pedagógico e gestor escolar Celso Vasconcellos para designar a prática da repetência nas escolas. O diretor do Libertad – Centro de Pesquisa, Formação e Assessoria Pedagógica, doutor em didática pela USP e mestre em história e filosofia da educação pela PUC-SP, ele diz que é preciso existir alegria nas escolas, e não aquela alegria criada no humor barato, na palhaçada, mas no sentido de crescimento da potência, de aprendizado.

"O aluno vai ficar feliz porque está aprendendo, se desenvolvendo, sendo capaz de enfrentar melhor os conflitos na sala de aula. Dá uma alegria muito grande quando você consegue produzir um texto, resolver uma equação", diz o pesquisador.

O autor de diversos livros como Avaliação: Superação da Lógica Classificatória e Excludente, surpreende a maioria dos espectadores de suas palestras ao dizer que sim, é possível fazer uma escola do futuro com uma avaliação medieval. Vasconcellos explica que durante a Idade Média já existiam práticas mais avançadas de avaliação, por ciclos, que as usadas hoje.

Para o educador, avaliar os alunos sem classificá-los ou excluí-los é fundamental para construir uma escola que foque no essencial: a aprendizagem, o desenvolvimento humano e a alegria. Leia a entrevista que o educador concedeu ao Porvir:

Porvir - O que é uma escola do futuro para o senhor?
Celso Vasconcellos - É aquela que garante a função social da escola, que não vem sendo cumprida historicamente. Basicamente é o aluno aprender os saberes necessários, se desenvolver como ser humano e ser feliz. Mas muitas vezes eles não aprendem nem sequer os saberes básicos. Outros aprendem, são verdadeiras máquinas de fazer exames e vestibulares, mas são topeiras humanas, pessoas que não têm visão de mundo. E é importante também a alegria crítica, porque a maioria é feliz antes da aula, no intervalo e depois da aula. Acho importante que eles tenham alegria dentro da sala de aula, não através do humor barato, da palhaçada, mas no sentido dado por Spinoza (Baruch Spinoza), quando ele diz que alegria é o crescimento da potência. O aluno vai ficar feliz porque está aprendendo, se desenvolvendo, sendo capaz de enfrentar melhor os conflitos na sala de aula, na família. Dá uma alegria muito grande quando você consegue produzir um texto, resolver uma equação matemática ou entender as relações da natureza. Para mim, a escola do futuro propicia isso para o conjunto dos seus alunos, não para apenas um ou outro.

Porvir - E o que é uma avaliação medieval?
Celso Vasconcellos - De modo geral, as pessoas têm uma conotação negativa da Idade Média, mas eu costumo brincar que, em alguns casos, quando falamos que uma escola é medieval, estamos ofendendo os medievais, porque há práticas da época mais interessantes do que as aplicadas hoje. Tomo como referência o período que vai do século 11, quando ocorre a retomada das cidades e surgem as universidades, até o 16, em que existia uma organização da escola elementar muito ligada à universidade. Era possível ir da gramática ao doutorado sem nunca repetir de ano. Existia um ciclo inicial, para dominar os instrumentos da leitura, depois vinha o ciclo intermediário, das artes liberais, para formar o homem livre em contraponto ao homem manual. E o terceiro ciclo dava conta da teologia, medicina e direito, as áreas nas quais era possível se tornar mestre ou doutor. Existia exame, o aluno até podia ser reprovado, mas não repetia. Em determinado momento, o aluno e o professor marcavam o exame e, se o estudante fosse reprovado, continuava frequentando as aulas até que ele e o orientador considerassem que era possível fazer a prova de novo. Mas não tinha um programa fixo, não tinha uma seriação.

O poder Executivo falha, o Judiciário, os meios de comunicação, os partidos, os sindicatos, o diretor, a família, o professor, a merendeira, o editor de livro didático falham e quem paga por isso? Quem é reprovado? O aluno. Como você pode fazer isso com uma criança de 7, 8, 9 ou 10 anos? É um grande absurdo.

Porvir - Mas nas redes em que foram aplicados ciclos de ensino existe uma percepção de que o sistema não funciona, que os alunos seguem em frente sem aprender…
Celso Vasconcellos - Isso é senso comum. E aliás, o senso comum é o que mais pauta as práticas escolares. Se você perguntar para um professor por que a aula tem que ter 50 minutos, ele não apresenta um fundamento epistemológico, psicológico e filosófico para a questão.

Por exemplo, as pesquisas mostram que o rendimento em sistemas seriados e não seriados é praticamente idêntico, o que eu acho lamentável. Para mim, os sistemas que adotam ciclos deveriam ter um rendimento muito melhor. O ciclo, quando bem compreendido, é uma fórmula muito mais poderosa, que respeita o ser humano. Era de se esperar até um aumento do rendimento, o que não ocorre pela falta de convicção do professor no sistema. Ele não acredita, passa essa descrença para os alunos e para a família e entende que o sistema quer apenas produzir números. Quando pergunto por que todos falham e só o aluno paga é um silêncio geral. Ninguém responde. Não tem uma resposta, é uma profunda injustiça.

Com a mesma ênfase que critico a reprovação, eu critico a aprovação. Você pode enganar o aluno reprovando ou aprovando. Quando você não engana o aluno? Quando você ensina. Ele não vai para escola para ser aprovado, mas para ser ensinado, para aprender de fato.

Porvir - Mas o senhor não defende que não se faça avaliação, certo? Como ela deveria ser?
Celso Vasconcellos - Não reprovar serve justamente para que se possa voltar ao essencial, ou seja, à aprendizagem, ao desenvolvimento humano e à alegria. Já que não estou mais preocupado em classificar o aluno, eu tenho que ensiná-lo. Avaliação é absolutamente fundamental, qualquer processo humano tem que ser acompanhado, o que critico é a avaliação classificatória e excludente.

Existem práticas muito simples, como a de pedir uma pequena síntese sobre o assunto que está sendo desenvolvido ao fim de uma aula. É só pedir para os alunos colocarem no papel o que entenderam e não entenderam. Assim, faço uma avaliação significativa, em cima do ato de aprendizagem. Em língua portuguesa ou história e geografia, os meninos podem produzir textos que o professor analisa, aponta problemas, conversa, então o aluno reelabora até chegar a um nível satisfatório. Assim ele vai aprender, não apenas passar. Gosto muito do que o Werneck [Hamilton Werneck] fala: “Se escola boa é a que reprova, hospital bom é o que mata”. Mas tem professor que se vangloria de reprovar alunos.

Porvir - E como é possível melhorar a formação do professor e ensiná-lo a fazer um novo tipo de avaliação e construir uma escola que ensine, desenvolva os alunos e faça eles felizes?
Celso Vasconcellos - Um elemento básico é articular a formação do professor com estágio. O meu curso de pedagogia dos sonhos teria oito anos em tempo integral com estágio desde o primeiro ano remunerado. Ou seja, ele estaria estudando, indo para a prática, voltando e refletindo sobre ela. Por exemplo, hoje um professor que faz licenciatura em matemática está habilitado para dar aula na segunda fase do ensino fundamental e no ensino médio. Quando ele vai dar aula de conjuntos, usa a matéria que teve na quinta série, porque esse conteúdo não é trabalhado na licenciatura. Ele só vê a alta matemática, mas a que vai ensinar, não vai rever.

Na formação atual, ele vai ter só algumas aulas de metodologia e didática, mas desvinculadas do conteúdo. Aí tem outro problema, que está relacionado à falta de interesse na profissão, que se tornou pouco valorizada. A maioria nem liga para a pequena carga didática que recebe na licenciatura, porque não quer ser professor, quer ser pesquisador na IBM. Mas quando se forma, não consegue ser pesquisador e vira professor de matemática. Mesmo o pouco que teve, não aproveitou. É um problema gravíssimo.

Porvir - E o que os governos deveriam fazer para que todo o sistema de ensino mude?
Celso Vasconcellos - O primeiro papel do governo seria o de não atrapalhar, dar voto de confiança às escolas que estão querendo fazer. Nesse contrato, a escola se comprometeria a obter determinados resultados, mas teria liberdade na organização pedagógica.

Atualmente, um exemplo clássico de tentativa de mudança ocorre no ensino médio. Há propostas muito interessantes, de buscar princípios de fundamentação, articulação, mas quando você vê a grade curricular é a mesma de 200 anos atrás. É desanimador. No frigir dos ovos, o aluno tem aula de português, matemática etc., embora o discurso seja o de transdisciplinaridade, articulação com trabalho, do princípio da identidade, da participação e do protagonismo. Que raio de protagonismo é esse que o menino vai do primeiro ao terceiro ano sem fazer uma opção curricular? A coisa da burocracia pesa muito.

Depois, há as grandes questões importantes ao professor: a remuneração, formação, as condições de trabalho, que precisam ser revistas. Em muitas escolas, se vive um verdadeiro inferno para trabalhar.

Porvir - E é possível mudar as avaliações dentro da escola sem mudar os exames classificatórios, como o vestibular e Enem, que os alunos se submetem depois?
Celso Vasconcellos - Há uma grande diferença entre o vestibular e o Enem. A concepção do Enem, pelo menos em princípio – e a gente tem que lutar para que o Enem seja fiel aos seus princípios – é exigir que o aluno aplique o conhecimento, prove que pode estabelecer relações. O Enem dá a fórmula, dá os dados, não exige a memorização, dá a tabela periódica. Ele exige que você saiba pensar. Eu acho que o Enem abre uma janela de oportunidade interessante, dá uma certa liberdade para reorganizar a escola.

Você querer comparar o Brasil com a Finlândia, onde há um investimento maior no aluno e uma desigualdade social muito menor, é falho. Têm fatores que devem ser considerados.

Porvir - E as avaliações externas, como o Pisa e o Ideb, ajudam ou atrapalham?
Celso Vasconcellos - São interessantes, no sentido de serem indicadores, mas focam só em português e matemática, o que estreita a concepção de formação. Além disso, seria necessário articular com o Pisa, por exemplo, indicadores de desigualdade social. Você querer comparar o Brasil com a Finlândia, onde há um investimento maior no aluno e uma desigualdade social muito menor, é falho. Têm fatores que devem ser considerados.

Avaliações externas têm uma função, mas se eu fosse ministro da Educação pararia com os testes nacionais por uns quatro anos. Vamos parar de fazer todos esses exames, já temos dados suficientes, vamos investir no que tem que ser feito. Em função dessas testagens, a liberdade curricular da escola é comprometida porque ela precisa se preparar para esses exames. Com a melhor das boas intenções, a escola funciona para o exame e não o exame para a escola. Inverte a lógica. Não sou contra os testes, mas têm que ser dosados.

sábado, 22 de junho de 2013

Manifestações V



Para quem anda com saudades do período militar e para os que mesmo sem conhecer, também sentem saudades. E olha, já existem grupos articulando um novo golpe.

Manifestações IV


Manifestações III



1) PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÃO VETA EMENDA CONSTITUCIONAL. Sendo assim, não é para a Dilma que vocês têm que pedir a não aprovação da PEC 37 (ah, para quem não sabe, PEC significa Proposta de Emenda Constitucional), mas, sim, ao Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal).

2) PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÃO TEM O PODER DE DETERMINAR A PRISÃO DE NINGUÉM (ainda bem, né?!). Por esse motivo, caso vocês queiram ver os "mensaleiros" (sic) na cadeia, terão que pedir isso ao idolatrado Ministro Joaquim Barbosa, pois é o Poder Judiciário (no caso dos mensaleiros, o STF) que tem competência para fazê-lo.

3) NÃO É O PRESIDENTE DA REPÚBLICA QUE ELEGE O PRESIDENTE DO SENADO. É o próprio Senado que escolhe o seu presidente. Assim, a Dilma não pode chegar lá no Senado e gritar: "Fora, Renan Calheiros".

4) TRANSPORTE PÚBLICO MUNICIPAL É DA COMPETÊNCIA (ADIVINHEM!) DOS MUNICÍPIOS. Então, a pessoa mais indicada para resolver esse problema, a princípio, é o prefeito de cada cidade, e não a Dilma.

5) TAMBÉM NÃO É ATRIBUIÇÃO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA INSTAURAR CPI. Quem instaura CPI é o Poder Legislativo (no âmbito federal, a Câmara dos Deputados e/ou o Senado Federal).

6) O projeto de CURA GAY é de autoria de um deputado do PSDB . O Governo Dilma ja se posicionou contra o projeto da Cura Gay, por meio da SDH. Cabe agora agora ao Presidente Nacional do PSDB e os afiliados do PSDB retirarem o Projeto de Cura Gay, pois o mandato é do Partido e não do Deputado do PSDB

Manifestações II


Manifestações

Vamos lá mais dicas para pagar mico, se tiver difícil de entender me avisem que eu vou tentar desenhar !

Por Sidney Braga

Oito dicas pra não pagar mico em tempos de Manifestações:

1- Não compartilhe o vídeo dos atores da Globo contra Belo Monte. Esse vídeo de 2011 está cheio de informações falsas. Inclusive alguns atores que gravaram o vídeo se arrependeram depois de descobrir que o que eles disseram não era bem assim.

2- Não diga que foram gastos 30 bilhões em estádios. Na verdade, foram gastos 7 bilhões, que é coisa pra caramba. Desses 7 bilhões, grande parte é emprestado pelo governo federal, mas a maior fatia será paga pela iniciativa privada. Os outros 23 bilhões foram investimentos em infraestrutura, transporte e aeroportos. Inclusive, o investimento em transporte é uma das reivindicações dos protestos.

3- Nunca peça pro governo gastar com saúde o mesmo que se gastou com estádio de futebol. Nos 7 anos de preparação para a Copa, foram gastos aproximadamente 7 bilhões com estádios. Neste mesmo período, foram gastos mais de 500 bilhões com saúde. Então se vc fizer isso, na prática vc ta pedindo pra reduzir consideravelmente os gastos com saúde. Gastos com saúde nunca são demais. Então cuidado pra não pedir a coisa errada.

4- Não peça um presidente pra garantir que algum político seja preso. Isso é papel do poder Judiciário. O manifesto deve ser endereçado a este poder.

5- Não peça um presidente pra impedir a votação de uma lei ou PEC. Isso é prerrogativa do Congresso. O manifesto deve ser endereçado aos parlamentares.

6- Não peça um presidente pra cassar o mandato de algum deputado ou senador. Isso é papel das casas legislativas. Está escrito no artigo 55 da Constituição Federal.

7- Nunca peça pra fechar o Congresso e acabar com os partidos. O último presidente que fez isso foi um Marechal. Tal ato aconteceu em 1968 e foi nada menos do que o temido AI-5 da ditadura.

8- Não compartilhe aquelas informações falsas sobre o auxílio reclusão. O auxílio reclusão é um benefício pago à família do detento que contribuiu com o INSS, logo ele está recebendo um valor pelo qual já pagou anteriormente. O detento deve ser punido, não sua família.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Veja o que foi negociado até o momento com o Secretário da Educação

Assembleia mantém estado de alerta e mobilização para cobrar da SEE a efetivação dos compromissos assumidos.

A decisão de suspensão da greve, tomada pela maioria dos professores estaduais na sexta-feira, 10 de maio, levou em conta o enfraquecimento do movimento e os seguintes resultados da negociação com o Secretário da Educação:
> Fim da prova anual aplicada aos professores da chamada “categoria F”;
> Fim da prova exigida dos professores da chamada “cate­goria O” que já pertencem à rede estadual, ou seja, se já foi aprovado uma vez, não precisa mais fazer aprovada. Ela será aplicada apenas aos que estão ingressando pela primeira vez;
> A quarentena será de 40 dias, ou seja, não mais será de 200 dias. Continuamos lutando para que não haja mais quarentena e que os professores da “categoria O” tenham os mesmos direitos da “categoria F”;
> Direito de atendimento médico pelo IAMSPE aos profes­sores da “categoria O”;
> Concurso público no segundo semestre para professores PEB II;
> Não privatização do Hospital do Servidor Público e do IAMSPE;
> Convocação da comissão paritária prevista no artigo 5º da lei complementar nº 1143/11 para discussão da pos­sibilidade de novo reajuste e discussão da implantação paulatina da jornada do piso (no mínimo 1/3 da jornada para preparação de aulas e formação, entre outras ativi­dades extraclasse). Vale assinalar que o reajuste previsto para julho de 2013 era de 6%. Nosso movimento conseguiu ampliá-lo para 8,1%. Continuamos na luta por aumento real e pela reposição de todas as perdas;
> Convênio em torno de projeto a ser elaborado pela APEOESP para prevenção e combate à violência nas escolas;
> Discussão do pagamento dos dias parados e retirada das faltas da greve mediante reposição de aulas.
Vale registrar ainda os seguintes avanços na discussão da carreira (Comissão Paritária), das quais a APEOESP participa desde setembro de 2011:
- Decreto pronto para a evolução funcional pela via não acadêmica contemplando a pontuação das atividades cotidianas do professor, projetos curriculares vinculados ao projeto político-pedagógico da escola; permanência na mesma escola durante o interstício juntamente com formação continuada; itinerário formativo e outras possibilidades. A luta continua para redução dos interstícios e aumento dos percentuais de reajuste. Serão discutidos na próxima etapa dos trabalhos, no segundo semestre.
- Possibilidade de utilização do Memorial (registro de toda a produção pedagógica do professor, mais cursos, atividades na escola etc, dentro e e fora da rede estadual de ensino), para fins de promoção na carreira. Aquele professor recém ingresso, que não tem condições de ter ainda um Memorial, poderá fazer a prova de conhecimentos, se desejar.
Está em fase final de elaboração a resolução regulamentadora do decreto. Serão discutidas ainda, na sequência, decreto de evolução funcional pela via acadêmica e o decreto da promoção.

terça-feira, 18 de junho de 2013

ENEM



Inep divulga provas do Enem 2012; exame foi realizado em novembro

O Inep (Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais) divulgou nesta quinta-feira (13) os cadernos de prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2012, realizado nos dias 3 e 4 de novembro.

CONFIRA OS CADERNOS DO 1º DIA

A nota do exame já foi utilizada para selecionar estudantes em instituições federais de ensino superior, por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), e para as instituições privadas, por meio do Prouni (Programa Universidade para Todos). As inscrições para o Sisu do segundo semestre podem ser realizadas até amanhã (14).
Uma boa avaliação no Enem é também requisito para obter bolsa no Programa Ciência sem Fronteiras e para receber o benefício do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). O exame é usado ainda para certificação do ensino médio de estudantes maiores de 18 anos que não têm o documento.

Enem 2013

As provas da edição 2013 do Enem serão realizadas nos dias 26 e 27 de outubro em todos os estados e no Distrito Federal. As inscrições foram realizadas entre os dias 13 e 27 de maio. O Enem 2013 teve  7.173.574 inscritos confirmados. No ano passado, foram 5.791.332 os candidatos inscritos.
"Não só é um Enem recorde, mas também teve o maior índice de confirmação, com 92% dos que se inscreveram e pagaram a taxa", afirmou o ministro Aloizio Mercadante em coletiva de imprensa em Brasília.
O perfil da maioria de quem vai prestar a prova do Enem 2013 é composto por mulheres, pardos e candidatos que fizeram o ensino médio regular.
O Estado campeão em inscritos foi São Paulo, com 1,1 milhão. No entanto, o Estado que percentualmente teve um crescimento maior no número de inscrições foi o Amapá: em 2012, foram 25.773; em 2013, 41.912, o que representou um aumento de 63%.
Se considerado o número de inscrições por mil habitantes, o Acre lidera: no Estado, a cada mil indivíduos, 80 pessoas farão o exame neste ano. Em seguida, vem o Amapá, com 63 candidatos inscritos por mil habitantes.
A faixa etária predominante vai dos 16 aos 18 anos, com 36% dos inscritos.


1º lugar - A UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) é a universidade federal com maior número de vagas para cursos presenciais, (9.090), segundo o Censo da Educação Superior de 2011. A UFRJ possui três campi: Cidade Universitária, localizado na Ilha do Fundão; Praia Vermelha, situado no bairro da Urca; e Macaé. O candidato que deseja ingressar na UFRJ em 2014 deve, obrigatoriamente, estar inscrito no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2013 Leia mais Marco Fernandes/CoordCOM - UFRJ

segunda-feira, 17 de junho de 2013

perfis profissionais, competências e habilidades requeridos dos educadores da rede pública estadual e os referenciais bibliográficos que fundamentam os exames, concursos e processos seletivos

D. O. E.  de  08/06/2013  -  Seção  I  -  Pág. 44
Resolução SE-37, de 07/06/2013
GABINETE DO SECRETÁRIO
Altera o Anexo da Resolução SE nº 70, de 26.10.2010, que dispõe sobre os perfis profissionais,
competências e habilidades requeridos dos educadores da rede pública estadual e os referenciais bibliográficos que fundamentam os exames, concursos e processos seletivos, e dá providências correlatas 
O Secretário da Educação, à vista do que lhe representou a Coordenadoria de Gestão da Educação Básica – CGEB, bem como do disposto no Edital de Abertura de Pré-Inscrição para Prova do Processo de Promoção/2013, e considerando a importância de se disponibilizar o ementário atualizado da legislação básica indicada na Resolução SE nº 70/10, Resolve:
Artigo 1º - A Legislação Básica indicada no Anexo que integra a Resolução SE nº 70, de 26.10.2010, observadas as alterações de caráter normativo e/ou de nomenclatura, passa a  ser a que se segue:

I – para o Professor Educação Básica I – PEB I:

Federal:

Lei federal nº 9.394/96 – LDB – Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional

Estadual:

Lei Complementar nº 1.078, de 17.12.2008 – Institui Bonificação por Resultados – BR, no âmbito da Secretaria da Educação, e dá providências correlatas

Lei Complementar nº 1.097, de 27.10.2009 – Institui o sistema de promoção para os integrantes do Quadro do Magistério da Secretaria da Educação e dá outras providências

Decreto nº 51.627, de 1º.3.2007 – Institui o Programa Bolsa Formação – Escola Pública e Universidade

Resoluções SE nº 86, de 19.12.2007, e nº 96, de 23.12.2008 – Programa Ler e Escrever

Resolução SE nº 74, de 24.11.2011 - Dispõe sobre o Projeto Bolsa Escola Pública e Universidade na Alfabetização e dá providências correlatas

Resolução SE nº 91, de 8.12.2008 – Dispõe sobre constituição de equipe de gestão institucional para ampliação e aperfeiçoamento do Projeto Bolsa Escola Pública e Universidade na Alfabetização, no âmbito do Programa Bolsa Formação – Escola Pública e Universidade

Resolução SE nº 2, de 12.1.2012 - Dispõe sobre mecanismos de apoio escolar aos alunos do ensino fundamental e médio da rede pública estadual

Deliberação CEE nº 9/97 (Indicação CEE nº 8/97, anexa) – Institui, no sistema de ensino do Estado de São Paulo, o regime de progressão continuada no ensino fundamental

Parecer CEE nº 67/98 - Normas Regimentais Básicas para as Escolas Estaduais

II – para o Professor Educação Básica II - PEB II

Federal:

Lei federal nº 9.394/96 – LDB – Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional

Estadual:

Lei Complementar nº 1.078, de 17.12.2008 – Institui Bonificação por Resultados – BR, no âmbito da Secretaria da Educação, e dá providências correlatas

Lei Complementar nº 1.097, de 27.10.2009 – Institui o sistema de promoção para os integrantes do Quadro do Magistério da Secretaria da Educação e dá outras providências

Deliberação CEE nº 9/97 (Indicação CEE nº 8/97, anexa) – Institui, no sistema de ensino do Estado de São Paulo, o regime de progressão continuada no ensino fundamental

Parecer CEE nº 67/98 - Normas Regimentais Básicas para as Escolas Estaduais

Resolução SE nº 2, de 12.1.2012 - Dispõe sobre mecanismos de apoio escolar aos alunos do ensino fundamental e médio da rede pública estadual

III – para o Professor de Educação Especial:

Federal:

Lei federal nº 9.394/96 – LDB – Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional

Estadual:

Lei Complementar nº 1.078, de 17.12.2008 – Institui Bonificação por Resultados – BR, no âmbito da Secretaria da Educação, e dá providências correlatas

Lei Complementar nº 1.097, de 27.10.2009 – Institui o sistema de promoção para os integrantes do Quadro do Magistério da Secretaria da Educação e dá outras providências

Resolução SE nº 2, de 12.1.2012 - Dispõe sobre mecanismos de apoio escolar aos alunos do ensino fundamental e médio da rede pública estadual

Deliberação CEE nº 68/07 (Indicação CEE nº 70/07, anexa)

- Fixa normas para a educação de alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, no sistema estadual de ensino

Resolução SE nº 11, de 31.1.2008 – Dispõe sobre a educação escolar de alunos com necessidades especiais, no sistema estadual de ensino, e dá providências correlatas

Deliberação CEE nº 9/97 (Indicação CEE nº 8/97, anexa) – Institui, no sistema de ensino do Estado de São Paulo, o regime de progressão continuada no ensino fundamental

Parecer CEE nº 67/98 - Normas Regimentais Básicas para as Escolas Estaduais

IV – para Diretor de Escola:

Federal:

Lei federal nº 9.394/96 – LDB – Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional

Resolução CNE/CEB nº 1/00 (anexada ao Parecer CNE/CEB nº 11/00) – Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos

Resolução CNE/CEB nº 2/01 (anexada ao Parecer CNE/CEB nº 17/01) – Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Especial

Resolução CNE/CP nº 1/04 (anexada ao Parecer CNE/CP nº 3/04) – Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana

Resolução CNE/CEB nº 4/10 (anexada ao Parecer CNE/CEB nº 7/10) – Define as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica

Resolução CNE/CEB nº 7/10 (anexada ao Parecer CNE/ CEB nº 11/10) – Fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos

Resolução CNE/CEB nº 2/12 (anexada ao Parecer CNE/CEB nº 5/11) – Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio

Estadual:

Lei Complementar nº 1.078, de 17.12.2008 – Institui Bonificação por Resultados – BR, no âmbito da Secretaria da Educação, e dá providências correlatas

Lei Complementar nº 1.097, de 27.10.2009 – Institui o sistema de promoção para os integrantes do Quadro do Magistério da Secretaria da Educação e dá outras providências

Decreto nº 55.078, de 25.11.2009 – Dispõe sobre as jornadas de trabalho do pessoal docente do quadro do Magistério e dá providências correlatas

Resolução SE nº 2, de 12.1.2012 - Dispõe sobre mecanismos de apoio escolar aos alunos do ensino fundamental e médio da rede pública estadual

Resolução SE nº 8, de 19.1.2012 - Dispõe sobre a carga horária dos docentes da rede estadual de ensino

Deliberação CEE nº 82/09 (Indicação CEE nº 82/09, anexa) – Estabelece diretrizes para os cursos de Educação de Jovens e Adultos em nível do ensino fundamental e médio, instalados ou autorizados pelo Poder Público no sistema de Ensino do Estado de São Paulo

Deliberação CEE nº 9/97 (Indicação CEE nº 8/97, anexa) – Institui, no sistema de ensino do Estado de São Paulo, o regime de progressão continuada no ensino fundamental

Deliberação CEE nº 10/97 (Indicação CEE nº 9/97, anexa) – Fixa normas para elaboração do regimento dos estabelecimentos de ensino fundamental e médio

Deliberação CEE nº 53/05 (Indicação CEE nº 54/2005, anexa) Fixa normas para os Cursos de Especialização que se destinam à formação de profissionais da Educação prevista no artigo 64 da LDB

Deliberação CEE nº 111/12 (Indicação CEE nº 112/12, anexa) - Fixa Diretrizes Curriculares Complementares para a Formação de Docentes para a Educação Básica nos Cursos de Graduação de Pedagogia, Normal Superior e Licenciaturas, oferecidos pelos estabelecimentos de ensino superior vinculados ao sistema estadual

Deliberação CEE Nº 114/12(Indicação CEE nº 115/12, anexa) - Dispõe sobre organização dos Cursos de Educação de Jovens e Adultos

Parecer CEE nº 67/98 - Normas Regimentais Básicas para as Escolas Estaduais

Comunicado SE publicado em 21.12.2007 – Orientações sobre o Programa Ler e Escrever

V – para o Supervisor de Ensino:

Federal:

Lei federal nº 9.394/96 – LDB – Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional Resolução CNE/CEB nº 1/00 (anexada ao Parecer CNE/CEB nº 11/00) – Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos

Resolução CNE/CEB nº 2/01 (anexada ao Parecer CNE/CEB nº 17/01) – Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica

Resolução CNE/CP nº 1/04 (anexada ao Parecer CNE/CP nº 3/04) – Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana

Resolução CNE/CEB nº 5/09 (anexada ao Parecer CNE/ CEB nº20/09) - Fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil

Resolução CNE/CEB nº 7/10 (anexada ao Parecer CNE/CEB nº 11/10) – Fixa Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos

Resolução CNE/CEB nº 2/12 (anexada ao Parecer CNE/ CEB nº 5/11) – Define Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio

Resolução CNE/CEB nº 5/12 (anexada ao Parecer CNE/ CEB nº 13/12) – Define Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Indígena na Educação Básica

Resolução CNE/CEB nº 6/12 – (anexada ao Parecer CNE/ CEB nº 11/12) – Define Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional Técnica de Nível Médio

Resolução CNE/CEB nº 8/12 (anexada ao Parecer CNE/ CEB nº 16/12) – Define Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola na Educação Básica

Estadual:

Lei Complementar nº 1.078, de 17.12.2008 – Institui Bonificação por Resultados – BR, no âmbito da Secretaria da Educação, e dá providências correlatas

Lei Complementar nº 1.097, de 27.10.2009 – Institui o Sistema de Promoção para os integrantes do Quadro do Magistério da Secretaria da Educação e dá outras providências

Decreto nº 55.078, de 25.11.2009 – Dispõe sobre as jornadas de trabalho do pessoal docente do quadro do Magistério e dá providências correlatas

Resolução SE nº 2, de 12.1.2012 - Dispõe sobre mecanismos de apoio escolar aos alunos do ensino fundamental e médio da rede pública estadual

Resolução SE nº 8, de 19.1.2012 - Dispõe sobre a carga horária dos docentes da rede estadual de ensino

Deliberação CEE nº 9/97 (Indicação CEE nº 8/97, anexa) – Institui, no Sistema de Ensino do Estado de São Paulo, o regime de progressão continuada no ensino fundamental

Deliberação CEE nº 10/97 (Indicação CEE nº 9/97, anexa) – Fixa normas para elaboração do regimento dos estabelecimentos de ensino fundamental e médio

Deliberação CEE nº 53/05 (Indicação CEE nº 54/2005, anexa) - Fixa normas para os Cursos de Especialização que se destinam à formação de profissionais da Educação prevista no artigo 64 da LDB

Deliberação CEE nº 82/09 (Indicação CEE nº 82/09, anexa) – Estabelece diretrizes para os cursos de Educação de Jovens e Adultos em nível do ensino fundamental e médio, instalados ou autorizados pelo Poder Público no sistema de Ensino do Estado de São Paulo

Deliberação CEE nº 111/12 (Indicação CEE nº 112/12, anexa) - Fixa Diretrizes Curriculares Complementares para a Formação de Docentes para a Educação Básica nos Cursos de Graduação de Pedagogia, Normal Superior e Licenciaturas, oferecidos pelos estabelecimentos de ensino superior vinculados ao sistema estadual

Deliberação CEE Nº 114/12(Indicação CEE nº 115/12, anexa) - Dispõe sobre organização dos Cursos de Educação de Jovens e Adultos

Parecer CEE nº 67/98 - Normas Regimentais Básicas para as Escolas Estaduais

Comunicado SE publicado em 21.12.2007 – Orientações sobre o Programa Ler e Escrever 

Artigo 2º - A legislação mencionada nesta resolução poderá ser acessada no site
www.crmariocovas.sp.gov.br.

Artigo 3º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Nota da Udemo: a Udemo agradece a Comissão de Legislação da SEE, que recebeu a Entidade, ouviu suas sugestões e reformulou a disposição bibliográfica. A redação da Resolução 70 permitia uma interpretação dúbia, prejudicando os candidatos a Diretor e Supervisor.

Manifestações

Gente, estou ficando preocupada com a ignorância daqueles que estão lutando e até dos que estão apoiando a luta. Há necessidade de se lutar e denunciar a corrupção? SIM. Mas as pessoas, manipuladas por certos grupos como estão, não tem consciência do que estão fazendo. Se quer, sabem quem são os culpados. Mandaram xingar a Dilma e governadores e prefeitos e o estão fazendo. Convém lembrar, que pra governarem, eles dependem (não os estou defendendo, mas estou querendo que a culpa seja igualmente dividida com todos os culpados) do legislativo (senadores, deputados e vereadores), que por sua vez, tem rabo preso com grandes empresário, multinacionais, etc. Quem faz as leis, são eles. São eles que diminuem o salario dos professores como o episódio da semana retrasada e aumentam o seu. São eles que criam leis que beneficiam aqueles que sustentam suas campanhas. A corrupção no Brasil, vem do zé da esquina, que vende seu voto por dentadura, até o mais alto escalão. O brasileiro é corruptivel. Aprendeu desde pequeno que achado não é roubado e que não se olham os dentes de cavalo dado. Saindo estes políticos corruptos, outros entrarão. Inicialmente até com boa intenção, mas serão seduzidos pelas beneces dos grandes empresários. E é este ciclo vicioso que oprime este país há mais de 500 anos. Não adianta enxotar a Dilma (a que estã sendo mais criticada) se os deputados e senadores não forem trocados. Se não forem criadas leis q beneficiem a população. Que a proteja dos atos libidinosos desses que por ela são escolhido para representá-la.
Por que o povo não sabe ou não tem consciência destas coisas? Porque na escola, não se aprende sobre política. Porque dizem que política e religião não se discute. Porque a maioria dos alunos de hoje e os a pouco tempo formados, somente iam na escola para fazer "o social", ou não perder a bolsa família ou não serem mandados para o conselho tutelar. Porque muitos de nossos professores também são apoliticos. Porque a educação neste país não é levada a sério. POR NINGUÉM, nem pela população. Que acha que a professora tem a obrigação de suportar seu filho falando palavrão e de fone de ouvido, mexendo no celular a aula toda.
Porque o povo prefere futebol e "bunda", músicas de péssima qualidade, que fazem apologia a marginalidade e ao sexo animal e, que se aparecer alguém com uma boa soma em dinheiro, pedindo a alma, ela lhe será vendida.
EDUCAÇÃO, esta é a resposta para toda esta situação que está sendo vivida e conhecimento do que é e como deve funcionar a politica e aqueles que se dizem (e que foram por nós escolhidos) nossos representantes.

domingo, 16 de junho de 2013

Isso é Brasil !


A Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, no Ceará, aprovou, no dia 6 de junho de 2013, um projeto de lei reduzindo os vencimentos dos professores municipais em até 40%. Esses professores recebiam, em média, R$ 750,00 por mês.
Aprovou, também, em outro projeto, salários de R$ 10.012,00 e férias anuais de 90 dias, para os vereadores.
Eta nóis....! Coitado do Padim Padi Ciço*, orgulho da terra !
Isso é o que se pode chamar de um ‘governo porreta’. Uma porretada e tanto na educação!
*Padre Cícero, que é considerado santo na região.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Para ter 'olhar de professora', secretária de Educação continua dando aula em TO

Cidade de Augustinópolis serve biscoito com suco na merenda por causa de baixo valor recebido do governo federal para alimentação

Renan Truffi - enviado a Mata de São João (BA) | - Atualizada às
Professora há pelo menos 14 anos, Karla Santana, secretária de Educação de Augustinópolis (TO), cidade localizada a 720 km da capital Palmas, é daquelas profissionais que costuma dizer que “nasceu para dar aula”. Ela recebeu o convite para gerenciar a pasta no fim do ano passado, quando era diretora de um colégio da rede estadual. Teve que deixar o posto, mas decidiu que não iria se afastar do ambiente de ensino. Hoje ela é uma das poucas secretárias de Educação do Brasil que também atua como professora. Para conciliar as duas ocupações, dá aula no período noturno para estudantes do 1º, 2º e 3º ano do ensino médio do Estado.
Leia também: No Acre, professor dá aula ao mesmo tempo para 1ª a 5ª série e serve merenda
Renan Truffi
Secretária de educação de Augustinópolis, Karla Santana
“Já dei aula para fundamental, médio e superior. Passei por todas as fases do processo educacional. Eu gosto de dar aula, nasci pra ser professora. É interessante quando você pega uma criança que não sabe ler e meses depois vê a mudança. É bom demais. Você se sente gratificada, é como se fosse um passe de mágica. Não é, mas você sente assim”, explica depois de participar do 14º Fórum Nacional de Dirigentes Municipais de Educação , em Mata de São João, na Bahia.
Ela admite, no entanto, que a dupla função não tem sido tão boa para seus alunos. Por causa do cargo, já teve que se ausentar das salas de aula por quase dez dias de janeiro até agora. Ainda assim, quer continuar em contato com o ambiente escolar e tenta, junto ao Estado, mudar de cargo para ser orientadora ou trabalhar na biblioteca mesmo. Ela afirma que a escolha não tem nada a ver com dinheiro.
“Estou ganhando agora o mesmo que recebia quando era diretora. Inicialmente nós tentamos (mudar o cargo de professora), mas estou no período probatório. Ingressei na rede estadual há pouco tempo. De acordo com a legalidade são três anos para eu pedir licença. Então, como estou sendo avaliada, ficou um pouco mais complicado ainda. Mas o Estado já sinalizou positivamente. Eu sei que posso contribuir no ensino noturno. Não necessariamente estando em sala de aula. Eu sinto que estou prejudicando os alunos. Mas, não quero ficar muito tempo afastada ou do convívio da Educação em si. Você acaba tendo só uma visão e esquece de olhar como professora. Sei que meu destino e voltar pra sala de aula”, argumenta.
Merenda precária
Karla diz confiar em sua experiência como professora para gastar da melhor maneira possível a “pouca” verba que tem, sem saber dizer ainda, no entanto, quanto dispõe mensalmente. É que, com 14 escolas para cuidar em uma cidade de aproximadamente 16 mil habitantes, ela tem tirado dinheiro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para conseguir cobrir, por exemplo, os gastos com salário dos professores. Apesar de fazer parte da categoria, a secretária diz que o valor é muito acima do normal até mesmo para municípios mais ricos que Augustinópolis.
“Recebemos R$ 302 mil do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) para pagamento de professor, compra e aquisição de materiais. Mas tivemos que pegar mais R$ 70 mil do FPM no mês passado para poder cobrir folha de pagamento. Já estou devendo R$ 202 mil. Atualmente os salários dos professores está muito acima do piso. Muito acima. Entre R$ 1.525 e R$ 1.700. Na rede temos 60 profissionais da Educação. Não estou querendo dizer que o professor tem que ganhar pouco, mas está alto para a arrecadação do município. Lá eles são concursados para 30 horas. Em outras cidades como a nossa, os professores com 30 horas recebem R$ 1.200. Está acima do piso e acima do reajuste”, conta ao dizer que o aumento foi concedido na gestão anterior.
Karla argumenta que, apesar dessas condições para os professores, não sobra dinheiro para melhorar a merenda em Augustinópolis. Ela reclama que recebe apenas R$ 0,30 centavos do governo federal por aluno. Ainda que o município coloque uma contra partida é preciso fazer “mágica”.
“Se o valor da merenda aumentasse. Eu poderia melhorar o cardápio. O governo federal diz que temos que mandar suco e leite in natura, mas eu mando em pó porque só tenho um caminhão para fazer a distribuição e esses alimentos estragam até chegar nas escolas da zona rural. A merenda fica empobrecida. Tem dia que tenho que colocar biscoito com suco no cardápio para garantir pelo menos merenda todos os dias. Não dá para colocar arroz todo dia, sopa todo dia. Então biscoito com achocolatado, por exemplo, tem que entrar no cardápio de três a quatro vezes por mês. E tem aluno que, a gente sabe, vai na escola para poder comer. Tanto nas redes estaduais quanto nas municipais nós fazemos mágica. Transformar R$ 0,30 centavos em galinhada é mágica.”

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Leonardo Da Vinci em Bogotá – Parte 2

GVcult

Por Marcelo Coelho.
No artigo anterior, iniciei uma reflexão sobre a dualidade entre especialização versus criatividade.
O insight para esta reflexão surgiu durante uma visita à exposição Da Vinci El Genio,  na cidade de Bogotá, capital da Colômbia. A exposição apresentou ao público diferentes ofícios que foram exercidos de forma extraordinária por Leonardo Da Vinci: inventor, filósofo, pintor, cientista, engenheiro, escultor, anatomista, biólogo, músico e arquiteto. No intuito de ilustrar as suas produções, foram expostos estudos, rascunhos, cartas, desenhos e mais de 160 peças.
A pluralidade do conhecimento de Da Vinci, sua gigantesca sensibilidade artística e a incomparável habilidade de interligar os mais distintos eventos da natureza e do cotidiano do homem me fizeram refletir sobre o impacto das especializações no processo criativo individual.
Argumentei sobre a importância do pensamento específico quando se planeja realizar ou materializar a imaginação criativa – ‘(…) o filósofo lida com o pensamento reflexivo, o músico com sons, o arquiteto com a perspectiva, o médico com o corpo humano, o pedreiro com a construção civil, e assim por diante.’
Continuei o texto afirmando que:
“(…) a especificidade, primordial para a ampliação das possibilidades de realização do imaginar criativo, não deve ser confundida com especialização. Esta última tende, na grande maioria das vezes, a segmentar e engessar a capacidade de observação e a imaginação criativa – um pintor desenvolve a sua criação a partir de uma perspectiva observada, real ou imaginária. Ele não se baseia exclusivamente na textura da tela ou na pigmentação da tinta. Se assim fosse, este pintor seria então um especialista em telas e tintas, e a expressão do seu trabalho não causaria uma experiência estética quando apreciada.”
Concluí o artigo com a seguinte pergunta:
“Mas quais são as razões pelas quais tanto os artistas quanto os cientistas tornam-se grandes criadores à medida que se aprofundam e se especializam no seu trabalho?”
Vivemos em uma sociedade em que as especializações tornaram-se sinônimo de preparo profissional. No entanto, o conhecimento adquirido nos cursos e estágios direcionados para este tipo de aprimoramento parece não contribuir para o aumento da capacidade reflexiva e criativa. De modo geral, restringem-se a um adestramento técnico que visa soluções imediatas, ignorando, desta forma, a sensibilidade, espontaneidade e a criatividade individual.
A criatividade surge do interesse pela diversidade, pela probabilidade de resultados distintos mas não necessariamente contraditórios, pela observação das relações entre os diversos elementos envolvidos, pela percepção do cenário como um todo, pela interdisciplinaridade do conhecimento.
O indivíduo, independente da área em que atua, pode ser tão especialista quanto criativo se for capaz de observar o entorno que está para além do olhar específico. A especialização, neste caso, pressupõe a ampliação do conhecimento, uma vez que traz consigo a consciência dos elementos ao redor, responsáveis pela sua delimitação. É desta forma que os artistas, os cientistas e tantos outros profissionais trabalham.
A afirmação equivocada de que a criatividade é um atributo das artes constitui, na verdade, uma maneira de encobrir a precariedade de condições criativas no ambiente de trabalho em diversas áreas do conhecimento.
A criatividade é inerente ao ser humano. Cabe a cada um perceber o mundo ao redor, observá-lo criativamente e recriá-lo. O conhecimento virá desta experiência.
Parafraseando Da Vinci, “Todo conhecimento nosso origina-se em nossas percepções.”
Edição: Samy Dana e Octavio Augusto de Barros.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Leonardo Da Vinci em Bogotá – Parte 1

GVcult
Por Marcelo Coelho.
O day off durante uma turnê é como um belo domingo de sol –  acorda-se cedo, caminha-se muito, fotografa-se tudo. Foi num desses dias na simpática cidade de Bogotá, capital da Colômbia, que tive a oportunidade de conhecer um dos maiores criadores que a humanidade já conheceu: Leonardo Da Vinci (1452-1519).
A curadoria da exposição intitulada Da Vinci El Genio, realizada no espaço El Claustro La Enseñanza, teve o cuidado de apresentar ao público os diferentes ofícios exercidos por Da Vinci: inventor, filósofo, pintor, cientista, engenheiro, escultor, anatomista, biólogo, músico e arquiteto. No intuito de ilustrar as suas produções, foram expostos estudos, rascunhos, cartas, desenhos e mais de 160 peças criadas por ele.
As peças abrangiam desde máquinas com complexas redes de engrenagens a protótipos bélicos. Todas elas foram reconstruídas por artesãos fiorentinos que seguiram à risca as instruções e técnicas indicadas nos manuscritos do próprio Da Vinci.
Fiquei perplexo ao constatar que, como se não bastasse a pluralidade do seu conhecimento, ele atuou e interveio de maneira excepcional em todas as áreas que se interessou. Suas criações, inventos e estudos, frutos de uma rara sensibilidade artística aliada à imensurável capacidade de observação e inteligência analítica, o fizeram antecipar de maneira quase profética uma realidade que só foi possível séculos depois com o advento da tecnologia.
A extraordinária habilidade de Da Vinci de interligar os mais distintos eventos do cotidiano do homem e da natureza me fez refletir sobre o impacto das especializações no processo criativo individual.
Em um artigo anterior, eu afirmo que ‘a realização ou materialização do processo cognitivo criativo está atrelada às demandas exigidas pelo ambiente onde se realizam este processo. O filósofo, por exemplo, lida com o pensamento reflexivo, o músico com sons, o arquiteto com a perspectiva, o médico com o corpo humano, o pedreiro com a construção civil, e assim por diante.’ – artigo ‘O Filósofo e a Faxineira.’
A escritora Fayga Ostrower compartilha da mesma opinião quando afirma que ‘a imaginação criativa é um pensar específico sobre um fazer concreto.’
Em ambas as afirmações está clara a importância do pensamento específico quando se planeja realizar ou materializar a imaginação criativa – o músico pensa de maneira específica quando lida com os sons e assim por diante.
No entanto, a especificidade, primordial para a ampliação das possibilidades de realização do imaginar criativo, não deve ser confundida com especialização. Esta última tende, na grande maioria das vezes, a segmentar e engessar a capacidade de observação e a imaginação criativa – um pintor desenvolve a sua criação a partir de uma perspectiva observada, real ou imaginária. Ele não se baseia exclusivamente na textura da tela ou na pigmentação da tinta. Se assim fosse, este pintor seria então um especialista em telas e tintas, e a expressão do seu trabalho não causaria uma experiência estética quando apreciada.
As especializações dentro de um conhecimento específico tendem a restringir a percepção ampla do todo, reduzindo, desta forma, a imaginação criativa e por conseqüência desestimulando o potencial humano.
No entanto, é natural e esperado que o indivíduo se identifique, se aprofunde e se especialize em alguma área do conhecimento humano. Os cientistas e os artistas são, de alguma maneira, grandes especialistas no trabalho que fazem.
Mas quais são as razões pelas quais tanto os artistas quanto os cientistas sejam grandes criadores à medida que se aprofundam e se especializam no seu trabalho?
Estas questões serão refletidas e argumentadas no próximo artigo. Aguardem!
Edição: Samy Dana e Octavio Augusto de Barros.

Perícias Médicas – Novo Modelo


Veja o novo modelo de perícias médicas, para o pessoal do magistério, em material apresentado e fornecido pela SE.

Apresentação pericias Procedimentos em Pericias e Readaptações
Unidades Periciais
UP
DE
Endereço
Observações
Prazo exec.
13
Itaquaque cetuba
Diretoria de Ensino Itaquaquecetuba - Rua Jundiaí, 84 - Monte Belo - Itaquaquecetuba
Vistoriada. Início previsto para 25/09/2012
15/out
25
Osasco
Diretoria de Ensino Osasco - Rua Geraldo Moran, 271 - Jd. Umuarama - Osasco
Vistoriada. Obra já pode ser iniciada. Aguardando relatório de visita.
15/out
8
Centro
Diretoria de Ensino Centro - Rua Olavo Fontoura, 2222 - Casa Verde - São Paulo
Vistoriada. Abertura da Obra assinada.
15/out
16
Leste 1
Diretoria de Ensino Leste 1 (Núcleo Pedagógico) - Rua Rincão, 40 - Vila Esperança - São Paulo
Vistoriada. Abertura da Obra assinada.
15/out
17
Leste 2
E.E. Deputado Manoel de Nóbrega - Avenida Nordestina, 1646
Vistoriada. Abertura da Obra assinada.
15/out
24
Norte 2
Diretoria de Ensino Norte 2 - Rua Plínio Pasqui, 217 - São Paulo
Vistoriada. Abertura da Obra assinada.
15/out
12
Guarulhos Norte
Diretoria de Ensino Guarulhos Norte - Rua Cristobal Cláudio Elillo, 278 - Parque CECAP - Guarulhos
Vistoriada. Início previsto para 26/09/2012.
17/out
18
Leste 3
EE Maria de Lourdes A. A. Pacheco – Rua Angelo de Andrade, 51 – Cohab jose Bonifacio - São Paulo
Vistoriada. Início previsto para 24/09/2012.
18/out
37
Sul 3
EE Prof. Iturbides Bolivar de Almeida Serra - Av. de Pinedo, 777 – Socorro - São Paulo
Vistoriada. Entrega da UP em 20/10/2012 e de adequações de acesso em 05/11/2012
20/out
23
Norte 1
Diretoria de Ensino Norte 1 - Rua Faustolo, 281 - São Paulo
Vistoriada. Abertura da Obra assinada.
22/out
30
Santo André
Diretoria de Ensino Santo André - Rua das Figueiras, 1245 - Jd. Santo André - Santo André
Vistoriada. Início previsto para 26/09/2012.
24/out
9
Centro Oeste
Diretoria de Ensino Centro Oeste - Rua Dr. Paulo Vieira, 257 - São Paulo
Vistoriada. Abertura da Obra assinada.
30/out
35
Sul 1
Diretoria de Ensino Sul 1 - Rua Pensilvânia, 155 - São Paulo
Vistoriada. Abertura da Obra assinada.
30/out
36
Sul 2
Diretoria de Ensino Sul 2 - Rua Barão de Jaceguai, 1967 - São Paulo
Vistoriada. Abertura da Obra assinada.
30/out
22
Mogi das Cruzes
“E.E.FIRMINO LADEIRA” - Av. Brasil, 840 - Mogi Moderno - Mogi das Cruzes
Vistoriada. Obra já pode ser iniciada. Aguardando relatório de visita.
31/out
7
Caraguata tuba
DE Caraguatatuba - Av. Alagoas, 539 – Indaiá
12/nov
21
Marília
DE Marília - Av. Pedro de Toledo, 542 - Centro - Marília
Exceto a rampa para deficientes
12/nov
27
Presidente Prudente
DE Presidente Prudente - Av. Manoel Goulart, 2109 - Centro Universitário - Presidente Prudente
12/nov
28
Registro
EE/CEL Dr. Fábio Barreto - Rua Vitória, 465 - Jardim América - Registro
12/nov
29
Ribeirão Preto
DE Ribeirão Preto - Rua Visconde de Inhaúma, 1.475 - Ribeirão Preto
12/nov
33
S.J. dos Campos
DE São José dos Campos - Rua Porto Príncipe, 100 - Vila Rubi - São José dos Campos
12/nov
34
Sorocaba
Núcleo Pedagógico - Rua Manoel Gomes dos Santos Neto, 45
12/nov
1
Americana
CEEJA Profa. Alda Marangoni - Rua Riachuel0, 700 - Americana
30/nov
2
Araçatuba
DER Araçatuba - Rua Antônio Joao, 130 – Jardim Bandeirantes - Araçatuba
30/nov
3
Araraquara
EE Bento de Abreu - Av Prof. Jorge Correia, s/n - São Geraldo - Araçatuba
30/nov
4
Botucatu
DER Botucatu - Praça da Bandeira, s/n - Centro - Botucatu
30/nov
5
Campinas Leste
DE Campinas Leste - Rua Rafael Sampaio, 485 - Vila Rossi - Campinas
30/nov
6
Campinas Oeste
DE Campinas Oeste - Rua Cândido Mota, 186 - São Bernardo - Campinas
30/nov
15
Jundiai
DE Jundiaí - Av Nove de Julho, 1300 - Chácara Urbana - Jundiaí
30/nov
26
Piracicaba
EE Honorato Faustino - Rua Edu Chaves, 914 - São Dimas - Piracicaba
Exceto a rampa para deficientes
30/nov
31
Santos
DE Santos - Praça Narciso de Andrade, s/n - Vila Mathias - Santos
30/nov
32
São Jose do Rio Preto
"EE/CREMI Prof. Jamil Khauan" Rua. Val Paraíso, s/nº - Jardim Estrela - São José do Rio Preto
10/dez
11
Guaratin gueta
"EEPG Embaixador Rodrigues Alves" - Praça Joaquim Vilela, S/Nº -Santa Rita - Guaratinguetá
31/dez
14
Jales
Oficina Pedagógica - Rua Dez, 2.745 - Quadra 89 - Centro - Jales
Trincas. Necessita reforço fundações
31/dez
20
Leste 5
EE Erasmo Braga - Rua Maria Eugênia, 190 - Tatuapé - São Paulo
prazo previsto. sujeito a alterações
01/01/2013
19
Leste 4
-
aguardando definição de local
-
10
Centro Sul
-
aguardando definição de local
-

segunda-feira, 10 de junho de 2013

O Paradoxo Finlandês


A China e os ‘tigres asiáticos’ - Hong Kong, Coréia do Sul, Singapura e Taiwan – são hoje modelos de economias desenvolvidas. Esses territórios e países apresentaram grandes taxas de crescimento e rápida industrialização entre as décadas de 1960 e 1990. A principal causa desse salto de desenvolvimento foi o investimento maciço em educação.

Nos países desenvolvidos, de uma maneira geral, investe-se muito em educação e exige-se igualmente muito dos alunos. É o caso, dentre outros, além dos já citados, do Japão e da Alemanha.

Como regra geral, nesses países:
  1. Os professores são valorizados, e seus salários são altos;

  2. As crianças entram muito cedo na escola, e são alfabetizadas já na pré - escola, aos 4 – 5 anos de idade;

  3. As escolas são de tempo integral, ou, quando não, têm jornadas longas;

  4. Os alunos têm muita lição de casa. Destaque aqui para os orientais;

  5. O número de dias letivos é maior que nos demais países. Destaque para o Japão, com 243 dias letivos;

  6. Nas escolas, buscam – se, incessantemente, métodos pedagógicos revolucionários (na verdade, ‘milagrosos’);

  7. O uso da tecnologia em sala de aula é incentivado e até mesmo superestimado;

  8. Investe – se muito do PIB em educação;

  9. Há gigantescos exames nacionais para avaliar a aprendizagem dos alunos.
Portanto, podemos concluir que a solução está ali. Basta seguir aqueles nove itens para obter o sucesso educacional. Em sentido contrário, basta fazer diferente, para encontrar o fracasso.

Mas, em educação, a coisa não é tão simples assim. A Finlândia faz quase tudo ao contrário, e é um dos países com a melhor educação do mundo. Por quatro anos consecutivos, a Finlândia ficou entre os primeiros lugares no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que mede a qualidade de ensino.
E, na Finlândia:
 
  1. Os professores são valorizados, mas, apesar de altamente capacitados e qualificados - devem ter no mínimo o mestrado - seus salários são apenas médios;

  2. Não existe bônus para os professores cujos alunos apresentem melhor rendimento (praga criada nos EUA, onde já naufragou);

  3. As crianças só entram na escola a partir dos 7 anos, e só aprendem a ler e escrever com essa idade (7 ou 8 anos), para que possam ‘curtir’ a infância;

  4. Não há escolas em tempo integral; ao contrário, a jornada é curta; algumas escolas têm uma jornada de apenas 4 horas;

  5. Os alunos não têm muita lição de casa;

  6. O número de dias letivos (188) é menor que nos demais países;

  7. Nas escolas, não há métodos pedagógicos revolucionários;

  8. O uso da tecnologia em sala de aula é comedido (‘tecnologia é ferramenta e não conteúdo’).

  9. A Finlândia investe apenas 6º do seu PIB em educação;

  10. Não há gigantescos exames estaduais/nacionais para avaliar a aprendizagem dos alunos.
Eis aí o paradoxo finlandês: aparentando uma estrutura precária de ensino (poderíamos, acima, estar descrevendo o sistema de ensino de um país subdesenvolvido), a Finlândia apresenta um dos melhores índices de sucesso da educação pública !
Esse quadro, no mínimo, nos obriga a refletir sobre algumas ‘certezas’ que temos, quando fazemos propostas para a melhoria da escola pública no Brasil e em São Paulo: alfabetização precoce, escolas de tempo integral, bastante trabalho de casa para os alunos, aumento do número de dias letivos, busca incessante de métodos pedagógicos revolucionários, endeusamento do uso da tecnologia em sala de aula, fatia maior do PIB para a educação, exames estaduais e nacionais para avaliar os alunos e as escolas, bônus para os melhores profissionais etc.

Pode ser que o Brasil e São Paulo ainda precisem de tudo isso. Mas pode ser, também, que, mais uma vez, ‘o buraco seja mais embaixo’. Pode ser que o problema se resolva com coisas simples: descentralização, autonomia, professores motivados, bem qualificados e treinados, ambiente de trabalho interessante. Coisas simples para a Finlândia, é claro, com sua tradição cultural.

domingo, 9 de junho de 2013

Menos de 1% das escolas brasileiras têm infraestrutura ideal



Do UOL, em São Paulo (com informações da Agência Brasil e do Movimento Todos Pela Educação) - 04/06/2013
Apenas 0,6% das escolas brasileiras têm infraestrutura próxima da ideal para o ensino, isto é, têm biblioteca, laboratório de informática, quadra esportiva, laboratório de ciências e dependências adequadas para atender a estudantes com necessidades básicas. O nível infraestrutura avançada inclui os itens considerados mínimos pelo CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial), índice elaborado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

Já 44% das instituições de educação básica contam apenas com água encanada, sanitário, energia elétrica, esgoto e cozinha em sua infraestrutura.

Esse é o resultado de um estudo feito pelos pesquisadores Joaquim José Soares Neto, Girlene Ribeiro de Jesus e Camila Akemi Karino, da UnB (Universidade de Brasília), e Dalton Francisco de Andrade, da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), intitulado "Uma escala para medir a infraestrutura escolar".

A pesquisa incluiu dados do Censo Escolar de 2011 de 194.932  escolas.

Girlene afirma que ela e os pesquisadores esperavam que os resultados demonstrassem a precariedade de muitas das escolas brasileiras, mas pontua que o percentual de elementares (44%) e de avançadas (0,6%) foi um "choque".

"Sabíamos que encontraríamos diferenças e que a zona rural, por exemplo, apresentaria infraestrutura mais deficitária. Mas não achávamos que seria tanto. O mesmo vale para as diferenças regionais, como é o caso do Norte e do Nordeste, e para as redes municipais, onde se concentram as escolas com as piores condições", afirma.
"A criança, quando chega à escola, tem que ter equipamentos, conforto do ambiente para se concentrar, se dedicar aos estudos e ao aprendizado. O professor precisa de equipamento para desenvolver o trabalho dele, assim como a escola", explica Joaquim José Soares Neto. "O Brasil está passando por um momento em que é consenso que se deve investir em educação. A pesquisa traz uma perspectiva de como orientar esse investimento para resolver um problema que não é simples".

Dados

Para definir uma escala para a situação da infraestrutura, os pesquisadores selecionaram 24 itens de infraestrutura escolar para checar se há sua disponibilidade – ou não – nos colégios públicos brasileiros.

A partir da presença ou não desses itens, as escolas foram distribuídas em quatro categorias. No nível elementar ficam escolas que têm apenas o mínimo para o funcionamento do prédio.
■Infraestrutura elementar: Estão neste nível escolas que possuem somente aspectos de infraestrutura elementares para o funcionamento de uma escola, tais como água, sanitário, energia, esgoto e cozinha

■Infraestrutura básica: Além dos itens presentes no nível anterior, neste nível as escolas já possuem uma infraestrutura básica, típica de unidades escolares. Em geral, elas possuem: sala de diretoria e equipamentos como TV, DVD, computadores e impressora

■Infraestrutura adequada: Além dos itens presentes nos níveis anteriores, as escolas deste nível, em geral, possuem uma infraestrutura mais completa, o que permite um ambiente mais propício para o ensino e aprendizagem. Essas escolas possuem, por exemplo, espaços como sala de professores, biblioteca, laboratório de informática e sanitário para educação infantil. Há também espaços que permitem o convício social e o desenvolvimento motor, tais como quadra esportiva e parque infantil.

Além disso, são escolas que possuem equipamentos complementares como copiadora e acesso a internet

■Infraestrutura avançada: As escolas neste nível, além dos itens presentes nos níveis anteriores, possuem uma infraestrutura escolar mais robusta e mais próxima do ideal, com a presença de laboratório de ciências e dependências adequadas para atender estudantes com necessidades especiais

Desigualdades regionais


Os dados do estudo revelam que as grandes diferenças entre as regiões do país aparecem também na infraestrutura das escolas. Das 24.079 unidades de ensino da Região Norte, 71% podem ser consideradas no nível elementar, o mais precário. No caso do Nordeste, esse índice ainda se mantém alto, mas cai para 65%. No Sudeste, Sul e Centro-Oeste, o maior percentual de escolas localiza-se no nível básico. Em todas as regiões a taxa de colégios públicos classificados como de infraestrutura avançada não excede os 2%.

Quando observados os dados por redes, as desigualdades também são grandes. Entre as escolas federais, 62,5% podem ser consideradas adequadas e avançadas. No caso das estaduais, 51,3% das unidades são básicas em relação à infraestrutura e, considerando as municipais, 61,8% das escolas são classificadas como elementares.

Outro dado destacado pelos pesquisadores é a diferença entre as escolas urbanas e rurais. "Enquanto 18,3% das escolas urbanas têm infraestrutura elementar, o oposto ocorre em relação às escolas rurais: 85,2% encontram-se nesta categoria", diz o estudo.

Os pesquisadores não fizeram ainda a relação entre infraestrutura escolar e o desempenho dos alunos.

"É necessário correlacionar os resultados das avaliações, como a Prova Brasil, com as condições físicas das escolas. O nível socioeconômico das regiões em que a infraestrutura é insuficiente é também bastante carente. Essa discussão precisa ser feita", afirma Neto.

Para ele, a escala ajuda a apontar quais são as regiões do país que precisam de políticas públicas especiais. "Não interessa onde a criança esteja: ela tem direito a uma Educação de qualidade. Isso pressupõe também uma infraestrutura escolar de qualidade", ressalta. "É preciso mais recursos, com um investimento que seja realizado com eficiência."

O regime de colaboração entre os entes federados, segundo os pesquisadores, também precisa ser reforçado. "Precisamos que Estados, municípios e União trabalhem juntos nessa questão, definindo políticas públicas que atendam a essas escolas com condições físicas piores. É claro que só isso não resolve a qualidade da educação que é oferecida, mas é uma condição para que as escolas funcionem normalmente", afirma Girlene. "Caso contrário, continuaremos a amargar resultados ruins."
Em 72,5% das escolas brasileiras não há biblioteca
O Brasil precisa construir 130 mil bibliotecas até 2020 para cumprir a Lei 12.244, que estabelece a existência de um acervo de pelo menos um livro por aluno em cada instituição de ensino do País, tanto de redes públicas como privadas. Hoje, na rede pública, apenas 27,5% das escolas têm biblioteca.

Para equipar todas as 113.269 escolas públicas sem biblioteca, seria necessária a construção de 34 unidades por dia, segundo um levantamento realizado pelo movimento Todos Pela Educação com base no Censo Escolar 2011. O estudo também faz uma comparação com números do Censo 2008 e mostra que, mesmo as escolas construídas nos três anos seguintes (foram 7.284 novas unidades) não contemplam o espaço: apenas 19,4% dessas novas instituições têm biblioteca.
Os Estados mais carentes são os das Regiões Norte e Nordeste, que tradicionalmente têm infraestrutura escolar precária, com escolas que chegam a funcionar em construções sem energia elétrica e saneamento básico. Na rede municipal do Maranhão, por exemplo, só 6% das escolas têm biblioteca.

O que destoa da lista, no entanto, é o aparecimento do Estado de São Paulo com um dos piores resultados do ranking, com 85% das unidades de sua rede pública (escolas estaduais e municipais) sem biblioteca. São 15.084 unidades sem o equipamento. Um enorme prejuízo, se considerado os resultados da edição 2012 da pesquisa Retratos do Brasil, que mostrou que, entre os 5 e 17 anos, as bibliotecas escolares estão à frente de qualquer outra forma de acesso ao livro (64%). "Isso mostra que só a legislação não é suficiente, porque tem lei que realmente não pega", afirma Priscila Cruz, diretora do Todos pela Educação.

Quando se analisa o déficit por nível de ensino, vê-se, ainda, que as instituições de ensino infantil são as mais prejudicadas: enquanto 82% das escolas de ensino profissional e 52% das de ensino médio construídas após 2008 possuem biblioteca, apenas 10% das de ensino infantil têm o espaço.

Uma opção que é um contrassenso, argumentam os educadores, já que é na faixa etária dos 5 anos que a criança está descobrindo a língua escrita e tem de ser estimulada à descoberta e ao gosto pela leitura. No ensino médio, o estudante já teria acesso a outros ambientes de leitura. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Brasil ainda tem mais de 13 mil escolas sem luz
O Brasil tem pelo menos 13 mil escolas sem energia elétrica ou que funcionam com gerador. O número foi declarado pelas próprias unidades no Censo Escolar do ano passado, que é o mais recente disponível e utiliza dados coletados até março de 2010. O levantamento aponta 13.134 escolas nesta situação.

A maioria (178.779), no entanto, afirmou utilizar as redes públicas de eletricidade. Além disso, 99% das unidades "no escuro" são rurais. São, de acordo com o ministério, 429.805 alunos prejudicados.

O Estado que lidera o ranking de escolas que afirmaram não ter energia elétrica é o Pará, com 3.814, seguido por Bahia (2.490), Maranhão (1.962) e Amazonas (1.358). Se o recorte for feito por regiões, Norte e Nordeste estão no topo. A única unidade da federação sem nenhum registro é o Distrito Federal.

Como o censo é feito com base em autodeclarações, não se podem descartar eventuais erros no preenchimento. Segundo o ministério, o número hoje é ligeiramente menor (13.108), provavelmente por conta de correções nas planilhas. O número, no entanto, não leva em conta casos de roubos de fios de energia elétrica, que vêm se tornando comuns em escolas.

"Apartheid na educação"
Para Mozart Ramos, do movimento “Todos Pela Educação”, esse tipo de problema pode ter efeitos no futuro. “A falta de energia impede que você tenha, por exemplo, laboratórios de informática. Como ter novas tecnologias se você não tem energia? Você gera um apartheid na educação.”

Segundo ele, problemas como falta de luz ou de água filtrada só serão resolvidos quando a educação passar a ser pensada como um sistema único.  “O sistema deve ter os planos estaduais, municipais e estadual, um regime de colaboração - para que o MEC repasse recursos -  e a responsabilização. Se se recebe e não se aplica, alguém tem que responder por isso”, diz.
O MEC, em nota, afirma que o número de escolas sem energia vem decaindo desde 2003. Nesse ano, eram mais de 35 mil unidades sem luz. A relação com as escolas sem energia é repassada ao MME (Ministério de Minas e Energia) que a coloca dentro do programa Luz Para Todos.

Segundo Minas e Energia, quando uma unidade educacional é atendida, toda a comunidade em volta também é. Por isso, é preciso fazer um levantamento da região, um projeto e uma programação de atendimento. Questionado quanto tempo levaria para uma escola ser atendida, o MME afirma que depende da distância que a unidade está da rede, do valor da obra, do acesso ao local, entre outros fatores.